ANALISE COMPARATIVA DOS TRAÇOS DE CONCRETO COMPOSTO ARGAMASSA TRADICIONAL E AUTONIVELANTE

FACULDADE DE ECONOMIA E FINANÇAS DO RIO DE JANEIRO

ANALISE COMPARATIVA DOS TRAÇOS DE CONCRETO COMPOSTO ARGAMASSA TRADICIONAL E AUTONIVELANTE

eloisa helena borges da matta

joesteson estevâo da silva

Resumo

Esse projeto de pesquisa visando a grande competitividade do mercado da construção civil, e a busca por redução de custos, e a procura de materiais e alternativas inovadoras para o processo construtivo de suas obras. Dentre esses materiais, as argamassas, que são fundamentais no assentamento de alvenarias, serão comparada como foco deste estudo, a tradicional, produzida em canteiro de obras e que ainda é bastante comum, por ter um custo mais favorável momentaneamente não exigindo domínios de novas tecnologias e a argamassa autonivelante, que surgiu para atender os construtores dos novos tempos, que entendem o quanto é importante o controle tecnológico dos produtos utilizados nas obras. Lembrando que é imprescindível avaliar todos os aspectos antes de determinar se a produção na obra é ou não uma solução apropriada para tal procedimento. Quaisquer processos de produção na obra podem revelar vantagens e desvantagens.
Serão abordados parâmetros de desempenho físico-mecânico, avaliações laboratoriais de argamassas autonivelantes industrializadas brasileiras para o contrapiso com relação aos tradicionais métodos com argamassa tradicional. Baseado em estudos já realizados em obras buscamos de forma simplificada exemplificar os traços de argamassa e enumerar os mesmos.
Os resultados apontaram que a argamassa industrializada autonivelante demonstrou propriedades mecânicas satisfatórias.

Palavras-chave: argamassa autonivelante, argamassa tradicional

INTRODUÇÃO

 Neste trabalho de conclusão de curso de Engenharia Civil abordamos traços de concreto, visando solucionar qual a melhor argamassa para a execução de uma construção que deve ser entregue em curto prazo?

 O presente trabalho se justifica à medida que necessitamos acelerar de forma segura maior velocidade na execução de obras no setor de construção civil. A construção de pisos residenciais tem como objetivo suportar as cargas estáticas ou resistir cargas em movimento.

 A argamassa tradicional tem todas as suas operações realizadas manualmente o que apresenta baixa produtividade, com longa espera entre as etapas, cuidados com a cura e ainda proteção para evitar risco de fissuração.

 A argamassa autonivelante foi introduzida na última década no mercado, com seu uso a espessura torna-se mais reduzida, a tendência à fissuração é praticamente zero, seu preparo é mecanizado e o transporte por bombeamento faz com que a qualidade do mesmo seja melhor com velocidade na execução.

 A comparação entre o novo e o tradicional deve ser realizada para conhecer e entender cada processo de forma que problemas futuros não aconteçam conhecendo assim o melhor material a ser utilizado.

 O Objetivo Geral é determinar quais os fatores que diferenciam os traços apropriados para os diferentes usos na construção civil e qual o mais vantajoso para obras com prazos mais e os objetivos específicos são: apresentar composição de cada argamassa; Demonstrar tempo de secagem; Verificar custo de cada traço E Indicar quais as vantagens e desvantagens.

 Esperamos demonstrar que Em função da grande demanda de obras em curto prazo aumenta-se a busca por novos materiais para a construção civil. Este projeto está delimitado pela Este trabalho pretende analisar o desempenho da argamassa autonivelante, uma argamassa desenvolvida com uso de aditivos para ser bombeada e servir de base para execução de pisos e compará-lo com o processo tradicional de argamassa tipo “farofa”. O trabalho foi dividido em duas etapas: a primeira analisa três traços de argamassa autonivelante para entender suas características, sendo um o traço normal recomendado pelo desenvolvedor do produto, o outro um traço com aumento na quantidade de água simulando uma situação de canteiro e o último um traço no qual houve redução de aditivos, visando um produto com menor custo. A segunda etapa utiliza dois traços da primeira etapa para compará-lo com a argamassa tradicional. A metodologia adotada para realização deste trabalho é O presente estudo será baseado na norma NBR, incluindo livros, artigos, pesquisas e outras fontes validas com foco em traços de concreto de argamassa de forma comparativa.

.

Energia limpa, como é a representatividade no mercado Brasileiro e mundial.

MODELO ATUAL ENERGÉTICO X MODELO SUSTENTÁVEL ALTERNATIVO 

A Economia mundial necessita de um crescimento além da taxa de natalidade para suprir demanda de empregos e se tornar estável; contudo tal taxa cresce em progressão geométrica, e a expectativa de vida das pessoas cresceu. Todos os governos precisam cumprir suas constituições cujos pilares constam as necessidades básicas dos cidadãos (saúde, educação, moradia, alimentação, etc….), saciando estas necessidades e devido forte mídia entramos no que chamamos de consumo exacerbado ou sem importância.

A problemática dessa questão é que para cada bem consumido a natureza é exigida e paga seu preço. Quando vemos que o conceito de sustentabilidade é produzir sem agredir, impactar o meio em que vivemos e tendo que deixar um legado para a posteridade, Entramos em uma espécie de bancarrota com essa estrutura atual de produção que temos, pois os seres humanos querem consumir sem limites. Em outrora os bens eram produzidos para durarem, e não víamos tanta necessidade de trocarmos nossos bens em um período tão curto de tempo.

Um divisor de águas no que tange ao consumo em 1920 Sr. Alfred Sloan então presidente da General Motors cria a obsolência programada, que tem por finalidade produzir produtos não duráveis; para fazer com que as pessoas comprem cada vez mais e surgem os descartáveis. E houve um efeito cascata no consumo obrigando a sociedade a rever seus conceitos sobre consumo desenfreado, dando maior observância ao crescimento populacional, consumo consciente, eco eficiência.

Por conseguinte surgem projetos de reciclagens, os centros de tratamento de resíduos, o uso de recursos naturais virgens, e energias limpas. E essas ideias têm chamado a atenção da sociedade mundial para um consumo mais moderado com menos potencial poluidor, gerando menos resíduos diminuindo o que é hoje um dos maiores problemas do mundo o “LIXO”.

