A LASERTERAPIA COMO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA MUCOSITE ORAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À QUIMIOTERAPIA

FACULDADE DA AMAZÔNIA – UNAMA

A LASERTERAPIA COMO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA MUCOSITE ORAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À QUIMIOTERAPIA

JESSICA FIGUEREDO dos santos gomeS

LETICIA IVYLLA NUNES DA SILVA

Resumo

Os pacientes imunossuprimidos, que são submetidos à quimioterapia e radioterapia no tratamento oncológico, sofrem algumas consequências decorrente dessas terapêuticas; faz-se necessário classificar esses efeitos adversos e qualificar sua prevenção. A mucosite oral é um dos efeitos citotóxicos causados pelos tratamentos quimio e radioterápico, uma vez instalada, pode limitar a ingestão alimentar, decorrente da dor e desconforto ao mastigar, edema e sensação de queimação, pode dificultar a comunicação, em grandes proporções, leva à interrupção da terapêutica adotada, aumentando o seu tempo de internação, dentre outros eventos comuns observados nos pacientes com câncer. Na prevenção dessa inflamação da mucosa bucal, a terapia com o laser de baixa potência vem mostrando resultados satisfatórios, sendo uma alternativa eficaz, apresentando-se como tratamento não traumático, de baixo custo e acelerando o processo de cicatrização. O objetivo deste trabalho foi conceituar e analisar artigos que demonstrem a utilização e a eficácia da laserterapia no tratamento da mucosite oral, em pacientes submetidos a terapia antineoplásica. O Método adotado para elaboração da pesquisa foi a revisão bibliográfica, descritiva, exploratória, onde realizou-se a seleção com dados de artigos científicos, revistas e sites: Lilacs, Scielo, Pubmed, dentre outros

Palavras-chave: Laserterapia, mucosite oral, quimioterapia, radioterapia.

Abstract

Immunosuppressed patients, who undergo chemotherapy and radiation therapy in cancer treatment, suffer some consequences from these therapies; it is necessary to classify these adverse effects and qualify their prevention. Oral mucositis is one of the cytotoxic effects caused by chemo and radiotherapy, once it is installed, it can limit food intake, due to pain and discomfort when chewing, edema and burning sensation, can hinder communication, in large proportions, leads to Interruption of the therapy adopted, increasing their length of hospitalization, among other common events observed in patients with cancer. In the prevention of this inflammation of the buccal mucosa, the low-power laser therapy has shown satisfactory results, being an effective alternative, presenting as a non-traumatic, low-cost treatment and accelerating the cicatrization process. The aim of this study was to conceptualize and analyze articles that demonstrate the use and efficacy of laser therapy in the treatment of oral mucositis in patients submitted to antineoplastic therapy. The method adopted for the elaboration of the research was the bibliographical, descriptive and exploratory review, where the selection was done with data from scientific articles, journals and sites: Lilacs, Scielo, Pubmed, among others.

Palavras-chave: Laserterapy, oral mucositis, chemotherapy

Introdução

Entender o paciente oncológico é desafiante por suas particularidades, tanto na perspectiva terapêutica, como no que se refere ao psicossocial. Essa afirmação baseia-se no fato de o paciente oncológico estar sujeito não somente à agressividade da doença, mas também às complicações decorrentes do tratamento, como é o caso da mucosite oral (MORAIS, et al., 2015).

   O Ministério da Saúde, por meio da Portaria MS/GM no 2439, de 8 de dezembro de 2005, estabeleceu a Política Nacional de Atenção Oncológica, incluindo promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, a ser implantada em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão (MS, 2013).

   São utilizados três principais meios para o tratamento das neoplasias malignas: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento cirúrgico do câncer tem como objetivos principais: ressecção da massa tumoral e de outros tecidos envolvidos, como os linfonodos, e a remoção de órgãos endócrinos, que podem modificar a disseminação da doença. A radioterapia e a quimioterapia atuam pela destruição ou pela inibição do crescimento das células que se multiplicam rapidamente, interferindo na divisão celular (KELNER, 2007).

O termo “mucosite” está ligado às reações inflamatórias que acometem as regiões parafaríngeas, esofágicas e gastrointestinais, desencadeando, diarreia, náusea, ulcerações, dentre outros agravos.

A mucosite se manifesta decorrente do tratamento com quimioterapia e radioterapia devido às propriedades tóxicas destes. Estes tratamentos antineoplásicos atuam em células com alta atividade mitótica, de forma que a mucosa do aparelho digestivo perde a sua propriedade de superar o processo de esfoliação normal (CUNHA, 2010). Junior (2015) reforça: “A toxicidade produzida pelo tratamento provoca as alterações manifestadas pela Mucosite Oral (MO), tendo em vista sua ação em células com elevada atividade mitótica”.

Uma vez instalada, a mucosite interfere na alimentação do indivíduo causando inapetência, hipersensibilidade a alimentos quentes e sólidos, além de prejudicar a higiene bucal, o que pode levar à uma infecção local. Todos esses fatores podem prejudicar a qualidade de vida do indivíduo, interrompendo o tratamento quimioterápico inicial e prolongando o seu tempo de internação (MANZI, 2013).

A mucosite oral (MO) é, hoje, considerada a complicação não hematológica mais comum do tratamento antineoplásico. Estudos apontam que a MO acomete cerca de 100% dos pacientes submetidos ao transplante de medula óssea, onde doses altas de quimioterápicos foram administradas. A MO também se desenvolve em 80% dos pacientes portadores de câncer que envolvem a região de cabeça e pescoço, os quais realizaram radioterapia, sendo que 50% destes associavam o tratamento quimioterápico (CUNHA, 2010).

Segundo Lisboa (2014), “[…] para o efeito adverso mucosite, foram identificados inflamação da mucosa oral, edema em mucosa oral, eritema da mucosa oral, dor na mucosa oral, ulceração em mucosa oral e hemorragia na mucosa oral”.

Trata-se de uma reação tóxica e inflamatória que afeta todo o trato gastrointestinal. Sua origem se dá por meio de vários fatores, podendo ser geneticamente determinada, mas sua ocorrência e gravidade está associada principalmente ao tratamento antineoplásico, o que varia de acordo com a frequência e administração de quimioterápicos, intensidade da radiação e duração do tratamento. Alguns outros fatores também podem compor a casuística da MO, estes, estando relacionados ao paciente, como idade, gênero, leucometria, estado nutricional e higiene bucal (ARAÚJO, et al., 2013).

A utilização do laser de baixa potência é indicada no tratamento e prevenção da mucosite por estimular a atividade celular e por acelerar o processo de cicatrização devido, em parte, à redução da inflamação aguda, o que resulta em um reparo tecidual mais rápida e eficaz. Estudos apontam que a terapia com laser também contribui significativamente na remissão da dor, a gravidade e a duração dos sintomas da mucosite em pacientes com câncer (PRIMO, et al., 2016).

