ANALISE DA CONTRIBUIÇÃO DA UNOESC SÃO MIGUEL DO OESTE NA FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DOS ALUNOS DAS ESCOLAS DA GERED DE SÃO MIGUEL DO OESTE

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

ANALISE DA CONTRIBUIÇÃO DA UNOESC SÃO MIGUEL DO OESTE NA FORMAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DOS ALUNOS DAS ESCOLAS DA GERED DE SÃO MIGUEL DO OESTE

Dauana Rodrigues da silva

DANIELA DEMARCHI DA SILVA

jEANNE cINTHIA mULLER

INTRODUÇÃO

A vida dos jovens que ingressam em uma Universidade e dos que não o fazem é de uma ampla desvantagem para seus futuros. São inúmeras observações que subsistem diante deste pensamento da continuidade do ensino, motivos pelos quais um extenso percentual de jovens não chega à vida acadêmica, como, o desinteresse pelo ensino superior, a desmotivação gerada ainda no ensino fundamental e médio, a falta de condições financeiras, oportunidades desperdiçadas, desconhecimento de suas competências, falta de incentivo, além de outros fatores.

Diante disso observa-se a necessidade de a Universidade aproximar-se desses alunos ainda durante o período escolar, mais especificamente no ensino médio, para que ocorra o interesse por parte do educando ao ensino superior, como uma vantagem competitiva para seu futuro profissional.

Neste trabalho de conclusão de curso o diálogo ocorre sobre a realidade brasileira, tanto no ensino médio como ensino superior, as oportunidades geradas pela sociedade a partir do instante em que se ingressa em um curso superior. Além de apresentar possibilidades para que as universidades adentrem no mundo dos educandos e despertem o interesse dos mesmos de maneira positiva e duradoura, como uma parceria com as escolas nesse processo de continuidade do ensino.

Na sequência será apresentado o tema do presente trabalho, o problema, a justificativa para a pesquisa, os objetivos gerais e específicos.

APRESENTAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA

A educação no Brasil comparada a outros países está caótica. Depois de tantos avanços em tantas áreas, nesse quesito, paramos de progredir. Uma grande parcela de culpa é em decorrência de políticas não voltadas especificamente para esse tema, o brasileiro padece em termos de conhecimentos e escolaridade, deixando de lado uma vida profissional promissora e consequentemente reflete no crescimento econômico do país.

Todavia, costuma-se dizer que estamos vivendo a era da informação e do conhecimento. Pensando na importância dada hoje ao conhecimento, em todos os

setores, pode-se dizer que realmente vivemos nessa era, isso se deve, sobretudo em consequência da informatização e do processo de globalização das telecomunicações a ela associado. Pode ser que, de fato, já se tenha ingressado na era do conhecimento, então nesse contexto, há algo errado, pois existe uma grande parte da população que está sendo excluída dessa era (GADOTTI, 2000).

Ao averiguar a relação entre origens sociais e conquista educacional, fica perceptível que, mesmo com o avanço do sistema educacional e da escolarização da população, a origem social tem ainda uma vasta relevância sobre a escolarização formal. Quanto mais alto o grau de modernização em uma sociedade, menores as desigualdades educacionais e sociais, mas para que isso ocorra de fato, deve-se investir em educação no geral, em todos os níveis de ensino, desde o primário até o superior.

Ao longo da história, o ensino superior tem passado por períodos de mudanças, readaptações e muitas vitórias, entretanto sua responsabilidade social nunca esteve tão evidenciado como nos dias atuais, as funções tradicionais da universidade não são mais o suficiente para a sociedade.

A Universidade que nesse estudo refere–se à UNOESC – Universidade do Oeste de Santa Catarina é propulsora do desenvolvimento, da pesquisa e das perspectivas socioculturais e educacionais nas regiões de abrangência. São, aproximadamente, 118 municípios e mais de 1 milhão de pessoas, em uma área geográfica que vai desde Santa Cecília, no planalto central catarinense até a fronteira com a Argentina, atingindo o sudoeste do Paraná e o noroeste do Rio Grande do Sul (UNOESC).

O campi mencionado para realizar uma diversificação em sua conduta acadêmica é o da cidade de São Miguel do Oeste. Esta tem um papel importantíssimo na formação de cidadãos e em fazer parte de uma sociedade mais igualitária, ela não pode ficar fechada sobre ela mesma, deve-se suprir as necessidades ou no mínimo tentar atender a realidade fora da Universidade e não ao contrário.

O estudo será realizado com Diretores e Orientadores Pedagógicos que estão inseridos no Ensino Fundamental e Ensino Médio, nas Escolas Municipais e Estaduais da GERED no município de São Miguel do Oeste. Buscar-se-á compreender quais as necessidades que surgem para que ocorra a formação

adequada das competências dos alunos destas escolas e através disso estabelecer diretrizes juntamente com a universidade para suprir essa demanda.

A GERED – Gerência Regional de Educação, é um órgão da Secretaria da Educação de Santa Catarina que presta assessoria às escolas, orientando à implementação de um processo pedagógico. A Gerência situada no município de São Miguel do Oeste conta com um secretário executivo de desenvolvimento regional, consultor jurídico, assessor de comunicação, gerente de administração, finanças e contabilidade, gerente de educação, gerente de saúde, gerente de infraestrutura, gerente de políticas sociais, rurais e urbanas, gerente de planejamento e apoio a políticas públicas e um coordenador regional da defesa civil. É responsável pelo atendimento às cidades de Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Descanso, Guaraciaba, São Miguel do Oeste e Paraíso.