Nos últimos cem anos a população cresceu desordenadamente, poluição acentuada com a utilização de combustíveis fósseis, aumento de gases na atmosfera. Contribuíram para alguns problemas globais que teremos que enfrentar como escassez de água, aquecimento global, esgotamento do petróleo.

As empresas fazendo uso desse recurso da energia solar podem contribuir para uma energia limpa e colocando em seus cronogramas de treinamentos para os funcionários a importância de consumir energia moderadamente, e produtos que economizem energia. Com isso estimularia um hábito saudável na sociedade e todos teriam ganhos com essas ações. A energia do sol recebida pela população mundial em uma hora é o que se gasta em um ano pela mesma.

Um bom exemplo a ser seguido é a empresa Fedex que se localiza na Califórnia produz 80% de energia oriunda do sol consumida pela empresa, que equivale a 500 mil kWh em 7500 metros quadrados ocupados por painéis fotovoltaicos.

ENERGIA LIMPAS E SUAS VANTAGENS

Energia solar

A energia solar é hoje uma fonte a ser dada observância devido ser fonte limpa de geração de energia sem nenhum dano ao meio ambiente.

Vantagens dessa energia

Dentre alguns benefícios podemos salientar que ela é renovável, gratuita, ocupa pouco espaço, não emite poluição e possui baixa necessidade manutenção.

Renovável – Vem do sol não haverá esgotamento e hoje com a adoção de novas tecnologias podemos armazena-la;

Gratuita – Vinda do Sol sem qualquer um ônus pois é oferecida pela natureza;

Ocupação de espaços – Ao contrário das fontes convencionais, não demanda grande espaços. A instalação de cada metro de unidade coletora evita a inundação de 56 m² de terra fértil no método convencional; e economiza 55 kg de gás de cozinha ao ano, ou 66 litros de óleo diesel ao ano.

Não emite poluição – Ao contrário das fontes convencionais a emissão de poluentes é inexistente.

Manutenção – é quase nula apenas necessita uma limpeza para retirar poeira, ou folhas secas, para manter a transparência nos painéis.

Energia das ondas – Ondomotriz

É a energia advinda por ventos do oceano. Esses movimentos das ondas produzem energia mecânica que logo após é convertida em elétrica.

Em algumas regiões do mundo possuem grande potencial, de ventos no litoral suficiente para manter contínuo e gerando grande potencial energético.

Vantagens

Os impactos são nulos no que tange aos gases poluentes. Necessita de uma manutenção moderada em seu sistema.

Energia Eólica

Energia das mais limpas e pouco poluente ao ambiente. Não é muito usada por sua baixa de eficiência e dependência dos ventos; sugestiva para o futuro.

Funcionamento

As pás que são impulsionadas com os ventos (energia cinética), e logo introduzem essa energia em um rotor, o qual a converte em energia mecânica, que por sua vez a insere ativa o gerador de energia elétrica que introduz na rede convencional.

UTILIZAÇÃO DA ENERGIA SOLAR NO MUNDO.

Usina solar no deserto de Marrocos

Local peculiar localizado no norte da África com altas temperaturas e poucos recursos hídricos foi instalado uma das maiores usinas solares do mundo.

Nela foi implantado em exatos 1,4 km² de uma deu unidades solar coletora abrangendo aproximadamente uma área equivalente a 200 campos de futebol. Situado próximo à cordilheira de Atlas 910 km Ouarzazate, cidade que significa Porta do deserto, onde dos 365 dias do ano, 330 dias são de sol.

Esse lugar é apropriado para esse sistema, que além de suprir as necessidades do Marrocos, tem uma visão futurista de abastecer toda Europa.

Abrindo uma perspectiva energética também para o mundo.

O responsável por sua implantação é o senhor Rachid Bayed da agência marroquina de energia (Masen, na sigla em inglês).

Existem outros pela África, e também no Oriente Médio, que com custos baixos possuem atrativos mesmo em regiões de alta produção de combustíveis fósseis, trazendo dividendos para o Marrocos em investimentos internacionais e estabilidade econômica. O projeto foi financiado com 60% de recursos por parte da União Europeia, e o país tem a expectativa de produzir 14% de sua demanda até 2020.

Dado esse que coloca o Marrocos no mesmo patamar que países como o Reino Unido que produz 30% da energia pautada em renovável.

1.4.2 Aplicação de energia sustentável na FedEx

Com a base situada no aeroporto internacional de Auckland, Califórnia fica situada a base regional do Pacífico da FedEx, com trabalhadores e um sistema de transporte que destinam 85 milhões de pacotes por ano.

É utilizado cerca de 450 a 500 kws mês nessa regional.

Afim de aproveitar do o espaço ocioso no telhado de 7500 metros quadrados, a abundância de luz solar e atender à necessidade enérgica a FedEx contratou em 2005 uma consultoria para projetar um sistema fotovoltaico e criar sua própria usina elétrica que é silenciosa.

Uma enorme vantagem de energia solar para aplicações comerciais é que o sistema produza o máximo de energia é mais alto no meio do dia, e a energia que não será utilizada retornará a rede e irá girar o medidor no sentido oposto.

O sistema é formado por 5700 módulos solares, que utiliza de cerca de 300 mil células de silício. O sistema é capaz de gerar cerca de 904 KW energia suficiente para abastecer aproximadamente 450 casas.

No decorrer de 25 anos de vida útil, este evitará o lançamento de 10 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, isso equivale a tirar da rua 2100 carros.

1.5 SUBSÍDIOS DO GOVERNO BRASILEIRO

Tributação verde, é o nome da iniciativa que pretende alavancar o compromisso de valorização, proteção e preservação da natureza, por meio de benefícios fiscais, ou seja, realizando a instalação de meio de geração de energias renováveis, como painéis solares, reaproveitamento da agua da chuva, o consumidor recebe deduções fiscais.

As formas encontradas pelos governos são criadas pelos impostos chamados de “ambientais”, como ocorre com o ICMS Ecológico (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A utilização desse sistema tende a retornar com a variação entre 1% a 5% no imposto total.

A unidade da federação que foi a pioneira na intuição da tributação verde foi o Paraná, seguido por outros estados como; São Paulo, Minas Gerais, Amapá, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Mato Grosso, Tocantins, Rio de Janeiro e Rondônia.