Segundo Manzi (2013), “ conhecer estratégias de prevenção, controle e tratamento é fundamental para que haja o manejo adequado da mucosite bucal. ” É de atribuição do enfermeiro prover um gerenciamento do cuidado adequado, de forma a garantir qualidade e segurança ao paciente. Por isso, constantemente, deve desenvolver ações de educação continuada para equipe de enfermagem pautada em atualização de práticas clínicas oriundas de evidências científicas (MANZI, 2013).

Metodologia

Este trabalho trata-se de uma revisão de literatura narrativa, que é o processo de busca, análise e descrição de um campo do conhecimento em busca de resposta a questionamentos específicos. “Literatura” abrange todo o material relevante que é escrito sobre o tema: livros, artigos de periódicos, artigos de jornais, registros históricos, relatórios governamentais, teses e dissertações e outros tipos. É narrativa porque não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise
crítica da literatura. A busca pelos estudos não necessita esgotar as fontes de informações. Foram realizados levantamentos de artigos científicos que abordavam o tema nas seguintes bases de dados na internet: LILACS, Medline, Portal Capes, Pubmed, SciELO e documentos de instituições governamentais como Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde, no período de 2013 a 2017. Selecionamos estudos desses últimos cinco anos para abordar a laserterapia por considerar uma fonte de literatura científica mais atual sobre o tema. Os descritores a seguir foram empregados na busca das publicações: mucosite oral (30 artigos), laserterapia (15 artigos), quimioterapia (15 artigos). Deste modo, foram captados 60 artigos científicos para análise neste estudo, realizando, a partir daí a leitura exploratória do material. Dos artigos citados, 12 foram desconsiderados, por não atenderem às exigências. Assim, selecionamos 48 estudos para realizar a análise a respeito da utilização da laserterapia de baixa intensidade para tratamento da mucosite oral, nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados em periódicos nacionais e internacionais. Durante a leitura, consideramos as informações apresentadas nos textos, a consistência e os dados apresentados pelos autores. Como critério de inclusão, consideramos artigos que conceituem a mucosite oral, sua fisiopatologia, bem como a utilização da laserterapia para tratamento na prevenção, controle e remissão da MO. Os critérios de exclusão foram os estudos que demonstravam outras formas de tratamento que não fosse a laserterapia. Os benefícios encontrados nessa pesquisa foram a adoção um novo método totalmente inovador para que os pacientes oncológicos não sofram ainda mais com a mucosite oral, que é um efeito comum e muito debilitante das terapias antineoplásicas, assim como possibilitar uma nova área para a enfermagem, para que a mesma possa garantir um cuidado altamente satisfatório para seus pacientes. O resultado esperado é comprovar a eficácia da laserterapia como uma aliada no tratamento dos pacientes com câncer.

rEFERENCIAL TEÓRICO

MUCOSITE ORAL 

   O prognóstico das doenças malignas vem evoluindo favoravelmente nas últimas décadas, havendo progressos significativos nos índices de resposta aos tratamentos e na sobrevida dos pacientes, que vem se tornando de longo prazo. Os avanços no tratamento das neoplasias malignas decorrem de novas drogas e do aperfeiçoamento dos procedimentos cirúrgicos e radioterápicos. Todavia, o uso efetivo de tais tratamentos é limitado por seus efeitos adversos; entre os mais comuns, estão: vômitos, náuseas, diarreia, mielossupressão, sangramento, dor, xerostomia e mucosite. Entre as complicações decorrentes da terapia antineoplásica, a mucosite oral destaca-se como um efeito de alta frequência e o maior fator dose-limitante (BRITO, et al., 2012).

A cavidade bucal é revestida pela membrana mucosa, que é o forramento úmido que cobre tanto o trato gastrointestinal como as vias aéreas e outras cavidades do organismo que tem comunicação com o meio externo. A mucosa bucal é composta por epitélio pavimentoso estratificado, queratinizado ou não, que recobre todo o tecido conjuntivo (NEMOTO, et al., 2013).

Nos dias atuais, a mucosite oral é considerada a complicação não hematológica mais comum do tratamento antineoplásico. Esse termo “mucosite oral” surgiu em 1980 e é descrito como reações inflamatórias presentes na mucosa oral de pacientes submetidos a tratamentos radioterápicos e quimioterápicos (BIGARANI, 2014).

A mucosite oral atinge células epiteliais e subepiteliais da mucosa oral que podem ser causadas pela ação da radiação ionizante e dos quimioterápicos, podendo ainda acometer todo o aparelho gastrointestinal, que compreende desde a boca até o ânus. Acomete, na maioria das vezes, as superfícies não queratinizadas, como na mucosa jugal, ventre e bordas da língua, palato mole e assoalho da boca (PAIVA, et al., 2004).

Geralmente, aparecem ao iniciar a terapia antineoplásica e, normalmente, caracteriza-se por áreas de vermelhidão generalizadas, onde, logo após, são substituídas por áreas com ulcerações recobertas por pseudomembranas – região esbranquiçada – podendo, em alguns casos, ser colonizadas por bactérias.

O tempo de permanência no hospital pode se prolongar, assim como pode levar ao aumento do número de hospitalizações do paciente, devido ao fato da MO interferir na deglutição, levando-o à necessidade de alimentação enteral. Essas lesões aumentam o risco de infecções sistêmicas e agravam lesões bucais pré-existentes (BONFIM et al., 2016). Existe também grande possiblidade da higiene oral ser prejudicada, assim como a comunicação, o que causa sérios transtornos para o paciente. E, em grandes proporções, pode interromper o tratamento antineoplásico, seja ele quimio ou radioterápico (RAPOSO, et al., 2014).

 “Devido à rápida divisão das células basais do epitélio da mucosa oral das crianças, elas têm uma maior probabilidade de desenvolver a MO do que os pacientes adultos que têm o mesmo diagnóstico e mesmo protocolo de tratamento” (ANTUNES, 2005).

O paciente portador de mucosite oral deve ser avaliado criteriosamente para que o grau de toxicidade e a terapêutica adequada possam ser definidos.