Pensando nessa participação da Universidade percebendo ainda a grande parcela de alunos do ensino fundamental e médio que não dão sequência em sua formação estudantil foi que surgiu o problema do presente trabalho de conclusão de curso: como a Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, por meio do ensino, pesquisa e extensão, poderá contribuir para a formação das competências de carreira dos alunos das escolas da GERED São Miguel do Oeste?

JUSTIFICATIVA

Hoje na educação podem ser observadas lacunas deixadas durante o processo educacional, isso, na primeira infância percorrendo até o ensino médio em decorrência da educação planejada e não executada, diferenças entre classes sociais, falta de condições físicas nas dependências escolares, professores despreparados e desmotivados, administração municipal que não leva a educação de seus munícipes a sério, entre outros diversos fatores que conduzem para a ausência de interesse dos educandos pela continuidade de sua formação educacional.

Nessa perspectiva, analisando o fator da diferença econômica entre as classes, surge o dever da sociedade brasileira em incentivar a comunicação entre os menos favorecidos, esqueceu-se de que todos são filhos dessa nação e merecem uma chance de evoluir, no entanto, as oportunidades oferecidas as declaradas

classes não são semelhantes, e é nesse instante que a universidade recebe o dever de exercer um papel diferenciado, sendo propulsora dos direitos iguais e oferecedora de oportunidades para todos os níveis estudantis.

Este estudo é de alta relevância para a sociedade como um todo, sendo de suma importância a intervenção da universidade no início estudantil do ser humano para que haja o interesse dos mesmos em ingressar em um curso superior.

A instituição tem a oportunidade de fazer a diferença no ambiente onde está inserida e não subsistir apenas como mera propagadora de diplomas. Participar de outros níveis de ensino, se aproximar, como uma ação de responsabilidade social.

Na base nacional comum curricular, onde se discute o papel e dever da escola quanto ao aluno, estão diversas competências mencionadas como norteadoras para a educação, lembrando que o currículo se refere ao caminho, aos métodos de ensino, já a base, refere-se ao rumo, aonde se espera que os alunos cheguem.

Entretanto, as competências mencionadas nessa base nacional comum curricular estão longe de serem alcançadas, o que se observa é que os concluintes do ensino médio possuem poucas, ou nenhuma capacidade oriunda do ensino que deveria capacitar para que ao finalizar essa etapa educacional possam ser inclusos na sociedade que espera por alunos preparados.

Se a escola não está conseguindo suprir essa carência, é hora de outras instituições adentrarem nessa etapa como forma de auxiliar esses alunos e direções de escolas. A academia precisa sair de sua zona de conforto e participar no ensino fundamental e médio.

A participação da Universidade será realizada de maneira conjunta ao resultado do estudo que será executado no decorrer do trabalho de conclusão do curso, onde serão levantadas as necessidades existentes nas escolas para assistência no preenchimento das lacunas mencionadas anteriormente. Esse estudo é original, importante e exequível.

O ser humano possui uma enorme capacidade dentro de si. Mas esquece constantemente de utilizá-la. Não devemos deixar de lado nossas aspirações e ideais mais elevados sem ao menos demonstrar um sinal de luta (CASTRO, 1998).

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Analisar como a Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, por meio do ensino, pesquisa e extensão, poderá contribuir para a formação das competências de carreira dos alunos das escolas da GERED de São Miguel do Oeste

Objetivo Específicos

  • Caracterizar as escolas da GERED- São Miguel do Oeste
  •  Identificar as competências necessárias aos alunos nas escolas da GERED – São Miguel do Oeste

  • Correlacionar às demandas apontadas pelas escolas com a disponibilidade da Unoesc

  •  Apontar ações para a Universidade no atendimento das necessidades no ensino fundamental e médio como auxílio na formação de competências.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Nesse capítulo encontra-se a base teórica do trabalho, por meio dos temas sobre a administração e seus conceitos, carreira e a maneira como esta escolha afeta o futuro dos educandos. Ainda, educação e seus fundamentos históricos, comentando sobre o ensino fundamental e ensino médio no Brasil, o novo ensino médio, Universidade e suas raízes, pesquisa e extensão, ensino e competências.

ADMINISTRAÇÃO

Chiavenato (1987) define a tarefa de administração como interpretar os objetivos propostos pelas empresas e transformá-los em ação empresarial através de planejamento, organização, direção e controle envolvendo os esforços de todos os níveis da empresa.

Para Drucker (2002), possivelmente, a administração permanece como uma instituição básica e prevalente, pois ela não está somente fundamentada na natureza do sistema industrial moderno e nas necessidades das empresas modernas, ela também expressa convicções básicas da sociedade moderna: a possibilidade de controlar a existência humana por meio da organização sistematizada de recursos econômicos, e a crença que as mudanças econômicas podem vir a ser o mais poderoso impulso do aperfeiçoamento humano e da justiça social.

A administração é um processo que planeja, organiza, lidera e controla os esforços feitos pelos constituintes da organização e o uso de recursos organizacionais na sua totalidade para alcançar os objetivos almejados (STONER E FREMANN, 1999).

Na concepção de Lacombre e Heilborn (2003) administrar é trabalhar com pessoas e por meio de pessoas, buscando efetivar os objetivos da organização e seus integrantes.

Drucker (2000) sustenta ainda que existem três tarefas básicas da administração: a primeira é decidir qual a finalidade e a missão específica da organização, a segunda é fazer com que o trabalhador se realize e o trabalho seja produtivo e a terceira está relacionada com a tarefa de administrar as responsabilidades sociais das empresas.