Com essa iniciativa de tal subsídio, os estados e municípios estimulam contribuintes a também comprarem essa ideia e serem beneficiados em sua tributação, com aproximadamente 20% de desconto.

Em algumas cidades como Guarulhos(SP) e Paragominas(PA), os cidadãos com ações conjuntas como captação de água, usando também coletores solares e coleta seletiva estão isentando ou reduzindo o IPTU; também a iluminação natural, para o aquecimento de água do chuveiro e cozinha deduzindo 6% do IPTU.

Em 2015 o Ministro de Minas e Energia Eduardo Braga Assinou a Portaria; Programa de Geração de energia com investimentos na casa do 100 bilhões.

O Brasil está localizado geograficamente no que chamamos de cinturarão solar, com intensidade entre Setembro a Novembro, no período de seca, onde temos um período hídrico menor. (Referência MME Ildo Grudtner).

O governo Brasileiro tem se colocado bem interessado bem flexível em oferecer linhas de créditos para esse sistema solar.

Segundo o Sr. Rodrigo Lopes Saruia, Diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica(ABSOLAR), tem o preço de aproximadamente R$ 15.000,00 o equipamento com medidores e placas tendo retorno de em torno de 6 a 12 anos com o referencial da incidência solar para tarifas e impostos.

Hoje também está analise o projeto de captar energia solar em placas flutuantes sobre os reservatórios, para reduzir a evaporação na cidade de sobradinho.

Logo todo excedente produzido de energia seria comercializada no mercado atraindo bons vendedores.

O BNDS e com o Branco Brasil estão também em conjunto com projetos de investir em instalações placas solares nas universidades e ampliar pesquisas de âmbito acadêmico. Vale a pena ressaltar que se instalariam nos estacionamentos das mesmas e em prédios públicos.

Captação solar x Energia elétrica, como o sistema funciona

Captação Solar

O Sistema fotovoltaico de hoje nos reporta ao passado bem recente, aquecer água e residências fazia uso da luz solar, como índios Norte americanos da tribo Anasazi faziam ao construir suas voltadas ao para o Sul; Assim no verão quando o sol está alto no céu o penhasco fornece a construção sombra e no inverno o calor do sol aquece as casas pois o sol aparece baixo no céu, conforme Figura 1.

Palácio do Penhasco ou Cliff Palace no Parque Nacional de Mesa Verde
Palácio do Penhasco ou Cliff Palace no Parque Nacional de Mesa Verdehttps://pt.wikipedia.org/wiki/Anasazi#/media/File:Mesa_Verde_National_Park_Cliff_ Palace_2_2006_09_12.jpg ()

Mais adiante aproximando do século XIX, o físico Alexander Edward Becquerel (1839), observaria de maneira visionária ao que chamamos de sistema fotovoltaico. Em umas de suas pesquisas, observou que placas metálicas, de prata ou platina, ao serem imersas em um eletrólito e serem expostas à luz, geravam uma pequena diferença de potencial. Em 1877, R.E. Day e W. G. Adams, elaboraram o que é conhecido como o primeiro dispositivo de geração de enérgica elétrica por exposição a luz solar, se baseando nas características fotocondutoras do selênio.

No princípio a energia solar, quando de seu aparecimento por muito tempo foi vista como um sistema para geração vindouras e era discutido apenas no meio científico.

Como possuía um custo inicial elevado e por se nova não havia aspirações dos cientistas em sua utilização como fonte de energia limpa. Entretanto houveram avanços significativos quanto a esse sistema fotovoltaico, tornando essa energia visível a outros países.

A partir daí a energia solar aparece no ano de 1953 com o Sr.º Calvin Fuller, químico norte americano do Laboratório Bell (Bells Labs), em Murray Hills, New Jersey, nos Estados Unidos da América, começa a trabalhar com dopagem silício, o qual compartilha suas experimentações com outros cientistas. Nesse processo Fuller, controlava as propriedades elétricas ao injetar impurezas nos cristais de silício.

Fuller desenvolveu uma, a barra de silício dopado, o qual ficou conhecido como silício do “tipo P”, já que possui carga móveis positivas.

Observando o progresso de Fuller, o físico Gerald Pearson, mergulhou a barra de silício dopado em lítio quente, gerando uma camada que possuía elétrons livres em abundancia, e esse silício ficou conhecido como “tipo N”, já que possui carga negativas. A união entre os pontos de contato do silício de “tipo N” e silício de “tipo-P” é chamada de “junção P-N”, já que contém um campo elétrico constante. Pearson, percebeu que essa junção ao ser exposta a uma amostra de luz, gerava uma corrente elétrica, e assim acabou criando a primeira célula de silício da história.

As primeiras peças solares coletoras tinham defeitos técnicos, sendo sua eficiência menor que 1%, que foram corrigidos com a experimentação do silício com arsênico e logo após com boro.

Então houve um avanço e as células da época se tornaram eficientes. Como isso a primeira placa solar foi conhecida numa conferência anual na Academia de ciência em Washington, em 25 de abril de 1954. Nos dias de hoje em sendo utilizada com grandes benefícios a energia solar, vem agregando sustentabilidade.

No ano de 1955 foi posto em prática a utilização de células solares, o qual ocorreu em Americus, Georgia, sendo utilizado para abastecer uma rede telefônica. Para atender à necessidade forma dimensionadas nove células de 30 mm de diâmetro cada. Pode-se verificar que apesar de ser um meio de captação promissor os investimentos iniciais se tornaram custosos, tornando com que suas aplicações fossem mais restritas inicialmente como a produção de energia espacial. Com isso conseguiu o suporte da NASA a qual passou a utilizar as células solares como fonte principal de energia para seus satélites.

A utilização desse meio de captação em terra deu início somente na década de setenta, utilizando de células de energia para os sistemas de telecomunicação em localidades mais remotas ou para boias de navegação. Em contrapartida essa energia solar que gera energia elétrica ainda não permeia todas as camadas da sociedade.

Nos lugares mais longínquos como no interior de algumas cidades brasileiras ainda não se utilizam, mas logo essa energia limpa chegará porque é uma realidade com grandes emissões de poluentes

Essa tecnologia pode ser instalada em qualquer lugar com incidência solar. Não fazem uso de combustível fósseis, não se locomovem e por tal razão seu valor da manutenção é de baixo custo. Tamanha é sua eficiência que podem ser instaladas em lugares inabitados como grandes desertos, selva, espaço, ou regiões remotas.