   A severidade da MO é avaliada pela Escala de Toxicidade Oral, numa graduação estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Nessa escala estão preconizados critérios como presença de eritema e ulceração, dor local e capacidade de deglutição. Quando uma pontuação 0 (zero) é encontrada na escala, significa ausência de anormalidade detectada; a presença de eritema sem tratamento necessário caracteriza uma pontuação 1 ; pontuação 2 é assinalada quando há eritema com quadro doloroso sem necessidade de analgésicos, mas com dificuldade na alimentação; no caso de pontuação 3, há presença de ulceração dolorosa exigindo o uso analgésicos e impossibilitando a alimentação; por fim, caracteriza-se um grau 4 a presença de necrose com necessidade de nutrição parenteral. Outra forma possível de ser utilizada para avaliação da MO é pelos critérios de toxicidade preconizados pelo National Cancer Institute (NCI), que estabelece grau 0 na ausência de MO; grau 1 quando há úlceras indolores, eritema ou dor leve na ausência de úlceras; grau 2 na presença de eritema doloroso, edema ou úlceras, mas alimentar-se ou deglutir é possível; grau 3 na presença de eritema doloroso, edema, ou úlceras com necessidade de nutrição parenteral; grau 4 quando há ulceração grave ou necessidade de nutrição parenteral ou intubação profilática; e grau 5 em caso de morte relacionada à toxicidade (PEIXOTO, et al., 2013).

Fonseca (2013), classifica a saliva nos casos de mucosite em 4 graus, o que requer uma avaliação mais cuidadosa por parte da equipe de enfermagem: “Grau 1: fluida de quantidade adequada; Grau 2: quantidade diminuída; grau 3: saliva escassa, boca seca; grau 4: saliva grossa, viscosa”.

O quadro de MO leva o paciente a um mau estado geral, assim como à debilidades e o seu agravo pode se repercutir sistemicamente com febre, infecção que pode evoluir para sepse e desnutrição. A depender do comprometimento sistêmico, a doença pode levar o paciente à óbito (FILHO, 2015).

Os conhecimentos acerca da mucosite oral e os métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento são de fundamental importância para a prática diária da equipe de enfermagem, seja dentro da clínica oncológica ou mesmo médica, devido à alta ocorrência deste agravo e o grau de comprometimento na qualidade de vida dos pacientes acometidos. Desta forma, o enfermeiro atua de forma fundamental ao longo do tratamento, já que sua prática visa o bem-estar geral do paciente, contribuindo assim para uma boa qualidade de vida (GONDIM, et al., 2010).

Recentemente, algumas literaturas e autores têm adotado o termo “mucosite do trato alimentar”, uma substituição ao termo “mucosite oral”. Isto se deve ao fato dos agravos bucais abrangerem apenas parte de um grupo de alterações que podem ocorrer em todo o sistema gastrointestinal. Por este modo, a nova terminologia proposta se adequaria melhor as características dessa alteração (SANTOS, 2009).

Lesões de mucosite oral grave que afetam a pele e a mucosa da parte superior e lábios inferiores
Lesões de mucosite oral grave que afetam a pele e a mucosa da parte superior e lábios inferioresRibeiro, Valença e Bonan (2015)

FISIOPATOLOGIA DA MO

Para Guterres (2014), a Mucosite oral é um processo complexo do ponto de vista patológico e fisiológico e que não é somente restrito ao epitélio bucal. O aparecimento da MO, em geral, ocorre de sete a quatorze dias após a administração dos quimioterápicos e se prolonga por cerca de duas a três semanas (MANZI, 2013). A fisiopatologia envolve processos biológicos de danos à mucosa oral sadia, o que inclui alteração da imunidade e microflora oral, associados à atividade de citocinas (CUNHA, 2010) e, segundo Manzi (2013), ocorre como consequência dos efeitos diretos das drogas quimioterápicas sobre as células da cavidade bucal.

A MO gera uma cascata de eventos e Cunha (2010) descreve o processo fisiopatológico em cinco fases:

   1 – Iniciação: observa-se no tecido-alvo estresses oxidativos e espécies de oxigênio reativo (ROS) que estimulam numerosos fatores de transcrição celular. Estas alterações geradas pela QT e RT são um evento preliminar na maioria das vias que conduzem à mucosite, promovendo danos celulares, teciduais e vasculares. Uma vez danificado o DNA, inicia-se rapidamente uma sequência de destruição da camada basal do epitélio, bem como da submucosa adjacente. Simultaneamente, os mediadores do processo inflamatório entram em atividade, iniciando uma cascata de eventos, agredindo a submucosa, mesmo que a mucosa aparente normalidade, fato que poderá ou não resultar em destruição total da mesma.
  2 – Super regulação e geração de sinais mensageiros: durante esta segunda fase, múltiplos eventos ocorrem simultaneamente. Enzimas que catalisam a síntese de ceramida são ativadas, diretamente, pela RT ou QT ou indiretamente, por espécies de oxigênio reativo (ROS) e fator de necrose tumoral. A via da ceramida promove um canal alternativo de apoptose de células submucosas e basais epiteliais. Soma-se a este processo a alteração nas ligações de fibronectina para ativação de macrófagos e, subsequentemente, uma injúria nos tecidos mediados por matriz de metaloproteinases e produção de Fatores de Necrose Tumoral adicionais.
3 – Sinalização e Amplificação: além de ocorrer a destruição direta das células alvo da mucosa, nesta fase, as citocinas pró-inflamatórias executam uma função indireta na amplificação da injúria da mucosa iniciada pela RT e QT. Os eventos danosos são focados na camada submucosa e na camada basal, por isso, a aparência clínica da superfície é normal.
4 – Ulceração: esta é a fase mais característica da mucosite, na qual se presenciam um denso infiltrado inflamatório e bactérias colonizando o local (Gram positivas, Gram negativas e organismos anaeróbios), ativando macrófagos teciduais que, por sua vez, amplificam os danos teciduais, acelerando o aumento de citocinas pró-inflamatórias. É um fator relevante, pois os pacientes neutropênicos podem permanecer expostos a bacteremia e sepse devido à invasão dos microrganismos através dos vasos da submucosa.
5 – Cicatrização: evidencia-se um sinal da matriz extracelular, promovendo a renovação do epitélio, a diferenciação e o restabelecimento da microflora local. Após esta fase, a aparência da mucosa aproxima-se da normalidade.

Devido à neutropenia decorrente do tratamento, as infecções por microrganismos oportunistas, a exemplo da Cândida albicans, Herpes Simples Vírus (HSV), citomegalovírus, varicela zoster podem ser frequentes e potencializam os sinais e sintomas da mucosite (SANTOS, et al., 2013).

As variáveis que se relacionam com a terapia podem incluir o tipo de droga, a dose e frequência no tratamento, assim como a utilização de outras terapias simultaneamente. Os pacientes com déficit na higiene bucal e infecção odontológica ou periodontal preexistente também apresentam um alto risco de desenvolver uma infecção oral durante os períodos de mielossupressão induzida pelo tratamento (ROSA, et al., 2005).

Os pacientes que são diabéticos e desenvolvem a mucosite, apresentam agravo significativo no grau da lesão, uma vez que a cicatrização da mucosa é prejudicada devido à rápida degradação do colágeno (PRIMO, et al., 2016).