A administração é uma das áreas mais importantes para a atividade humana, pois vivemos em um mundo onde o esforço cooperativo do homem tem papel fundamental para a sociedade. A tarefa primordial da administração é de fazer as coisas por meio dos indivíduos de maneira eficiente e eficaz, trabalhando em conjunto para conseguir objetivos comuns, que dependem diretamente dos que exercem a função administrativa (CHIAVENATO, 2000).

educação

Segundo o artigo 1º da LDB (Brasil, 1996) “A educação abrange o processo formativo que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

Segundo Libâneo (2013) o estudo voltado para as escolas se deve pela sua importância cultural, mas também pela busca de um sistema de eficácia no ensino educativo e por suas estratégias de modernização. As escolas, além de aumentar o nível cultural estudantil e de sua formação de cidadania, entra com o papel de trazer ensinamentos além do ambiente escolar, sendo uma escola para a vida dos estudantes, trazendo capacidade para lidar com situações adversas da vida.

Segundo Marques (1998), o ser humano possui capacidade de se transformar, fazendo dele um ser educável, e consequentemente dessa educação transformar em necessidade fundamental humana, o qual o homem isolado não consegue fazer.

Envolvendo o setor pedagógico, técnico e administrativo, uma das funções da organização escolar é a formação continuada, trazendo uma condição para

aprendizagem permanente, tanto para o âmbito pessoal, cultural e profissional (LIBÂNEO, 2013).

O ensino médio no Brasil foi implantado com o objetivo de preparar os alunos para o ensino superior, porém, em 1930, com a necessidade de impulsionar o desenvolvimento nacional, a escolarização sofreu mudanças, sendo implantados dois contextos: o de natureza propedêutica que possui como objetivo a ingressão na faculdade e a escola com enfoque para a preparação no trabalho, conhecida como profissionalizante. Nos tempos atuais a maior parte das matriculas estão em escolas públicas estaduais de ensino geral, não profissionalizante (COSTA, 2013).

Segundo a Secretaria de Estado da Educação (2017) o estado de Santa Catarina implantou em 2007, o ensino fundamental com duração de nove anos, considerando a Lei n. 11274/2016. Esse período contempla a segunda etapa da Educação Básica e é integrada pelos anos iniciais que abrangem a faixa etária de 6 a 10 anos e os anos finais, com faixa etária de 11 a 14 anos.

O ensino fundamental possui como objetivo a formação básica do indivíduo, por meio do domínio da escrita, leitura e cálculos; capacidade de aprendizagem como aquisição de conhecimentos e habilidades; o entendimento do ambiente social e natural, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores fundamentais para a sociedade; e o fortalecimento dos vínculos familiares (SECRETARIA DE ESTADO E EDUCAÇÃO, 2017)

Segundo Sampaio (2010), o desempenho escolar está associado literalmente ao nível de renda. A escola não conseguiu até hoje desenvolver meios para que o ensino permita às crianças oriundas das camadas mais desfavorecidas superar as deficiências que decorrem do contexto familiar em que vivem. Através destes níveis de renda cria-se um ciclo vicioso, no qual filhos de pais de renda baixa e escolarização instável têm uma baixa performance escolar e, consequentemente, pouquíssimas possibilidades de conquistar empregos bem remunerados.

Com essas informações pode-se supor que, se a qualidade das escolas fosse melhorada e conseguissem que estas crianças atingissem um melhor desempenho, colaborar-se-ia para diminuir a desigualdade social. Todavia, seria surreal esperar

que, sem políticas públicas que melhorem a distribuição de renda, a escola consiga por si só sanar o problema da desigualdade social no Brasil (DURHAM, 2010).

Segundo uma pesquisa realizada pela Linha Direta (2017) com os concluintes do ensino superior dos anos 2015 e 2016, foi possível traçar os perfis comparando com os egressos até 2014 que prestaram o Enade. Até o ano de 2014, 59% dos concluintes eram mulheres, 72% dos concluintes pertenciam a classe B2C, 59% dos concluintes tinha mais de 25 anos, 73% dos concluintes vinham de escolas públicas, 69% dos concluintes eram solteiros, 79% dos concluintes eram os primeiros formados na família e 68% dos concluintes estagiavam ou trabalhavam, enquanto em 2015 e 2016, 50% dos concluintes eram mulheres, 74% dos concluintes pertenciam a classe B2C, 55% dos concluintes tinha mais de 25 anos, 71% dos concluintes vinham de escolas públicas, 75% dos concluintes eram solteiros, 78% dos concluintes eram os primeiros formados na família e 69% dos concluintes estagiavam ou trabalhavam.

Correlacionado ao estudo anterior, identificou-se que o ensino superior trouxe um positivo benefício para os estudantes. Um desses benefícios está relacionado a um melhor salário, que segundo o levantamento, possuindo ensino superior completo pode se chegar a ganhar de dois a cinco salários mínimos, podendo até mesmo ganhar mais que isso.

universidade

Conforme Sampaio (2000) no Brasil, as primeiras instituições de ensino superior só foram criadas em 1808, por D. João VI, quando a Coroa Portuguesa aqui se refugiou. Estas, no entanto, não eram consideradas universidades, mas sim faculdades ou escolas designadas a formar profissionais, como médicos, advogados e engenheiros. Apesar disso, o modelo de ensino superior escolhido no Brasil era para a época um modelo avançado.

O Brasil permaneceu preso ao sistema de escolas ou faculdades autônomas, voltadas apenas para a formação profissional e não a pesquisa científica ou outras ramificações. Quando o Império chegou ao fim, havia não mais que doze destas

escolas dispersas no território nacional. Houve uma transformação nesse modelo na Primeira República. As escolas deixaram de ser monopólio da Coroa e abriu-se a oportunidade de criação de escolas “livres” – neste momento da história deu-se início ao ensino privado no País. Contudo, elas eram ainda, basicamente, instituições de ensino, aflorando de forma limitada a pesquisa científica (DURHAM, 2010).