Como o funciona o sistema

Conceitos e Tecnologia

Por meio da energia solar foram criados meios de captar a radiação solar e converte-la em energia elétrica, consumi-la e armazena-la. O nome dado a esse dispositivo é Sistema Fotovoltaico (FV). De forma simples, pode se dizer que, um FV é constituído por um módulo fotovoltaico, banco de baterias e controlador de carga e ao se tratar de um sistema autônomos serão acrescentados inversores. Por conseguinte, será abordado as principais definições sobre as tecnologias dos sistemas fotovoltaicos.

 Tecnologias disponíveis

Para a produção de células fotovoltaicas são utilizados semicondutores os quais como principais estão: o teleruto de cádmio CdTe, o silício cristalino c-Si, o silício amorfo hidrogenado a-Si:H, o Silício do tipo HIT, compostos relacionados ao bissulfeto de cobre e índio CuInSe2 ou CIS.

Para aplicações terrestres, o C-SI é o material que disponibiliza eficiência no que se tange a geração fotovoltaica conforme Câmara, 2011. Nos módulos existentes no mercado representa em torno de 15%.

Silício Cristalino (c-Si)

Na fabricação das células fotovoltaicas são comumente usados os silícios monocristalinos e policristalinos. Um meio comum de se conseguir um cristal único é o método de Czochralski. Os monocristalinos (figura 2) são gerados de barras cilíndricas de silícios fabricados em fornos especiais. São realizados cortes por volta de 200 μm nas barras em forma de pastilhas finas (PROGRESS IN PHOTOVOLTAICS, 2008, apud VARELLA, 2009). 

E para o se obter os policristalinos (figura 3) são utilizadas porções de silício puro em seu ponto de fusão e posto em moldes especiais. Desta maneira os átomos não se agrupam em somente um cristal, e criam uma estrutura com uma superfície separada entre os cristais, ou seja, policristalina. Ao se tratar de eficiência com tipo de célula, na conversão de luz para energia elétrica, possuem um desempenho inferior as que as células de silício monocristalino, que variam entre 14% (IEA, 2008a) a 20,3% (PROGRESS IN PHOTOVOLTAICS, 2008, apud VARELLA, 2009).

Células de Silício Monocristalino
Células de Silício MonocristalinoLivro Digital de introdução ao sistemas solares novo (p. 33)

Células de Silício Policristalino
Células de Silício PolicristalinoLivro Digital de introdução ao sistemas solares novo (p. 34)

Silício Amorfo hidrogenado (a-Si)

Este tipo de silício não possuem uma formação cristalina e sim uma rede irregular. Por este motivo, ligações livres se formam e absorvem hidrogênio até ficarem saturados. Esse tipo de silício e criado em reatores plasmáticos, nos quais são realizados vaporização químicas de silano gasoso (SiH4).

Esses tipos de células possuem uma possui uma eficiência baixa que variam de 5% a 9% e até o 12º mês de utilização pode apresentar uma degradação causada pela luz, até atingir um valor estável por conta do denominado efeito Staebler-Wronki.

Células de Película Fina

Este tipo de célula fotovoltaicas datam da década de 90. Um semicondutor é inserido em um substrato, o qual comumente é vidro, por um banho eletrolítico ou deposição catódica. Os semicondutores mais comumente utilizados são o telureto de cádmio (CdTe), silício amorfo (a-Si) e o disseleneto de cobre e índio (gálio) (CIS-CIGS). Esse material possui uma alta taxa de absorção luminosa, portando camadas de (0,001mm) são suficientes para transformar luz solar em eletricidade. Devido a facilidade de produção em massa dessas células podem baratear o valor final dos módulos. Estas células de películas fina não possuem formato nem tamanho restrito, diferente das células de silício cristalizado. 

Módulos Fotovoltaicos

Um conjunto de células fotovoltaicas formam os módulos. Cada célula em média tende a produzir cerca de 0,7 Vcc, portanto se faz necessário realizar uma ligação em série afim de se obter um maior nível de tensão. Devido a forma do módulo mudar dependendo do fabricante escolhido, é necessário possuir às especificações do sistema fotovoltaico para selecionar o fornecedor. Ao se conectar o os módulos tanto em sério quanto em paralelo, passam a ser denominados de painéis fotovoltaicos. Na figura 4 pode se observar um módulo de fotovoltaico e na Figura 5 uma representação de painel fotovoltaico.

Módulo fotovoltaico
Módulo fotovoltaico http://old.tekneco.it/website/wp-content/uploads/2012/04/ELPSModule_Mono-CS6P-MM.jpg , 2017 ()

Painel fotovoltaico
Painel fotovoltaico fotovoltaico http://www.santarita.com.br/o-que-e-um-painel-solar-fotovoltaico/ . 2017 ()

Baterias

Esse dispositivo o tempo como principal meta no sistema fotovoltaico reter a energia produzida durante os períodos diurnos para no findar do dar do dia utilizar nos períodos noturnos e com climas desfavorável.

Tem também por função equilibrar as correntes e tensão na alimentação das cargas elétricas servindo de suprimento nos picos que possam ocorrer na geração.

Também produzindo corrente superior a do sistema fotovoltaico pode se entregar. Fazendo um paralelo com o motor, que seu arranque pode exigir de 4 a 6 vezes superior a sua corrente em poucos segundos. Essas baterias porém também são elementos eletro químicos que quando, os reagentes que produzem as cargas elétricas se acabam elas não são reaproveitadas e são descartadas.

Baterias são classificas em primárias e secundárias.

Baterias Secundárias

Essas baterias são reaproveitadas com carga de energia em seu terminal revertendo as reações que geram energia e ela será recarregada. O sistema de coleta solar usa essas baterias.

As baterias mais usadas são chumbo-ácido e níquel-cadmio.

Baterias chumbo-ácido

São assim chamadas pois serem constituídas desse material, chumbo e o eletrólito em uma solução líquida de ácido sulfúrico. Ela é composta por elementos ou células que compõem duas placas de polos inversos e separados entre si e são banhadas pelo eletrólito. Com isso estão conectados dentro dela produzem tensão e capacidade nominal.