Medeiros e colaboradores (2013) afirmam que “na quimioterapia intensiva para remissão pós-recidiva, a associação ifosfamida, carboplatina e etoposide, assim como o irinotecan, são reconhecidamente tóxicos à mucosa oral”.

LASERTERAPIA

A palavra “Laser” vem do inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, que, traduzida ao português, significa: Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação. Teve o seu surgimento na Hungria, em 1966, e fora descoberta pelo médico e professor Endre Mester. Ele observou que, quando emitido em baixa intensidade, o Laser gerava um efeito que facilitava de forma significativa a cicatrização de feridas e úlceras, estimulando a reparação tecidual (LIZARELLI, 2010).

Esse método se mostrou tão eficaz, que vem sendo utilizando ao logo dos anos até os dias de hoje. Estudos reiteram a sua eficiência no que diz respeito a respeito à reparação tecidual, sendo utilizado por vários profissionais de saúde.

Os aparelhos de lasers têm potências diferentes, sendo que os utilizados para o corte de tecidos são chamados de lasers cirúrgicos ou lasers de alta potência, acima de 1W, e os utilizados para a biomodulação tecidual possuem potências baixas, na casa de miliwatts (mW) chamados de laser terapêutico, soft laser ou laser de baixa potência (NAUFEL, 2015).

    A laserterapia tem conhecida habilidade de fomentar efeitos biológicos, a exemplo da abolição da dor e da ação moduladora da inflamação. A capacidade de modular uma gama de eventos metabólicos por meio de processos fotofísicos e bioquímicos explica os efeitos dessa modalidade terapêutica (REOLON, 2017). A energia do laser é absorvida apenas por uma fina camada de tecido adjacente além do ponto atingido pela radiação. Por essa razão, hoje é recomendado que sejam utilizados lasers de baixo poder de penetração, com comprimentos de onda entre 640 940 nm, e que essa aplicação seja realizada de modo pontual à lesão. Os lasers de baixa intensidade aumentam o metabolismo celular, estimulando a atividade mitocondrial, atuando como analgésicos, anti-inflamatórios e reparadores da lesão mucosa. Eles provocam diversos eventos biológicos, a exemplo da proliferação epitelial e de fibroblastos, bem como a maturação, locomoção e transformação dos mesmos em miofibroblastos. Há, também, alterações celulares e vasculares que dependem, dentre outros fatores, do comprimento de onda do laser. Ainda ocorre produção de colágeno, elastina e proteoglicanos, revascularização, contração da ferida, aumento da fagocitose pelos macrófagos, aumento da proliferação e ativação dos linfócitos e da força de tensão, acelerando o processo cicatricial (FIGUEIREDO, 2013).

    O laser é uma forma de radiação não ionizante e com alta concentração, não invasivo e bem tolerado pelo organismo. É considerado um tratamento terapêutico já que, aplicado sobre o tecido, aumenta a sua migração e proliferação celular, favorecendo a cicatrização, aumentando a vascularização e formando tecido de granulação em abundância (CICCHELLI, et al., 2014). 

De acordo com Costa (2015):

   O laser atua diretamente na mitocôndria da célula da pele lesada (que são mais sensíveis do que as do tecido intacto) levando a uma cascata de eventos bioquímicos. Após a estimulação dos fotorreceptores, ocorre uma cascata de reações bioquímicas na célula, que não precisa de posterior ativação da luz, sendo observadas a transdução do sinal e cadeias de amplificação, estimulando o crescimento de fibroblastos diretamente através da regulação de genes relacionados com a migração e remodelação celular, além de síntese e reparo de DNA. Estes eventos contribuem para cicatrização de úlceras, por meio do aumento da síntese de colágeno, da microcirculação e supressão da apoptose.

O laser de baixa intensidade não demonstra potencial destrutivo, apresentando-se com efeitos anti-inflamatórios, bioestimulantes e como analgésico. É bem aceito pelos pacientes e de fácil manuseio por parte dos profissionais, o que o torna uma terapia excelente para a prevenção e tratamento da MO (FILHO, 2015).

A utilização do laser de baixa potência depende do ajuste de algumas variáveis, a exemplo do tipo de laser, o comprimento de onda, a potência de saída, tempo e modo de aplicação e, distância da fonte de tecido que será irradiado (FURTADO, et al., 2015).

Irradiação de lesão com laser de baixa potência
Irradiação de lesão com laser de baixa potênciaRibeiro, Valença e Bonan (2015)

LASERTERAPIA COMO TRATAMENTO DA MO

Os tratamentos para a mucosite oral vêm sendo bastante discutidos e são basicamente paliativos, porém, estudos mais atuais demonstram a utilização da laserterapia de baixa intensidade como um tratamento promissor (LEITE, et al., 2015).

“A TLBP é uma das primeiras alternativas de escolha, sendo um método amplamente eficaz para prevenir e tratar efeitos secundários indesejáveis da QT e RT” (TORRE et al., 2016). A luz que é transmitida pelo laser é utilizada em processos celulares bioquímicos e foto-físicos, convertendo-a em energia de utilidade para a célula. É considerada uma opção viável, sem nenhum efeito colateral ou, sequer, riscos para o paciente. É um tratamento relativamente de baixo custo, se comparado aos benefícios e satisfação do paciente (BRANCHER, 2013).

   A laserterapia mostrou-se eficaz em efeitos preventivos e curativos com medidas objetivas clinicamente reportadas, sendo capaz de melhorar a experiência subjetiva do paciente de MO, melhorando a qualidade de vida em pacientes que receberam QT e RT concomitante para câncer de cabeça e pescoço, nos quais a MO apresenta-se de forma mais insidiosa e de difícil manejo (MELO, et al., 2016).

A luz é absorvida por uma fina camada de tecido, é por este motivo que os que os lasers com baixa potência de penetração são os mais eficazes. Eles fazem aumentar o metabolismo celular, lugar onde a atividade mitocondrial é estimulada, atuando como analgésico. Se apresenta como uma terapêutica de fácil manuseio e que não causa traumas para o usuário. As literaturas existentes apontam aplicações diárias, em torno de 5 a 10 minutos, de forma pontual diretamente sobre as lesões (BARILLARI, et al., 2015).

Volpato (2014) defende que:

   […] outra terapia eficaz no controle da mucosite é o uso de laser de baixa potência, confor¬me estudos realizados em 60 pacientes oncológicos de cabeça e pescoço, divididos em dois gru¬pos, em que foi utilizado laser de InGaAIP com comprimento de onda de 685 nm, sendo aplicado com 2 joules/cm2 de energia, desde o início da radioterapia como durante todo o tratamento. Os resultados mostraram índices inferiores na ocorrência de mucosite oral e dor no grupo que recebeu radioterapia e laser.