As duas primeiras verdadeiras universidades foram criadas na década de 1930, no governo Vargas: a Universidade de São Paulo, pelo governo estadual, e a do Rio de Janeiro, pelo governo federal. Entre outras mudanças no decorrer dos anos, no ano de 1968 ocorreu um movimento estudantil no Brasil oriundo da Europa, no qual, as reivindicações eram voltadas a inclusão de todas as classes econômicas nas universidades e as pesquisas científicas de forma abrangente e não mais em sua minoria (FAVERO, 2006).

Em 1996, no Brasil, com a publicação da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), uma mudança significativa na educação superior instaurou-se (INEP, 2006).

Segundo Bridi (2015), mais uma vitória para a ensino superior foi em 9 de janeiro de 2001, onde foi criado o Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei n. 10.172, que trouxe diretrizes para todos os níveis de ensino. Este plano ressalta a importância das universidades e dos centros de pesquisa na criação de conhecimento. Este plano também garante para as universidades autonomia didática, cientifica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial.

Conforme Dias (2015), a universidade fundamenta a sua existência ao cumprir suas responsabilidades sociais. Isto é feito por meio da vivência de valores existenciais e humanos e, por vocação e demanda, pela criação e socialização de conhecimentos. Ela é uma instituição de educação cuja desígnio principal é a formação em seus distintos graus e dimensões. O que lhe inibe por princípio e fim é a sua contribuição na construção do mundo humano que a cada um cabe protagonizar nos planos da individualidade, da socialidade e da cidadania.

Segundo Boschetti (2007) a reforma universitária ocorrida em 1968, utilizando as diretrizes de Atcon, se efetivou em dois modelos: o Universidade do Brasil com um plano de reforma cujas direções organizavam a universidade em institutos

básicos e escolas ou faculdades; e a do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) com características de modernização tecnocrática e privatização.

Segundo ATCON (1966) as universidades se dirigem tanto para a satisfação das necessidades do indivíduo, quanto para a comunidade, não prejudicando um objetivo com base no outro. Possui como obrigação manter, desenvolver e aperfeiçoar o conhecimento através da pesquisa e entendimento para possibilitar uma educação real, tanto na reformulação de ideais quanto da constante transmissão dos valores sociais.

Com base nessa definição, suas atividades devem se conduzir aos seguintes objetivos: educação e treinamento não especializados, em humanidades, ciências naturais, sociais, para a produção de conhecimento primordial humano; evolução e treinamento qualificado, em técnicas e tecnologias, para o desdobramento industrial da sociedade; pesquisa científica, como meio imprescindível para uma educação concreta e sirva como guia para o desenvolvimento de novas verdades a serviço da comunidade; cursos de especialização, em níveis graduados e pós-graduados; extensão universitária, em todos os níveis e através de diversas atividades culturais e científicas e educação superior geral, em cursos de formação, destinados a atender em nível superior às necessidades não especializadas de uma grande parte da população (ATCON, 1966).

À universidade compete a missão de formar pessoas com alto sentido cultural, moral e político de cidadania e de contribuir, em sua esfera de possibilidades e em seus limites, para a solução de problemas da coletividade. A responsabilidade da universidade não diz respeito somente à técnica, mas, também, à ética e à política. É bem verdade que os conhecimentos que produz hão de apresentar pertinência para a sociedade, e isso inclui necessariamente a economia. Mas a universidade não deve transformar-se em serva da economia. Pertinência social e autonomia se associam como princípios inseparáveis do estatuto da universidade. Autonomia universitária é condição essencial para o cumprimento da responsabilidade científica e social da universidade (DIAS, 2015).

Unoesc

Segundo site da Unoesc, a Universidade do Oeste de Santa Catarina, surgiu no final da década de 60, com o sonho de levar o ensino superior para o interior do estado de Santa Catarina. Em 1996 foram reconhecidos como universidade pelo Conselho Estadual de Educação, e, por seguinte, credenciada pelo Ministério da Educação. Nascida da unificação de três Fundações Educacionais existentes na região, FUOC, Femerp e Fundeste, e, posteriormente, integrada com a Funesc e a FEMAI, a Unoesc uniu forças em resposta à necessidade de expansão do ensino superior nas regiões oeste e meio-oeste catarinense.

Hoje é uma das maiores instituições propulsoras do desenvolvimento, da pesquisa e das perspectivas socioculturais e educacionais nas regiões de abrangência. São, aproximadamente, 118 municípios e mais de 1 milhão de pessoas, em uma área geográfica que vai desde Santa Cecília, no planalto central catarinense até a fronteira com a Argentina, atingindo o sudoeste do Paraná e o noroeste do Rio Grande do Sul. Inserida em cinco campi: Joaçaba, Videira, Xanxerê, São Miguel do Oeste e Chapecó; e cinco unidades: Capinzal, Campos Novos, Pinhalzinho, Maravilha e São José do Cedro (UNOESC).

A Universidade do Oeste de Santa Catarina tem como missão, formar pessoas, produzir conhecimento e oferecer extensão e serviços, promovendo o desenvolvimento institucional e regional. Sua visão, ser uma Universidade reconhecida pela excelência acadêmica e atuação como agente de desenvolvimento regional. E como seus valores, ética: fundamentar as ações e os resultados na honestidade e na justiça. Humanismo: cuidado com a vida. Cooperação: capacidade de atuar em equipe. Comprometimento: atuar com profissionalismo para atingir objetivos. Responsabilidade social: desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. Inovação: inovar com criatividade, flexibilidade e capacidade de adaptar-se a novas situações. Solidez: garantir viabilidade presente e futura (UNOESC).