São muito usados no sistema de captação solar, devido a diversos fatores como diversidade de tamanhos, custo acessíveis, e disponibilidade no mercado.

Um fator importante, para a seleção de uma bateria é identificar a profundidade da descarga. A profundidade da descarga determina a porcentagem a sua capacidade nominal, para ter maior vida útil possível. No mercado estão disponíveis baterias de baixas e altas profundidades. Comumente as de baixa intensidade são usadas em carros e altas são mais indicadas para utilização em sistemas fotovoltaicos.

Baterias de Níquel e Cádmio

Esse outro modelo de bateria possui suas configurações semelhantes às de chumbo, suas placas são de hidróxido de níquel para o polo positivo e óxido de cádmio para o polo negativo e a parte líquida da bateria.

Possuem mais vantagens quando comparadas às baterias de chumbo com grande durabilidade, manutenção simples, e resistência a cargas excessivas e não precisam regular a tensão, além da grande capacidade de armazenarem. Suas desvantagens são seu alto custo e a de utilização limitada em relações de chumbo.

Características ideais de baterias para uso em sistemas fotovoltaicos 

Vale ressaltar que para se ter um bom desempenho junto ao sistema solar fotovoltaico devem possuir

  • Uma vida longa do ciclo de descarga profunda 
  • Manutenção mínima da mesma
  • Grande eficiência no carregamento
  • Pequena taxa de auto descarga
  • Confiabilidade

Controladores de Carga

Sabe-se que quando o sistema está ligado a uma bateria a energia elétrica diminui com o passar do tempo. Para não haver um descarregamento dessa bateria sem incidência solar precisamos de reguladores.

Servem para controle de carga de bateria impedindo a perda da carga e aumentando a vida útil. Podemos trabalhar com os controladores do tipo Paralelo (shunt) ou série dependendo da maneira que se desconectam das baterias quando essas chegam a sua carga máxima.

Esse tipo paralelo tem circuito básico, e funciona saídas funciona curto-circuitando saída dos modelos na sobrecarga das baterias diminuindo a tensão dos mesmos. Com a tensão alta as baterias, acima dos módulos não acontece um carregamento.

Usam-se mais em baixas correntes (10 A). É importante por um diodo em série, bloqueando assim a corrente da bateria, para o curto-circuito.

Inversores de carga

São conversores CC/CA chamados também de inversores. Alimentam cargas isoladas, mas também podem ser conectadas a um gerador fotovoltaico a rede convencional. Tem por função gerar se a CA da CC, já que o módulo solar trabalha com o CC e essa é fragmentada em pulsos pelo comutador.

Essa modificação está sujeita a alterações no processo do comutador com as células.

Os inversores podem ser divididos em três categorias:

  • Onda senoidal modificada: utilizada para maioria das aplicações
  • Onda quadrada: Uso não recomendado
  • Senoidal pura: Para aplicações especiais com distorção inferior a 5%.

 Classificações dos sistemas fotovoltaicos

No quesito de como é produzida a energia elétrica são conhecidos como: Sistemas Isolados e Sistemas conectados à rede(On-grid) Conforme Figura 6.

Organograma representativo dos sistemas fotovoltaico
Organograma representativo dos sistemas fotovoltaicoLivro Digital de introdução ao sistemas solares novo (p. 14)

Sistema Isolados

Sistema Isolados são aqueles que não possuem qualquer comunicação com a rede convencional, são chamados de hídrico ou autônomos. São sistema que formados por módulos fotovoltaicos, baterias, controladores de carga e inversores. 

Os módulos possuem a função de captar a energia solar e convertê-la em eletricidade. As baterias por sua vez devem conservar a energia para um uso futuro, porém existem casos de sistemas isolados que não precisam de baterias. O controlador de carga é responsável por gerenciar a carga e descarga da bateria com o intuído de impedir danos. E por fim os inversores são usados para transformação de corrente contínua em alternada.

Representação de um sistema de geração de energia elétrica a partir de um sistema fotovoltaico isolado
Representação de um sistema de geração de energia elétrica a partir de um sistema fotovoltaico isolado http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-Energia_Solar(3).pdf ()

Sistema Híbridos

No híbrido tem seu funcionamento com 2 ou mais forma de geração de energia de elétrica que por exemplo pode ter um aero gerador, painéis solares e motores a diesel. Devido a múltiplas formas de geração de energia sua utilização se torna mais complexa, devido a necessidade de otimizar suas utilizações conforme sua necessidade e assim realizar a entrega da com a máxima eficiência possível para o usuário. Essa tecnologia pode reter energia para um dia.

Representação de sistema híbrido
Representação de sistema híbrido http://www.cresesb.cepel.br/download/tutorial/tutorial_solar_2006.pdf ()

Sistema Autônomos

Esse sistema não existe outro método de geração de energia se não que do próprio sol, retendo energia para os períodos noturnos e de escassez de raios solares ou em períodos de grande pluviosidade.

Sua capacidade de armazenar energia está condicionada em função do clima de onde foi instalado.

Um sistema fotovoltaico residencial autônomo (Figura 9), normalmente é composto por:

1 – Painel fotovoltaico;

2 – Controlador de carga;

3 – Banco de baterias;

4 -Inversor autônomo, para cargas em CA;

5 – Cargas CC ou CA;

Representações de um sistema autônomo
Representações de um sistema autônomoFonte Livro Digital de introdução ao sistemas solares novo (p. 16)

Sistemas Fotovoltaicos conectados à Rede (On-grid)

Este tipo de sistema que está conectado à rede, também conhecido como On-grid (figura 10), geralmente não se possui de sistema que acumulador de energia, por isso se tornam mais eficientes que sistemas autônomos, por consequência também possuem valores de mercado mais acessíveis.

A potência energética que for gerada em excesso será encaminhada de volta a rede elétrica convencional através do relógio de luz bidirecional, Este relógio afere a energia que é consumida no período noturno ou quando não a luz solar e em caso de energia gerada em excesso ela é injetada na rede, a qual se torna “crédito de energia” a fim de ser utilizado a noite ou em meses futuros.

Em resumo para cada KWh que o sistema fotovoltaico gerar o usuário recebe 1 crédito de kwh para consumir, na sua propriedade que gerou.