A Associação Multinacional de Cuidados de Suporte em Câncer não traz recomendações específicas sobre a utilização da laserterapia para mucosite oral induzida por radioterapia e por quimioterapia, porém, a recomenda como tratamento preventivo da mucosite oral durante e após as terapias (FLORENTINO, et al., 2015).

“Como alternativa para amenizar os sintomas da mucosite e diminuir o desconforto destes pacientes, o laser de baixa potência (LBP) tem sido utilizado com sucesso” (CORTEZ, et al.,2016)

“A aplicação, realizada com laser de baixa potência, tanto previne o aparecimento de lesões, quanto trata aquelas já existentes, estimulando a sua cicatrização e diminuindo a dor” (RÊGO, 2015).

A utilização do laser de baixa intensidade promove a liberação de prostaglandinas, o que promove ação anti-inflamatória, assim como também promove a liberação de endorfinas, colaborando no controle da dor. Ainda reduz a apoptose, que é a morte programada da célula e melhora a circulação (MAIA, 2010).

No caso de pacientes submetidos ao Transplante de Células-tronco Hematopoéticas (TCTH), onde a quimioterapia necessita ser de alta dosagem e induz a diversos efeitos tóxicos, a mucosite chega a acontecer em 90% dos casos. O laser de baixa intensidade vem sendo muito utilizado para prevenção e tratamento da MO, visto que é um procedimento não invasivo e que não oferece traumas ao paciente, o que vem alcançando resultados satisfatórios dos pontos de vista clínico e funcional (REIS, et al., 2013).

Neto e Fernando (2013) apontam que a utilização do laser de baixa potência é capaz de eliminar a dor desde a primeira aplicação, promovendo o aumento na concentração de ß-endorfina no líquor cefalorraquidiano, ativando, assim, o reparo tecidual, favorecendo a multiplicação de fibroblastos e a produção de fibras elásticas e colágenas, elevando, deste modo, a celularidade dos tecidos irradiados.

Para Nemoto (2013), “A fotobiomodulação de baixa potência promove a cicatrização da mucosa bucal, reduz a inflamação, a dor e a intensidade, atuando na prevenção da severidade da MO em pacientes sob tratamento antineoplásico”.

“Como formas de prevencão ou tratamento, destacam-se a manutenção de higiene oral, os cuidados com a alimentação, a crioterapia, os bochechos com soluções anti-inflamatórias e a utilização da laserterapia de baixa potência” (MALUFF, 2016).

Lopes e colaboradores (2016) também defende que as boas prática da higiene oral, os bochechos com soluções adequadas, a lubrificação labial, a alimentação adequada, o controle da xerostomia – boca seca- e a suspensão de substâncias e alimentos irritantes para a mucosa oral são de fundamental importância para o controle da MO. Contudo, estes métodos sozinhos não levam à remissão do agravo. Porém, ao associar com a laserterapia, gera resultados bastantes significativos.

Os cuidados orais necessários para atingir um melhor resultado incluem: limpeza dos dentes com escova macia, uso de creme dental com flúor, cuidados com próteses, avaliação de existência de cáries, controle na alimentação – evitando alimentos quentes, ácidos, condimentados e ricos em açúcar, assim como uma adequada ingesta hídrica (OLIVEIRA, et al., 2014).


Parte superior e inferior curada sete dias após o início da lesão
Parte superior e inferior curada sete dias após o início da lesãoRibeiro, Valença e Bonan (2015)

Para alguns casos, a exemplo do paciente com diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço e câncer hematopoiético, a Agência Nacional de Saúde Suplementar prevê a cobertura obrigatória por parte dos planos de saúde para o tratamento com a laserterapia de baixa intensidade (ANS, 2016).

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, através do PARECER COREN-SP 009 /2014 – CT, aborda sobre uma consulta feita quanto a utilização do Laser de Baixa Potência (LBI), sobre a competência do Enfermeiro para aplicação de laserterapia em mucosite oral, o que concluiu:


   […] Diante de todas essas observações técnicas, legais e éticas não encontramos obstáculo a realização do procedimento de aplicação de laserterapia (especificamente de baixa potência) em mucosite oral pelo profissional Enfermeiro, no contexto de uma abordagem multiprofissional, desde que o mesmo esteja devidamente habilitado técnica e cientificamente para tal, e seguindo todas as normas de biossegurança especificas da terapêutica para garantir plena segurança ao paciente e para si mesmo. Na aplicação da laserterapia, o Enfermeiro deverá realizar a assistência enfermagem de modo sistematizado utilizando o processo de enfermagem. Não cabe ao Técnico/Auxiliar de Enfermagem a aplicação dessa terapia (CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM, SÃO PAULO, 2012).

O COREN-SP divulga ainda outra nota sobre a utilização do LBI por profissionais enfermeiros, através do PARECER COREN-SP nº 004/2016:


   Analisando a solicitação feita pelo profissional à luz da legislação e do Código de Ética, não encontramos obstáculo à realização do procedimento de aplicação do LBI para o tratamento de feridas agudas e crônicas pelo Enfermeiro, desde que o mesmo tenha preparo técnico necessário para realizá-lo sem incorrer em riscos de danos à integridade do paciente.
Recomenda-se a pós-graduação em Enfermagem em Dermatologia ou habilitação que o valha, a fim de garantir assistência segura para si e para outrem de acordo com os preceitos éticos e legais da profissão (COREN-SP, 2016).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi possível observar nos artigos avaliados um resultado semelhante entre eles, onde a utilização da laserterapia na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes oncológicos tem sido cada vez mais frequente e eficaz. De acordo com a tabela abaixo, podemos verificar as correlações, de acordo com seus objetivos e conclusões:

Correlação entre os artigos sobre a utilização da laserterapia

TítuloObjetivoConclusão

Abordagem
clínica e   terapêutica da mucosite oral induzida por radioterapia e quimioterapia em pacientes com câncer.
Informar sobre a mucosite oral, os seus fatores de risco, os seus

sintomas e os possíveis tratamentos para essa condição.