Ensino

Segundo o Plano de Desenvolvimento Institucional da Unoesc (2013), a oferta dos cursos superiores de graduação se coloca em duas dimensões indissociáveis: na qualidade da formação acadêmica a ser oferecida e na quantidade de profissionais necessários para atender as demandas de crescimento sustentável para o país. A modalidade de ensino superior como formação possibilita ao indivíduo
a capacidade de gerar conhecimento a partir de uma postura dialógica com a realidade. 

As políticas e diretrizes do ensino de graduação ofertadas pela Unoesc, amparadas na Legislação Nacional, fundamentam-se na formação integral dos discentes, com estimulação do pensamento crítico, relacionando os diversos componentes curriculares com contexto social, político, econômico e cultural, na perspectiva da indissociabilidade e da interdisciplinaridade entre as áreas do conhecimento e formação de cidadania podemos a traduzir na socialização do conhecimento (UNOESC, 2013).

Pesquisa

Conforme o Plano de Desenvolvimento Institucional da Unoesc (2013) a política de pesquisa e inovação da Unoesc tem como finalidade fomentar, orientar e priorizar a pesquisa e a inovação visando à produção e disseminação do conhecimento científico e socialmente relevante, com o propósito de apresentar soluções que contribuam para o desenvolvimento da região de atuação da Unoesc.

Os objetivos da política de pesquisa e inovação da Unoesc são: produzir conhecimento científico, comprometido com a qualidade do ensino de graduação, pós-graduação e com a extensão universitária, participar de analise cientifica dos componentes históricos que caracterizam o processo de desenvolvimento da região, propor soluções às contradições que decorrem deste mesmo processo, na busca de alternativas de sustentabilidade, sem prejuízo à ética e ao meio ambiente. Ser um centro de referências para a busca de alternativa e soluções às questões e os problemas regionais, promover intercâmbios e parcerias com outras instituições universitárias e de pesquisas com órgãos públicos e privados, para que, dessa maneira consiga potencializar os recursos humanos e potencialize os resultados de pesquisas. Promover a capacitação em recursos humanos, técnicos e gerenciais nos Campi da Unoesc, qualitativa e quantitativamente, em graus compatíveis com as necessidades de pesquisa e inovação das diferentes áreas do conhecimento e de atuação da Universidade. (UNOESC, 2013). 

A Unoesc desenvolveu os programas institucionais de apoio à pesquisa, pode ser citado entre eles, o programa de apoio à produção e a gestão do conhecimento, este por sua vez, possibilita a produção do conhecimento por docentes com o intuito de estender as oportunidades dos pesquisadores de dialogar com as agências de fomento à pesquisa e assim, apoiar e aumentar a produtividade dos grupos de pesquisa. (UNOESC, 2013).

Segundo a Unoesc (2013) Programa de estímulo à fixação de Recursos Humanos que objetiva a estimular e a fixar os recursos humanos na Instituição como destacado desempenho acadêmico e reconhecido como competência profissional em áreas estratégicas, preferencialmente, nos cursos e áreas de pós-graduação.

Extensão

Segundo o Plano de Desenvolvimento Institucional da Unoesc (2013) A extensão na Universidade do Oeste de Santa Catarina está fundamentada, principalmente, nos pressupostos de contribuição para o desenvolvimento regional. O relacionamento com a comunidade reforça o caráter e o compromisso social da Unoesc. 

A Unoesc, por ser uma Instituição de origem pública, é chamada a responder às exigências e demandas regionais colocadas pelas problemáticas de seu entorno. Pela extensão se possibilita o desenvolvimento integral da pessoa, bem como o preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho, à medida que aponta para praticas coletivas que sejam integrais nas relações pessoais, mobilizadoras nas opções éticas e cidadãs, comprometidas com as ações políticas e sociais (UNOESC, 2013).

A extensão na Unoesc está orientada para os princípios de aprendizagem que visam atingir a participação acadêmica e regional.

CARREIRA

Em que momento da vida estamos? Quais as escolhas que devem ser feitas hoje, amanhã ou quem sabe daqui uns dias? São tantas perguntas sobre tantos assuntos que fica difícil ter resposta para todas elas, mesmo sendo uma pessoa mais “experiente”, imagine então para um adolescente ou jovem que está pensando em seu futuro, o que fazer depois do ensino médio, que curso ingressar? Qual a carreira que deve ser escolhida? Será que estou sendo preparado em minha vida escolar para uma vida acadêmica ou para o mercado de trabalho? (CHIAVENATO, 2008).

Conforme Lerner (2009), no início da vida profissional, mais especificamente na fase de desenvolvimento da carreira, há muita relevância dispor de habilidades técnicas. Independente da área que se almeja, quando for solicitado pelo empregador espera-se que o profissional exerça de forma coerente e satisfatória o que lhe for atribuído, conhecendo as técnicas necessárias para exercer tal atividade.

Segundo Milkovich e Boudreau (2000) apesar que boa parte das atividades estejam ligadas aos cargos hierárquicos mais altos, o desenvolvimento de carreira se aplica a todos os empregados. Essa atribuição está mudando, as empresas estão se estruturando para enfatizar também as atribuições dos cargos em nível hierárquico mais baixo. Essa mudança ocorreu depois que pesquisas de atitude promovida pela Corning Glass demostraram que esses empregados se sentiam subutilizados e também desprezados pela empresa.

A enxurrada é forte, a pressão aumenta, o tempo passa rapidamente, e as decisões devem ser tomadas de maneira imediata sobre o futuro. E tais decisões requerem necessariamente informação básica sobre você mesmo, sobre o mundo das profissões e sobre o mundo das universidades (CHIAVENATO, 2008).