A ANEEL regulamentou os créditos de energia, e as regras variam conforme a classe de consumo e a localização do usuário.

A ANEEL divide as classes de consumo em Residencial que geram de 1 a 10 kwp, Comercial que geram de 10 a 100 kwp e industrial que geram de 100 a 1000 kwp.

Representação de um sistema conectados à rede (On-Grid)
Representação de um sistema conectados à rede (On-Grid) http://www.portalsolar.com.br/sistema-fotovoltaico–como-funciona.html ()

Sistemas Fotovoltaicos Centralizados Conectados à Rede Elétrica

Como pode ser observado pela Figura 11, os sistemas centralizados equivalem a centrais geradoras de energia por radiação solar de grande porte, também conhecidas como fazendas solares. Esses sistemas apesar de ficarem a grandes distâncias dos seus consumidores, geram energia suficiente para suprir a necessidade de cidades inteiras, dependendo da capacidade de gerar energia.

Usina Solar localizado no deserto de Marrocos
Usina Solar localizado no deserto de Marrocos http://engenhariae.com.br/meio-ambiente/uma-usina-solar-no-deserto-no-marrocos-pretende-abastecer-europa/ ()

Configuração de sistemas Fotovoltaicos ON-Grid

Esse tipo de sistema para ser configurado de duas maneiras: múltiplos pontos de conexões ou somente um. Conforme Figura 12, exemplifica as formas de conexões. O sistema também pode possuir diversos inversões, conectados em paralelo no para sistemas monofásicos, além de poder se interligados vários subsistemas fotovoltaico.

Representação de sistemas fotovoltaicos conectados à rede: (a) dois e (b) somente um
Representação de sistemas fotovoltaicos conectados à rede: (a) dois e (b) somente umDIMENSIONAMENTO SIMPLIFICADO DE UM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA PARA UMA RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR. Mossoró, 2013. 18 p. TCC (CIÊNCIA E TECNOLOGIA)- UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (2013)

A configuração de um subsistema do inversor de forma central, módulo ca, string(série), multi-string.

Para baixas potências comumente são utilizados sistemas que possuem uma configuração de forma central, possuindo a redução de custo como destaque.

Representação da configuração de Sistema fotovoltaico com inverso central
Representação da configuração de Sistema fotovoltaico com inverso central DIMENSIONAMENTO SIMPLIFICADO DE UM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA PARA UMA RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR. Mossoró, 2013. 18 p. TCC (CIÊNCIA E TECNOLOGIA)- UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (2013, p. 18)

O inversor com ligação em série (String) só permite que seja realizado apenas uma série FV a qual provoca a melhoria da eficiência energia e a confiabilidade do sistema. Essa configuração é exibida conforme na Figura 14.

Representação da configuração de Sistema fotovoltaico com inverso
Representação da configuração de Sistema fotovoltaico com inverso DIMENSIONAMENTO SIMPLIFICADO DE UM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA PARA UMA RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR. Mossoró, 2013. 18 p. TCC (CIÊNCIA E TECNOLOGIA)- UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (2013, p. 18)

Como pode ser observado na Figura 15 na forma Multi-String aumenta as vantagens ao ser comparada com a forma string, pelo motivo de disponibilizar o controle individual de tensão em apenas um inversor de cada série fotovoltaica, a possuir um conversor cc/ca central. (Almeida, 2012).

Representação da configuração de Sistema fotovoltaico com inversor 2
Representação da configuração de Sistema fotovoltaico com inversor 2 DIMENSIONAMENTO SIMPLIFICADO DE UM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA PARA UMA RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR. Mossoró, 2013. 18 p. TCC (CIÊNCIA E TECNOLOGIA)- UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (2013, p. 18)

Os inversores no módulos CA, são denominados micro inversores integrados e seu uso demonstra que não há perdas por conta da união dos módulos fotovoltaicos.

Representa uma configuração de um subsistema com micro inversor integrados aos módulos fotovoltaicos (módulos CA).
Representa uma configuração de um subsistema com micro inversor integrados aos módulos fotovoltaicos (módulos CA). DIMENSIONAMENTO SIMPLIFICADO DE UM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA PARA UMA RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR. Mossoró, 2013. 18 p. TCC (CIÊNCIA E TECNOLOGIA)- UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO (2013, p. 18)

Metodologia

Para a facilitar e organizar as sequência de etapas para serem realizados o dimensionamento do gerador fotovoltaico, assim o conjunto de equipamentos necessário para composição do sistema e o funcionamento adequado, é indicado o passo a passo conforme a seguir:

  • Levantamento do total de potência elétrica instalada: Realizado com o auxílio do simulador de instalação da Concessionária de energia Light.
  • Levantamento de espaço disponível: Utilizado planta baixa residencial.
  • Levantamento de recurso Solar: Utilizado o Mapa solar de média anual de insolação.
  • Dimensionamento do sistema gerador fotovoltaico: Utilizado o simulador do Portal solar, para facilitar o entendimento sobre a energia a ser gerada, custo de investimento, área necessária para instalação,  

dimensionamento de um Sistema Fotovoltaico

Realizar o dimensionamento de um sistema fotovoltaico para uma utilização doméstica pode ser realizado facilmente por qualquer pessoa, pois é um processo relativamente simples. É necessário que possua o conhecimento básico de valores e grandezas como:

  • Watt (W) é a unidade internacional para se medir a potência, esse valor é obtido pela multiplicação entre a tensão pela corrente.
  • Volt (V) é como é denominado o potencial de transmissão de energia, utilizado para medir tensões.
  • Ampère (A) é a unidade internacional para se medir a corrente.

                                            W = V x A


Dessa maneira, possuindo dois valores de grandeza, poderemos realizar o cálculo do último.

Trabalhamos com outras medidas ao se dimensionar sistemas solares, que são:

  • Watt de pico (WP) é a potência máxima que se obtêm quando todas as condições estão ideais; 
  • Watt hora (Wh) é a potência que é consumida e/ou gerada por hora. É algo comum mensurar o montante de energia em um determinado período de tempo.
  • Ampère Pico (Ap) é a corrente máxima que se obtêm quando todas as condições estão ideais.