Os sintomas da mucosite oral não têm melhora significativa com nenhum medicamento, mas a

laserterapia e a crioterapia têm sua eficiência

consolidada


Impacto da laserterapia na qualidade de vida de pacientes oncológicos portadores de mucosite oralAveriguar a qualidade de vida dos pacientes com mucosite oral induzida pelos tratamentos antineoplásicos previamente à aplicação de laserterapia e posterior à regressão das lesões orais.A qualidade de vida melhorou após as sessões de laserterapia, sendo que as mudanças mais

significativas ocorreram nos domínios ligados à

dor, aparência, deglutição, mastigação, fala, paladar e salivação, sendo o laser de baixa potência uma ferramenta adequada no manejo da mucosite oral 
Laser terapia no controle da mucosite oral: um estudo de metanáliseRealizar uma metanálise da eficácia da laser terapia (LT) na prevenção  da mucosite oral (MO) em pacientes submetidos à oncoterapiaEsses dados demonstraram efeito profilático significativo de MO grau> 3 nos pacientes submetidos a LT 
Mucosite oral em crianças com câncer – revisão de literaturaO presente estudo objetiva realizar uma revisão de literatura acerca da MOA utilização de laserterapia de baixa intensidade  tem sido recomendada para alívio dos sintomas desses pacientes
Prevenção e tratamento da mucosite em ambulatório de oncologia: uma construção coletivaElaborar um protocolo assistencial de enfermagem para prevenção e tratamento da mucosite induzida por quimioterapia em um ambulatório de um Centro de Alta Complexidade em OncologiaA terapia a laser Helium-Neon 40mW é indicada  como um pré-tratamento para reduzir a  gravidade da mucosite em clientes submetidos à quimioterapia antineoplásica
Terapia de laser de baixa potência em mucosite oralAvaliar a eficácia da laserterapia em pacientes oncológicosA TLBP é uma alternativa de escolha sendo um método amplamente eficaz para prevenir e tratar efeitos secundários à quimioterapia e radioterapia.
Efeito da clorexidina e do laser de baixa potência na

prevenção e no tratamento da mucosite oral
Avaliar o efeito preventivo da clorexidina e o efeito terapêutico do laser de baixa potência em

pacientes sob terapia antineoplásica, nos centros de oncologia da cidade de Feira de Santana, Estado da Bahia.
A solução de clorexidina

não preveniu a instalação da mucosite oral, apesar de ter diminuído a gravidade das lesões. Com relação ao tempo

de permanência das lesões, observou-se a importância do uso do laser no manejo da mucosite
Avaliação da Eficácia  do Tratamento para Mucosite Oral Induzida por Cinco-Fluoracil, com Uso de Laser de Baixa Potência em Diferentes Comprimentos de OndaAvaliar a variação dos parâmetros físicos dos lasers de baixa potência

infravermelho e vermelho (l = 780 nm e l = 660 nm) somados aos cuidados de

higiene bucal, na redução da severidade da mucosite oral induzida por cincofluoracil

(5-FU), em pacientes adultos.

A laserterapia foi um procedimento eficaz para o tratamento da

mucosite oral, quando comparado ao tratamento convencional,

com uso de antimicrobiano tópico

Protocolo de tratamento da mucosite oral grave durante o tratamento quimioterápico em paciente pediátricoRelatra a resolução de um caso de mucosite oral grave e do protocolo de tratamento utilizado para a completa remissão das lesões.A adoção do protocolo de tratamento com uma solução para mucosite associada à aplicação de laser de baixa potência

se mostrou efetiva na resolução da mucosite oral grave decorrente da terapêutica antineoplásica
Laser de baixa intensidade na mucosite oral quimioinduzida: estudo de um caso clínicoAnalisar a eficiência da laserterapia no

tratamento da mucosite oral.
Faz-se necessário fomentar o uso do laser de

baixa potência para prevenção e terapia de mucosite

oral nos pacientes oncológicos
Avaliação dos benefícios da laserterapia no controle da dor causada pela mucosite oral radioinduzidaAvaliar os benefícios da laserterapia no controle da dor causada pela mucosite oral, em pacientes com câncer de boca, tratados com radioterapia de cabeça e pescoço.Todos os pacientes da amostra apresentaram mucosite oral e que o tratamento com laser de baixa intensidade foi eficiente no controle da dor. Todos os pacientes da amostra conseguiram manter sua alimentação via oral sem que fosse necessário o uso de sonda para suporte alimentar e a radioterapia não teve que ser interrompida.
PACIENTES ONCOLÓGICOS E A ENFERMAGEM:

RELAÇÃO ENTRE GRAU DE MUCOSITE ORAL E A TERAPÊUTICA IMPLEMENTADA
Caracterizar a mucosite oral em pacientes em tratamento oncológicoConclui-se que há necessidade da inserção da enfermagem no fomento às ações preventivas e de controle da mucosite oral, com vistas à manutenção do bem-estar, otimização da resposta terapêutica e melhoria da qualidade de vida do paciente oncológico.
PROFILAXIA DE MUCOSITE INDUZIDA POR QUIMIOTERAPIA:

REVISÃO SISTEMÁTICA
Avaliar as evidências disponíveis na literatura dos últimos anos sobre quais são as intervenções utilizadas para profilaxia de mucosite bucal induzida por quimioterapia antineoplásica em pacientes com câncer.O laser de baixa potência diminuiu a incidência de mucosite na terceira avaliação de mucosite bucal.


Os autores (2017)