Conforme as expectativas e as atividades delegadas vão evoluindo, a vida profissional vai se tornando mais complexa e exige cada vez mais conhecimento, sendo de suma importância que se possua humildade pedagógica para buscar aprendizado e evolução, através de cursos, formação superior e MBAs. Estes últimos são muito importantes, pois além de todo conhecimento trazido permite criar uma rede de contatos profissionais sólidos

Segundo Milkovich e Boudreau (2000) as carreiras se estendem tanto das escolhas que os empregados fazem, como das metas que as organizações proporcionam, esse enfoque com sentido duplo surge da relação entre desenvolvimento da carreira, planejamento da carreira e administração da carreira.

Os programas promovidos pelas empresas sugerem que os planos de desenvolvimento de carreira não são afetados pela aplicação de programas, mas sim por fatores pessoais, como o compromisso com a carreira e a necessidade de realização. É provável que os profissionais de recursos humanos precisam mostrar para essas pessoas o valor pessoal para que então, esses programas tenham efetividade (MILKOVICH E BOUDREAU, 2000).

Pode-se observar que faltam informações suficientes para que esses jovens possam tomar essas decisões sobre a vida profissional com maior tranquilidade. Uma decisão errônea, até ser consertada, demanda tempo, dinheiro, esforços, e oportunidades serão jogadas fora. O importante é saber escolher o caminho mais adequado, e para isso as escolas e universidades que desempenham um papel fundamental nesse momento, devem auxiliar nessas escolhas para despertar o interesse desses futuros acadêmicos (CHIAVENATO, 2008).

Atualmente o indivíduo, instigado ou coagido pela necessidade de adequação às demandas e exigências de mercado, assumem uma parcela maior de responsabilidade sobre o desenvolvimento de carreira. O conceito de âncora de carreira se evidencia por sua importância, norteando as decisões e as escolhas profissionais do mesmo (GOMES et al, 2011).

COMPETÊNCIA

Competência vem do latim, de competentia — “proporção, simetria; aspectos, posição relativa dos astros”; e de competere — “competir, concorrer, buscar a mesma coisa que o outro” (XAVIER, 2002).

Uma competência pode ser entendida como um conjunto de aprendizagens sociais e de comunicação, que são subsídios para aprendizagem e formação (FLEURY e FLEURY, 2004)

Fernandes (2006) reforça o conceito de competências organizacionais e defende que são um conjunto de recursos coordenados que geram valor a
organização, são difíceis de imitar, podem ser transferidos para outras áreas, produtos ou serviços da organização, e impactam o desempenho organizacional como um fator chave para o seu sucesso. 

As competências, na perspectiva do indivíduo, segundo Fleury e Fleury (2004) devem agregar valor econômico para a empresa e valor social para o indivíduo: saber agir responsavelmente e reconhecidamente, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades para os mesmos.

Surge nesse momento o mapeamento de competências. Devem-se levantar as competências desejadas pela organização e correlacioná-las com as competências que os profissionais possuem. Neste instante surgem as lacunas entre a expectativa do que se espera e o que realmente se possui. Para diminuir essas diferenças precisam ser planejados, previamente, métodos que desenvolvam e conciliem valor mútuo, tanto para a organização como de maneira pessoal ao colaborador. (SILVA, et al, 2014) 

De acordo com Perrenoud (1999), o termo competência, na forma sistemática, é a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiando-se em conhecimentos os quais devem ser construídos desde a escola. O aluno desenvolve-se no meio escolar de forma contínua e formativa, além de integrar a escola como seu meio social. 

Na visão de Zacharias (2007), as competências e habilidades são inseparáveis da ação e exigem domínio de conhecimentos. Entende-se as competências como um conjunto de conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões que habilitam alguém para vários desempenhos da vida e que as habilidades se ligam a atributos relacionados não apenas ao saber-conhecer, mas ao saber-fazer, saber-conviver e ao saber-ser. Portanto, as competências pressupõem operações mentais, capacidades para usar as habilidades, emprego de atitudes adequadas à realização de tarefas e conhecimentos. 

Segundo Perrenoud (2001) os alunos acumulam saberes, passam nos exames, mas não conseguem mobilizar o que aprenderam em situações reais, no trabalho e fora dele, fato este que muitas vezes ocorre devido à falta de oportunidades e momentos para que a aprendizagem realmente se efetive e se torne significativa. 

Para Rabaglio (2004), a competência é formada pelo CHA: conhecimento, habilidade e atitude. O conhecimento é o saber, o que se tem entendimento, mas não necessariamente é colocado em prática, a habilidade é o saber fazer, o que se efetiva, se tem experiência e domínio sobre, e a atitude é o querer fazer, as características pessoais que levam a agir ou não. 

Segundo Rabaglio (2001) competência pode ser definida como: “Conhecimentos, habilidades e atitudes que são os diferenciais de cada pessoa e tem impacto em seu desempenho nos resultados atingidos”. 

Segundo Fleury (2004) possuímos muitas capacidades, quando pensamos no âmbito das empresas, destacam-se aquelas que são consideradas essenciais para o desempenho da atividade profissional: 

  •  Saber agir: todo trabalho humano conclui em uma ação, então a capacidade de saber agir é fundamental para se conseguir os resultados nas atividades desejadas. Para se agir corretamente, é necessário saber o que se busca, os objetivos da ação e o porquê dela ser importante. 