Deve ser realizado uma relação de todo equipamentos eletroeletrônicos que irão demandar energia do sistema, assim como o consumo de aparelho e uma média aproximada de horas que os mesmos  ficarão ligados por dia. 

Com estas informações em mente poderemos obter o os valores totais do consumo diário, ou seja, valor watt x dia.

A concessionária de energia Light disponibiliza de um simulador, o qual possui valores médios de consumo de aparelhos, assim como o tempo de utilização médio, para fim de estudos utilizaremos esses valores de referência Conforme tabela 1, baseada no anexo 1.

Simulador de Consumo
Simulador de ConsumoLight (p. http://www.light.com.br/para-residencias/Simuladores/consumo.aspx)

Podemos concluir que, o sistema no mínimo deverá produzir 2830 watts por dia para que a residência possa se autossustentar.

Dimensionando um Painel Solar

A seleção de um painel solar é realizada por meio de sua capacidade de geração em Ah.

Sabendo a valor da potência instalada em Watt/dia, deve-se  dividir o valor pela tensão do sistema para se saber a corrente/dia necessária.

                                     A = W / 12 ou 24

Com esse resultado devemos dividi-lo novamente pelo tempo médio de insolação diária no Brasil. O tempo médio de devido a posição geográfica do Brasil são de 6 horas.

Mapa de Insolação média no Brasil
Mapa de Insolação média no BrasilUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Depto. de Energia Nucler – DEN Grupo de Pesquisa em Fontes Alternativas de Energias – FAE Chigueru Tiba Naum Fraidenraich (2000, p. 89)

Ao se obter o valor de Ah necessário, a seleção do painel poderá ser realizar de acordo com aquele que se iguala ou supera.

Afim de se conseguir uma alta quantidade de energia, normalmente é utilizado a associação de vários painéis, ao serem interligados disponibilizam a potência necessária para gerar energia elétrica.

A seleção do painel solar dever ser realizada de maneira que sejam semelhantes em suas características de geração, onde sozinho ou em conjuntos irá gerar uma potência maior ou mais próxima possível do valor Watt/dia que tenha sido calculado.

Quando se trata de associação de painéis é indicado que exclusivamente para painéis que possuam potência e características elétricas parecidas.

Utilizando como base a Lei de Ohm, obteremos com a associação:

  • A cada painel inserido a, soma das correntes, caso realize a conexão de um painel ao outro em PARALELO (negativo com negativo e positivo com positivo).
  • • A tensões serão somadas a cada painel inserido, caso realize a conexão de um painel com outro em SÉRIE (Negativo com Positivo)
  • de várias tensões (12v / 24v / …108v), além de várias correntes. 

Com isso podemos realizar a associação e obter um sistema que disponibiliza de várias tensões (12v / 24v / …108v), além de várias correntes.

No que tange a instalação é indicado que o local seja livre de sombreamento no decorrer de todo o dia, que esteja o mais próximo possível do local de destino da energia. As fixações dos painéis podem ser realizadas nos mais diversos locais como lajes, telhados, postes e etc. e deve ser utilizado suportes adequados para esses fins.

O Norte geográfico é a direção que sempre de estar voltado.

E para que não se acumule muita sujeira sobre os painéis. A inclinação mínima a ser utilizada deverá ser de 10º.

Os painéis fotovoltaicos criam eletricidade em forma de corrente contínua, e disponibilizam energia polarizada, isto é, um polo será negativo e outro polo será positivo. A maioria dos painéis são fabricados para atenderem uma tensão de 12 ou 24 volts.

Utilizaremos a média de insolação de 6 horas:

Para a nossa potência calculada teremos:

2830 watts / 6 = 472 wh

Ou seja, será necessário que seja gerado 472 watts/horas ou mais para poder atender a demanda diária. O sistema deverá atender no mínimo tal capacidade.

Dimensionando o Controlador de Carga.

O controlador de carga é determinado pela tensão dos módulos e pela corrente demandada pelo sistema. O controlador deverá possuir uma capacidade de superior à corrente dos painéis e o consumo, ou aquele que seja maior.

Deve se observar a tabela do painel e verificar a sua corrente. Obtendo o valor total e levar em conta a associação dos painéis, quando conectados.

Deve se considerar a corrente máxima que seja exigida pela quantidade de equipamentos que estarão ligados ao sistema. Com isso, é possível determinar o controlador através do maior valor encontrado (consumo ou painel).

Em caso da corrente venha superar a capacidade do controlador, é indicado que se divida a instalação em duas ou mais linhas de distribuição de energia, realizando o balanceamento de carga, como qualquer instalação elétrica.

Utilizando o consumo diário de 472 Wh/Pico, deve se dividir o valor pela tensão do sistema, para se obter a corrente pico necessário para poder selecionar o controlador:

472 W / 12 v = 39,33 A

472 W / 24 v = 19,67 A

Como pode se observar, para uma instalação de 12 V, pode ser dividida em dois controladores de 30 A + 20 A = 50 A;

Ou em 24 volts que poderia ter somente um controlador de 30 A.

Não é indicado realizar a instalação de sistemas que trabalhem em alta corrente, com exceção de aplicações específicas. Esses sistemas são mais dispendiosos financeiramente, necessitam de de maiores cuidados, segurança além de serem relativamente mais perigosos. 

Dimensionando Baterias

Obedecendo a regra de associação (lei de Ohm), somamos a corrente gerada pelos painéis. Então multiplique a pela quantidade de horas de insolação diária utilizaremos um coeficiente de segurança de 50%. Obtendo esse valor =, pode se escolher a bateria ou o arranjo de baterias, que venham a atender a necessidade apresentada.

É interessante que se disponibilize de uma quantidade de energia armazenada para dias que possam estar chuvosos, nublados ou períodos noturnos.

Utilizando o sistema 12 volts, temos:

2830W/Dia / 12 v = 236 A

236 + 50% = 354 A

Será utilizado como base baterias de 115 Ah:

354 A / 115 A= 3,07 ou seja 4 baterias.

É aconselhado a que se acumule energia para que se tenha uma autonomia de aproximadamente de 3 dias, portanto esse valor encontrado deve ser multiplicado por 3.

dimensionando Inversores

Para que se possa energizar aparelhos que trabalham com corrente alternadas são utilizados inversores. Portanto é necessário saber a condição de onda dos aparelhos que estejam conectados.