Continuação Tabela 1

TítuloObjetivoConclusão
Utilização de laserterapia pelo enfermeiro para prevenção e tratamento de 
mucosite em pacientes submetidos a transplante autólogo de medula óssea: 
um relato de experiência
Relatar a experiência da utilização de laserterapia pelas 
enfermeiras para prevenção e tratamento de mucosite oral em pacientes submetidos a transplante autólogo de 
células-tronco hematopoéticas.
A redução da morbidade observada pelo uso profilático e terapêutica do laser de baixa intensidade 
no tratamento da mucosite oral determinou sua introdução definitiva nos serviços de transplante de células-tronco hematopoiéticas
Efetividade profilática e terapêutica 
do laser de baixa intensidade 
na mucosite bucal em pacientes 
submetidos ao tratamento do câncer
Apresentar 
os diferentes protocolos clínicos randomizados 
utilizando o laser de baixa intensidade no manejo da 
mucosite bucal nos últimos 18 anos de estudo.
A TLBP mostrou-se efetiva quando utilizada 
com propósito preventivo e destaca-se como alternativa 
eficaz e viável na redução da gravidade, duração 
e dor causada pela mucosite bucal..
Utilização do laser de baixa potência 
na prevenção e terapêutica 
da mucosite oral
Abordar tópicos acerca 
do câncer e suas modalidades terapêuticas, para 
assim discorrer sobre uma de suas possíveis conseqüências, 
a mucosite oral, elucidando sua evolução, 
sintomatologia, bem como o uso do laser 
de baixa intensidade na sua prevenção e/ou no 
seu tratamento.
A laserterapia é indicada na prevenção 
e tratamento da mucosite oral podendo 
ser usada isoladamente ou associada a tratamento 
medicamentoso, proporcionando alívio da dor, 
maior conforto ao paciente, controle da inflamação, 
manutenção da integridade da mucosa e 
melhor reparação tecidual 
A LASERTERAPIA NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA MUCOSITE ORAL EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICAComprovar a eficácia da laserterapia na redução do grau e tempo de remissão da mucosite oral em pacientes oncopediátricos por quimioterapiaA laserterapia reduz o tempo de remissão, a frequência e a gravidade da mucosite oral, mostrando-se eficaz no manejo clínico da mucosite oral grave.
Laser de baixa intensidade no tratamento da mucosite oral induzida 
pela radioterapia: relato de casos clínicos
Relatar a eficiência do 
laser de baixa potência no tratamento da mucosite oral induzida pela radioterapia.
A terapia com laser tem se 
mostrado um método bastante eficiente e promissor no 
tratamento dessa afecção, visto que diminui a dor e acelera 
o processo de cicatrização das lesões.
Avaliação da laserterapia no tratamento odontológico de pacientes oncopediátricos imunossuprimidos por quimioterápicosAvaliar a eficiência do Laser de Baixa Potência na redução dos impactos das complicações orais nas atividades diárias de crianças e adolescentes imunossuprimidos por quimioterápicosVerificou-se que a laserterapia enquanto possibilidade de intervenção terapêutica pode ser indicada para a promoção de qualidade de vida dos pacientes pediátricos com câncer durante o tratamento oncológico
Aplicação do Laser de Baixa Intensidade em Cirurgias Periodontais: Gengivectomia e GengivoplastiaRelatar um caso clinico de cirurgia periodontal em que a laserterapia de baixa potência foi aplicada, favorecendo a cicatrização da área operada, diminuindo assim a dor pós-operatória.A laserterapia de baixa intensidade foi usada com eficácia, já que a paciente relatou diminuição da dor, e clinicamente foi visto uma regeneração tecidual satisfatória.
O uso da terapia com laser de baixa potência como método de prevenção  de mucosite oral nos pacientes submetidos ao transplante de medula ósseaAvaliar a eficácia do laser de baixa potênciaBaseado nos dados, pode-se afirmar que o laser de baixa potência é um instrumento capaz de reduzir a incidência da MO
Viabilidade de Células Tumorais Irradiadas: Laserterapia de Baixa Intensidade no Contexto do Tratamento da MucositeAnalisar o efeito do LBP (em comprimentos 
de onda de 660nm e 780nm), nos parâmetros dosimétricos recomendados 
para o tratamento da mucosite
Nas condições experimentais avaliadas, o LBP mostrou 
eficácia e segurança em sua possível utilização no tratamento da mucosite oral.
Fototerapia com Laser em Baixa Intensidade no Tratamento da Mucosite OralReportar a melhoria na qualidade de vida de um paciente oncológico, submetido a altas doses de quimioterapia, 
com o uso da Fototerapia com Laser em Baixa Intensidade.
Sugerimos 
que a fototerapia com laser em baixa intensidade é um tratamento eficaz para a MO, promovendo aumento da qualidade de vida do paciente 
oncológico.
Tratamento da mucosite oral com laser de baixa potência: revisão 
sistemática de literatura
Verificar qual o melhor protocolo de aplicação da laserterapia de baixa potência para 
prevenção e tratamento da mucosite oral químio e rádio induzida.
O presente estudo identificou que a laserterapia reduz o tempo de cicatrização e os graus de mucosite oral, apesar de ainda serem necessários mais estudos para definir o 
protocolo de atuação.
AVALIAÇÃO DO EFEITO DA FOTOBIOMODULAÇÃO LASER 670NM EM PACIENTES ONCOLÓGICOS PORTADORES DE MUCOSITE ORAL USUÁRIOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)Avaliar o efeito da fotobiomodulação laser em pacientes submetidos ao tratamento quimio e/ou radioterápico usuários do Sistema Único de Saúde, os quais normalmente não tem acesso a esta modalidade terapêuticaO laser é uma forma de radiação não ionizante e com alta concentração, não invasivo e bem tolerado pelo organismo. É considerado um tratamento terapêutico já que, aplicado sobre o tecido, aumenta a sua migração e proliferação celular, favorecendo a cicatrização, aumentando a vascularização e formando tecido de granulação em abundância.
O Laser Terapêutico no Tratamento de MucositesRealizar levantamento bibliográfico no uso de laserterapia de baixa  intensidade no tratamento de mucosite oral em pacientes oncológicosA LTBP mostra-se efetiva para melhora do quadro da MO e diminuição da dor causada pela MO

Os autores (2017)

De acordo com a tabela acima, 26 artigos demonstraram e/ou realizaram a utilização da laserterapia de baixa potência em pacientes que fizeram uso de terapias antineoplásicas e desenvolveram a mucosite oral, tendo resultados bastante satisfatórios, sendo uma alternativa de escolha para o tratamento dessas complicações. A LBP foi utilizada ainda como terapia para prevenção da mucosite, ou seja, contribuindo de modo a não permitir que as afecções bucais se instalem tão logo sejam iniciados os tratamentos quimioterápicos.

A tabela abaixo, com um total de 10 artigos, descreve a correlação entre a importância da atuação da equipe de enfermagem como parte essencial no processo do cuidado de pacientes oncológicos. Os artigos ressaltam a necessidade de protocolos bem estabelecidos, a exemplo de processos de enfermagem e ainda utilização de diagnósticos de enfermagem como métodos indispensáveis para a qualidade da assistência. Alguns desses estudos comprovam, ainda, que o enfermeiro pode e deve utilizar os lasers de baixa intensidade, desde que capacitados para tal, como forma de prevenção, proteção e reabilitação do paciente portador de câncer, de modo que o mesmo não venha a desenvolver a mucosite oral, que é uma das mais comuns e debilitantes complicações das terapias antineoplásicas.