  •   Saber mobilizar: as atividades profissionais são compostas de trabalho de equipe, portanto é necessário mobilizar as pessoas, mostrando a importância do trabalho de todos para que a empresa atinja suas metas, trazendo assim um time voltado ao mesmo objetivo. Além de saber mobilizar as pessoas, é necessário mobilizar os recursos financeiros e necessários para a realização do trabalho.

  •  Saber comunicar: para chegar ao objetivo final é importante saber se comunicar, deixando claro os pontos críticos que merecem a atenção para se chegar aonde se almeja. A comunicação deve ser clara, dinâmica e tocar o lado emocional das pessoas positivamente, não bastando saber o que se busca, mas como se pretende atingi-lo.

  • Saber aprender: como as competências frequentemente não aparecem prontas, é necessário desenvolvê-las. É preciso saber acessar as informações, selecionar aquelas importantes e trabalhar o conhecimento, funcionado como uma rede que envolve todas as pessoas na empresa, nos mais diferentes níveis e em todas as formas.

  • Saber comprometer-se: é necessário dedicar-se de corpo e alma no que se busca. Um profissional comprometido deve correr riscos, engajar-se e dar exemplo para os outros, pois quando cativado move a equipe para o objetivo. 

  • Saber assumir responsabilidades: pessoas postura de responsáveis, trazem confiança para a organização, que sente segurança em delegar o profissional para funções importantes. Esse perfil é desejado pelas empresas é aquele que assume os riscos e as suas responsabilidades próprias.

  •  Ter visão estratégica: o profissional deve saber onde se quer chegar. É necessário conhecer a organização e o ambiente, com suas oportunidades e ameaças, permitindo criar a visão de onde a empresa pretende chegar nos próximos anos, e qual o caminho para se chegar lá.

Conforme Leme (2005), o conhecimento e a habilidade estão ligados a competências técnicas, já a atitude está ligada às competências comportamentais. 

Segundo Resende (2003) existem competências que são essenciais, tendo maior relevância para a vida pessoal, social e profissional, possuindo várias características: 

  •  Competências do conhecimento: possui a força do dinamismo e de sensatez, que possuem conceitos de informação, tão valorizadas hoje em dia, sugerindo as ideias de competência útil, ativa e de resultados. O conhecimento e a informação são considerados como um patrimônio muito importante e um grande diferencial competitivo para as organizações e as pessoas. 
  •  Informação: A competência da informação tem relevância no modo que se organiza, se trata e se transmite. É necessário registrar, assimilar e ser bem elaborada; se não fizer uso delas, a informação pode não significar competência.
  •  Conhecimento: É um artefato de experiência, aprendizagem, busca de informação e de elaborações mentais utilizadas com eficiência e objetividade. Seu domínio de conhecimento e de sua utilização adequada com propriedade e senso de habilidade e oportunidade evidenciam um dos elementos mais importantes da competência pessoal.

  •  Competências técnico-operacionais específicas: Propósito de compreensão específica, como por exemplo, a capacidade de produzir manuais técnicos organizacionais, presente na profissão de analista de sistema e métodos.

  •  Competência intelectual: Aptidão de associar o raciocínio e aliar as ideias e conhecimentos buscando a resolução de problemas. Indivíduos que possuem essa capacidade de associação desses recursos possuem maior capacidade para resolver tanto seus problemas pessoais quanto profissionais. Como exemplo, podemos citar a flexibilidade mental buscando ajuste de mudanças e criar opções para resolver problemas.

  • Competência emocional: É a atuação da razão ou inteligência sobre a emoção, que determinam a competência emocional. A inteligência é objeto do cérebro, enquanto a emoção é do coração.

  •  Competência espiritual: É a capacidade de se colocar superior as forças contrárias a espiritualidade, controlando as forças espirituais. Precisa ser desenvolvida e resgatada por grupos sociais, equipe de todos os tipos de organização e também pelas famílias. Desenvolver essas habilidades se constitui de desenvolver os valores e princípios éticos e utilizar a força de espírito para entender e interpretar a realidade, minimizando frustações e incredulidade causadas por situações desfavoráveis.

  •  Competências físicas: Preocupação quanto ao corpo e seu físico, como por exemplo manter a saúde física com atividades físicas regulares e alimentação correta e associar os planos físicos, mentais, emocionais e também espirituais.

  •  Competência de vida: Apontada como uma visão abrangente no âmbito pessoal, pois é a junção de duas ou mais competências intelectuais, emocionais, espirituais e física. Como exemplo podemos citar saber conquistar o sucesso e seu lugar com seu próprio mérito, sem prejudicar as outras pessoas e conseguir administrar a própria vida, combinando a dedicação no trabalho, autodesenvolvimento, lazer e a família.

A noção de competência segundo Perrenoud (2000), será nomeado aqui uma capacidade de mobilizar diversos recursos de aprendizagem para enfrentar um tipo de situação. A prática pedagógica deve ocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, como sugere a Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, que define os “pilares da educação”: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Ou seja, o processo de ensino e de aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina e
aprende, deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo. 

A terceira versão da Base Nacional Comum Curricular, apresentada pelo Ministério da Educação no dia 6 de abril desse ano de 2017, define um conjunto de 10 competências gerais que devem ser desenvolvidas de forma integrada aos componentes curriculares, ao longo de toda a educação básica. As competências foram definidas a partir dos direitos éticos, estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século 21, esse documento deve ser aprovado até o final desse ano (PORVIR, 2017).