Esses equipamentos tem um fator de eficiência (FP) que é fornecido em equivalência à perda do próprio circuito. Com isso pode se calcular o consumo em Wh e comparar com a capacidade Real do inversor (Capacidade = W x FP).

A capacidade do Inversor deverá ser superior ao consumo.

Dimensionamento para uma Residência de unifamiliar

Com base nos dados anteriores, foi dimensionado um consumo mensal de 283 Kw/mês. Para uma residência que possui 9,35 m de comprimento e 7,35 m de largura com área total de 68, 72 m² conforme figura 17, a região que foi escolhida foi na cidade do Rio de Janeiro, nas proximidade do bairro de Jardim Botânico.

Planta baixa
Planta baixaDouglas Dias (2015)

Utilizando do auxílio um simulador online (www.portalsolar.com) podemos mensurar o custo em valores atuais, dimensão, carga necessária para a instalação. conforme figura abaixo.

Simulador de instalação de energia solar.
Simulador de instalação de energia solar.Os autores (2017) (p. http://www.portalsolar.com.br/calculo-solar)

Conclusão

A produção de energia fotovoltaica cresce exponencialmente no mundo, em aspectos econômicos mas principalmente ambientais.

Devido a pouca orientação, a investidores e a sobre esse sistema no Brasil ainda se encontra caminhando a passos tímidos.

O que atualmente é um completo desperdício, já que o Brasil é um país que disponibiliza de uma gigantesca taxa de insolação, além de recursos naturais adequados a produção dos materiais desses sistema, possui atualmente uma baixa taxa de usuários.

No que tange a sustentabilidade, com a implantação desse tipo de sistema nos lares brasileiros, reduziria drasticamente a emissão de gases, a inundação de áreas verdes, poluição pluviais e marítimas, além de gerar uma conscientização na população em geral, que para ajudar o planeta se recuperar dos danos que causamos no decorrer de nossa estada, precisamos reciclar, reutilizar e manter vida.

Ao se tratar da característica econômica, o valor da energia que for consumida através da rede, tende a diminuir. Com a utilização de um sistema que esteja isolado da rede, ela possuirá uma autossustentabilidade, e caso seja um sistema que esteja vinculado a rede, ela utilizará da energia que foi gerada por ela, além de receber desconto ou créditos em conta para energia produzida em excesso.

O retorno desse investimento é indiscutível

Referências

. Disponível em: <http://engenhariae.com.br/meio-ambiente/uma-usina-solar-no-deserto-no-marrocos-pretende-abastecer-europa/>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://old.tekneco.it/website/wp-content/uploads/2012/04/ELPSModule_Mono-CS6P-MM.jpg , 2017.>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://portaldaenergia.com/energia-eolica/>. Acesso em: 28 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://portaldaenergia.com/energia-maremotriz/>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://portaldaenergia.com/energia-solar/>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://portaldaenergia.com/usina-solar-como-funciona/>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://www.cresesb.cepel.br/download/tutorial/tutorial_solar_2006.pdf>. Acesso em: 7 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Clima-e-Energia/energia-solar/icms/>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://www.portalsolar.com.br/energia-solar-residencial.html>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://www.portalsolar.com.br/sistema-fotovoltaico–como-funciona.html>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://www.santarita.com.br/o-que-e-um-painel-solar-fotovoltaico/ . 2017>. Acesso em: 10 Jun. 2017.

______. Disponível em: <http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/03-Energia_Solar(3).pdf>. Acesso em: 6 Jun. 2017.

______. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Anasazi#/media/File:Mesa_Verde_National_Park_Cliff_Palace_2_2006_09_12.jpg >. Acesso em: 3 Jun. 2017.

______. Portal da construção civil. Disponível em: <http://www.eumed.net/cursecon/ecolat/br/14/patologias-fundazoes.html>. Acesso em: 28 Jun. 2017.

______. Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: <http://www.portalsolar.com.br/calculo-solar>. Acesso em: 25 Mai. 2017.

______DIMENSIONAMENTO SIMPLIFICADO DE UM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO CONECTADO À REDE ELÉTRICA PARA UMA RESIDÊNCIA UNIFAMILIAR. Mossoró, 2013. 18 p.  TCC (CIÊNCIA E TECNOLOGIA)UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMIÁRIDO

______Fonte Livro Digital de introdução ao sistemas solares. Disponível em: <www.blue-sol.com>. Acesso em: 3 Jun. 2017.

VARELLAPROGRESS IN PHOTOVOLTAICS. 2009.

. Escola engenharia. Disponível em: <https://www.portal-energia.com/vantagens-e-desvantagens-da-energia-solar/>. Acesso em: 28 Jun. 2017.

AlmeidaMarcelo Pinho QUALIFICAÇÃO DE SISTEMAS FOTOVOLTAICOS CONECTADOS À REDE. São Paulo, 2012. TCC (PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENERGIA PPGE (EP/FEA/IEE/IF))UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 2012 Disponível em: <http://www.iee.usp.br/lsf/sites/default/files/Mestrado_Marcelo_Pinho_Almeida.pdf>. Acesso em: 21 Jun. 2017.

Como Dimensionar Sistema Solar Fotovoltáico. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=OZlgaIVAzSI>. Acesso em: 3 Jun. 2017.

Energia Solar na FEDEX. Disponível em: <Energia Solar na FEDEX>. Acesso em: 3 Jun. 2017.

Light . Disponível em: <http://www.light.com.br/para-residencias/Simuladores/consumo.aspx>. Acesso em: 25 Jun. 2017.

SCHEERH.Economia Global Solar: Estratégias para a Modernidade Ecológica. . Rio de Janeiro: CRESESB-CEPEL, 2002.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Depto. de Energia Nucler – DEN Grupo de Pesquisa em Fontes Alternativas de Energias – FAE Chigueru Tiba Naum FraidenraichAtlas Solimétrico do Brasil. http://www.cresesb.cepel.br. Recife, 2000. 89 p. Disponível em: <http://www.cresesb.cepel.br/publicacoes/download/Atlas_Solarimetrico_do_Brasil_2000.pdf>. Acesso em: 25 Mai. 2017.

feito

Use agora o Mettzer em todos
os seus trabalhos acadêmicos

Economize 40% do seu tempo de produção científica