Correlação entre a importância da atuação da equipe de enfermagem

TítuloObjetivoConclusão
O paciente oncológico com mucosite oral: desafios para o cuidado de enfermagemAnalisar o cuidado de enfermagem ao paciente oncológico com mucosite oral, pautado no Processo de Enfermagem (PE)Conhecer a afecção mucosite oral é precípuo para formulação de uma assistência de enfermagem que vislumbre a prevenção, a partir da instituição de um plano de cuidados orais.
Uso do Laser de Baixa Intensidade por profissional Enfermeiro, no tratamento de Feridas.Parecer sobre a utilização do Laser de Baixa Intensidade pelo EnfermeiroAnalisando a solicitação feita pelo profissional à luz da legislação e do Código de Ética, não encontramos obstáculo à realização do procedimento de aplicação do LBI para o tratamento de feridas agudas e crônicas pelo Enfermeiro, desde que o mesmo tenha preparo técnico necessário para realizá-lo sem incorrer em riscos de danos à integridade do paciente.
TRATAMENTO DE RADIOTERAPIA EM PACIENTES ONCOLÓGICOSConhecer o tratamento radioterápico e seu efeitoA prevenção das complicações é importante e para minimizar esses efeitos o enfermeiro possui um papel importantíssimo em todo o tratamento, através das consultas de enfermagem e da prática correta do processo de enfermagem no ambulatório de radioterapia, pois, as presenças dessas complicações podem interromper o tratamento diminuindo a qualidade de vida do paciente oncológico.
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E CONTROLE DA MUCOSITE ORAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À QUIMIOTERAPIA: uma revisão de literaturaEvidenciar as principais intervenções realizadas no âmbito da prevenção e controle da mucosite abordando o papel da Enfermagem nas açõesA presente revisão revelou diversos meios comprovadamente eficientes na prevenção e no tratamento da mucosite, ademais apontou a Enfermagem como a profissão que possui papel central nesta empreitada, que ao coordenar com grande competência as ações implicadas na prevenção e tratamento da mucosite, contribui efetivamente na adesão terapêutica antineoplásica, elevação da qualidade de vida dos pacientes e contribui para a diminuição de custos com internamentos prolongados e gastos adicionais com medicamentos e procedimentos
Assistência de enfermagem a pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapiaElaborar os principais diagnósticos e as intervenções de enfermagem relacionados às complicações da radioterapia em pacientes com câncer de cabeça e pescoço.Esse estudo contribuiu na organização da assistência de enfermagem através do uso de uma terminologia uniformizada para diagnósticos e intervenções de enfermagem que embasam a consulta de enfermagem no setor de radioterapia
Utilização do Laser de Baixa Intensidade (LBI) pelo enfermeiro.Parecer acerca da utilização do LBIA realização do procedimento com LBI poderá ser executada pelo Enfermeiro, no contexto de uma abordagem multiprofissional, desde que capacitado em cursos específicos, reconhecidos e em instituições regulamentadas
Protocolo de Atendimento para Pacientes em Tratamento QuimioterápicoElaborar um protocolo de atendimento à pessoa em tratamento quimioterápico, tendo em visa os efeitos adversos da medicação; construir afirmativas de diagnósticos de enfermagem baseadas nos efeitos adversos e elaborar intervenções para pacientes em tratamento quimioterápicoA aplicação do processo de enfermagem facilita o desenvolvimento de um plano de cuidados e sistematiza a assistência de enfermagem. Os diagnósticos de enfermagem construídos e as respectivas intervenções favorecem uma melhora da avaliação e, consequentemente, da assistência aos pacientes em tratamento quimioterápico.
Caracterização do paciente com mucosite oral induzida por quimioterapiaCaracterizar o paciente oncológico com mucosite oral atendido em um serviço de saúde privadoO estudo possibilitou o alcance de seus objetivos que buscaram caracterizar a mucosite oral nos pacientes em tratamento oncológico e conhecer e discutir as implicações para a assistência de enfermagem. Assim, aspirou-se dar ênfase aos fatores que cercam a mucosite oral, uma afecção comum durante o tratamento de pacientes oncológicos, mas que ainda não recebe a devida atenção.
Prevenção e Tratamento da Mucosite OralIdentificar as evidências sobre as ações de prevenção e tratamento para mucosite oral induzida por quimioterapia e radioterapia a fim de subsidiar o cuidado de enfermagem.Os enfermeiros podem e devem estar envolvidos no planejamento e desenvolvimento de protocolos de cuidados orais; de avaliação do paciente com mucosite oral; e ainda utilizar as escalas de mensuração do grau de comprometimento da cavidade oral oriundo da mucosite, para acompanhamento e implantação de condutas antes e durante o tratamento.
Estomatotoxicidade da Quimioterapia e seu Impacto na Qualidade de Vida de Pacientes do Serviço de Onco-Hematologia do HU/UFSCEstudar a estomatotoxicidade da quimioterapia em pacientes do Serviço de Onco-Hematologia do HU/UFSC e seu impacto na qualidade de vida.Verificou-se o impacto da estomatotoxicidade na qualidade de vida, que se mostrou prejudicada nos pacientes que passaram por muitas manifestações bucais. Estes relataram prejuízos na alimentação, na fala, no convívio social e no estado emocional, interferindo no bom andamento da quimioterapia.

Os autores (2017)

Os demais artigos apenas descrevem os conceitos da mucosite e laserterapia, bem como as fisiopatologias e só reforçam, de forma sucinta, a utilização da laserterapia associada à outros componentes, como a crioterapia, uma boa higiene bucal, soluções anti-mucosite, dentre outros.

CoNSIDERAÇÕES FINAIS

Foram analisados diversos artigos sobre mucosite oral e laser de baixa potência durante o tratamento oncológico e suas consequências, em busca de métodos de tratamento e prevenção. De acordo com a análise muitos artifícios são utilizados, mas poucos apresentam eficácia comprovada cientificamente, como uso de medicamentos, crioterapia, dentre outros. Porém, a laserterapia tem sido destaque e vem sendo utilizada cada vez mais na prevenção e remissão da MO.

Apesar ainda de ter um número reduzido de estudos e da metodologia empregada para utilização do laser ser diversificada, pode-se observar uma melhor qualidade de vida dos pacientes tratados com a laserterapia, em relação àqueles que não são. No entanto, uma vez que este tipo de tratamento requer equipamento dispendioso e operadores especializados, a sua utilização é muitas vezes restrita a um número limitado de pessoas. Mas o custo para a compra de um aparelho de laser torna-se ínfimo em face da redução da morbidade dos pacientes. Em alguns casos, os planos de saúde já oferecem cobertura para o tratamento, o que se observa a comprovação da eficácia deste tratamento. Dessa forma, a utilização do laser de baixa potência em pacientes oncológicos para prevenção e controle da MO é definido com uma escolha viável e que não apresenta quaisquer efeitos colaterais, se utilizado de maneira adequada.

Pelos dados analisados, pode-se reconhecer que a afecção pela mucosite oral tem uma inegável relevância como fator impactante na qualidade de vida do paciente oncológico. Desta forma, o primeiro passo para se estabelecer uma assistência satisfatória que gere, de fato, benefícios para o paciente é traçar resultados e indicadores reais, que possam nortear a prática diária do enfermeiro frente aos casos da mucosite e que exponham a gravidade da problemática.

Estudos mostram que ainda há uma carência de intervenções de enfermagem voltadas ao paciente oncológico com mucosite oral, muitas vezes limitadas apenas a cuidados paliativos. É importante a atuação do enfermeiro de uma forma mais sistemática e científica, promovendo uma assistência que gere, de fato, benefícios e qualidade de vida aos seus pacientes. Nesse contexto, é fundamental que o enfermeiro invista em conhecimento e capacitação para atuar com a laserterapia, abrindo novos caminhos para uma assistência inovadora e de qualidade.

Referências

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