O PORVIR fez um infográfico explicando de uma maneira mais resumida essas competências, que são citadas a seguir:

· Conhecimento: valorizar e usufruir os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e cultural, para entender e intervir positivamente na sociedade;

· Pensamento científico, crítico e criativo: praticar a curiosidade intelectual, o pensamento científico, a criticidade e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e solucionar problemas e elaborar soluções;

· Senso estético: desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fluir as diversas manifestações artísticas e culturais e participar de práticas diversificadas de produção artístico-cultural;

· Comunicação: utilizar as linguagens verbal, verbo-visual, corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se, partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo;

· Argumentação: argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis para formular, negociar e defender ideias, pontos de vistas e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, com posicionamento ético no cuidado consigo, com os outros e com o planeta;

· Cultura digital: utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética para comunicar-se, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas;

· Autogestão: entender o mundo do trabalho e planejar seu projeto de vida pessoal, profissional e social para fazer escolhas em relação ao seu futuro com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade;

· Autoconhecimento e autocuidado: conhecer-se, apreciar-se, reconhecer suas emoções e as dos outros, ter autocrítica para cuidar de sua saúde física e mental, lidar com suas emoções e com a pressão do grupo;

· Empatia e cooperação: exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, e a cooperação para fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro, acolher e valorizar a diversidade em preconceitos, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer;

· Autonomia: agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação para tomar.

MÉTODO

Segundo Marconi e Lakatos (2010) método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões.

O método também pode ser definido como caminho para se chegar a determinado fim. E método científico como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento (GIL, 2008).

DELIMITAÇÃO

Marconi e Lakatos (2010) definem delimitação como o estabelecimento de limites para a investigação, a pesquisa pode ser limitada em relação ao assunto, a extensão e a uma série de fatores.

O estudo tem como foco as escolas pertencentes à GERED. Os instrumentos de coleta de dados serão aplicados com os diretores e assistentes pedagógicos das escolas, com objetivos de buscar meios para validar os resultados.

A GERED está localizada na Rua 21 de Abril, 1822 Centro de São Miguel do Oeste 21 de Abril, 1822 – Centro. É um órgão da Secretaria da Educação de Santa Catarina que presta assessoria as escolas, orientando à implementação de um processo pedagógico.

Escolas pertencentes à GERED – São Miguel do Oeste

EscolasNíveis
EEB Alberico Azevedo Ensino Médio
EEB Doutor Guilherme Jose Missen Ensino Médio
EEB Prof Jaldyr Bhering F da Silva Ensino Médio
EEB Santa Rita Ensino Médio
EEB São João Batista Ensino Médio
EEB São Miguel Ensino Médio
Escola Padre Jose de Anchieta Ensino Fundamental
Escola Municipal Waldemar Antônio Von Dentz Ensino Fundamental
Escola Básica Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira Ensino Fundamental

  

Secretaria Municipal de Educação – São Miguel do Oeste

Delineamento

Marconi e Lakatos (2010) salientam que nas investigações em geral, nunca se utiliza apenas um método ou uma técnica, mas todos os que forem necessários para determinada situação, na maioria das vezes combina-se dois ou mais métodos.

Segundo Michel (2009) a pesquisa bibliográfica trata-se da fase inicial da pesquisa, busca o levantamento bibliográfico sobre o tema, com o propósito de identificar informações e subsídios para a definição dos objetivos, determinação do problema e definição dos tópicos do referencial teórico.

Pádua (2007) ressalta que as pesquisas qualitativas preocupam-se com o significado dos fenômenos e processos sociais, levando em consideração as motivações, crenças, valores, representações sociais, que permeiam a rede de relações sociais.

Segundo Gonsalves (2001) A pesquisa de campo é o tipo de pesquisa que pretende buscar a informação diretamente com a população pesquisada. Ela exige do pesquisador um encontro mais direto.

Fundamenta-se na observação de fenômenos ou fatos que ocorrem especificamente, onde na coleta de dados busca-se analisa-lo. A pesquisa de campo é mais complexa que a simples coleta de dados, pois exige controles adequados e com objetivos predefinidos para justificar o que se deve ser coletado. (MARCONI; LAKATOS, 2005)

TÉCNICA DE COLETA DE DADOS

Michel (2009) ressalta que técnicas são instrumentos utilizados para coletar dados e informações, visando a análise e a explicação de aspectos teóricos estudados. São ferramentas essenciais para a fidelidade, qualidade e completitude da pesquisa.

Marconi e Lakatos (2006) classificam as técnicas de coletas de dados em dois grupos: as técnicas de observação direta e intensiva e as técnicas de observação direta extensiva. As técnicas de observação direta intensiva listam as técnicas de observação e de entrevista. Já as extensivas listam os questionários, formulários, medida de opinião e de atitudes, testes, sociometria, analise de conteúdo, historia de vida e pesquisas de mercado.

Segundo Marconi e Lakatos (2010) a entrevista é um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um problema social, tem como objetivo principal a obtenção de informações do entrevistado sobre determinado assunto ou problema.

TÉCNICAS DE ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS

Segundo Pádua (2000) o principal objetivo da coleta dos dados é reunir as informações relacionadas ao problema, além de registrá-los. E após a coleta é realizada a análise e interpretação dos dados que envolvem a classificação e a organização das informações.

Marconi e Lakatos (2010) definem análise e interpretação são duas atividades distintas. Análise é a tentativa de evidenciar as relações existentes entre o fenômeno estudado e outros fatores. Já a interpretação é a atividade intelectual que procura dar um significado mais amplo às respostas, vinculando-as a outros conhecimentos

Referências

AraujoRonaldo Marcos de LimaDESAFIOS DA AMPLIACÃO DA OFERTA E DA QUALIDADE DO ENSINO MÉDIO NO CONTEXTO DO FUNDEB. Tubarão, 2012. Disponível em: <http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Poiesis/article/viewFile/1322/1073>. Acesso em: 23 Mar. 2017.

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