A INFLUÊNCIA DA LINGUAGEM VIRTUAL UTILIZADA NAS MÍDIAS SOCIAIS, NA ESCRITA FORMAL DOS ADOLESCENTES

UNIVERSIDADE PAULISTA

A INFLUÊNCIA DA LINGUAGEM VIRTUAL UTILIZADA NAS MÍDIAS SOCIAIS, NA ESCRITA FORMAL DOS ADOLESCENTES

Mariane Gisele Bergmann 1320607

Marilei Reginatto 1323346

Resumo

Como toda grande revolução, a revolução tecnológica acarretou grandes transformações nos mais diversos setores sociais, e um dos mais significativos diz respeito as relações comunicacionais, a qual passou a exigir uma rapidez e dinamismo cada vez maiores dentro de suas conversações, desenvolvendo uma linguagem própria, conhecida como linguagem virtual. Esta nova linguagem tomou maiores proporções a partir do surgimento das redes sociais no ambiente virtual, as quais apresentam em suas plataformas de conversação e murais de postagens, os maiores espaços de utilização da linguagem virtual. Tendo em vista que os adolescentes apresentam-se como o público majoritário dessas plataformas, e encontram-se em uma fase determinante para a construção do conhecimento, surge então, uma preocupação maior com este grupo. A partir desta afirmação, este trabalho apresenta-se como uma tentativa de verificar se há de fato uma influência da linguagem virtual sobre a escrita formal dos adolescentes e para se obter este esclarecimento foi realizado uma pesquisa com alunos do final do ensino fundamental e início do ensino médio, por meio da aplicação de um questionário, contendo perguntas relacionadas ao tema proposto. Todo o caminho percorrido durante a referida pesquisa, está detalhada no decorrer deste trabalho, o qual inicia sua apresentação na introdução, apresentando a problemática da pesquisa bem como os objetivos a serem obtidos e sua justificativa. O capítulo de Fundamentação Teórica tra todo o arsenal bibliográfico utilizado, arsenal este, apresentado por meio de tópicos pertinentes ao tema escolhido, os quais permitirão um entendimento mais profundo e enriquecido quanto as intenções da pesquisa, passando pelo capítulo de Metodologia, o qual traça todo o caminho percorrido e recursos utilizados para se chegar aos resultados finais da pesquisa , e seguida, apresenta-se o capítulo referente a Argumentação e Discussão, onde é exposto todos os resultados obtidos através do percurso apresentado no capítulo anterior, resultados estes, que são apresentados sob a forma de tabelas e gráficos os quais são analisados e discutidos no decorrer do capítulo, e por fim é apresentada uma conclusão acerca de toda a pesquisa, relacionando suas intensões iniciais com os resultados realmente encontrados e possibilidades futuras para o tema escolhido.

Palavras-chave: Linguagem Virtual. Redes Sociais. Adolescentes. Escrita Formal.

Abstract

As every great revolution, the technological revolution brought great changes in the most diverse social sectors, and one of the most significant concerns the communicational relations, which has required a quickness and dynamism increasing in conversations, developing its own language, known as virtual language. This new language took larger proportions since the advent of social networking in the virtual environment, which have in their conversation platforms and murals posts, the larger spaces for the use of virtual language. Considering that adolescents are presented as the majority public platforms, and are in a decisive phase for the construction of knowledge, then comes a greater concern with this group. From this statement, this work is presented as an attempt to check if there is indeed an influence of virtual language on the formal writing of adolescents and to get this clarification was carried out a research with the end of elementary school students and early high school student, through the application of a questionnaire with questions related to the proposed theme. The entire path taken during that research is detailed in this paper, which begins its presentation in the introduction, presenting the research problem and the objectives to be achieved and their justification. The Theoretical Foundation chapter brings all the bibliographic arsenal used, presented through topics pertinent to the chosen theme, which will allow a deeper understanding as the intentions of research, through the methodology chapter, which traces the entire journey and resources used to reach the final search results, and then presents the chapter on Argumentation and talk, where it is exposed all the results obtained by the route displayed in the previous chapter, results of these, which are presented in the form of tables and graphics which are analyzed and discussed in the course of the chapter, and finally presents a conclusion about all the research, relating his initial intentions with the results actually found and future possibilities for the chosen topic.

Palavras-chave: Virtual language. Social networks. Teenagers. Formal writing.

Introdução

Ao longo do tempo a língua portuguesa passou por inúmeras transformações para adaptar-se aos diferentes contextos e mudanças de cada época e seus respectivos grupos sociais. Durante a história, alguns eventos foram responsáveis por essas transformações, e um dos mais significativos foi sem dúvida, o surgimento da internet, que além de transformar por completo o conceito de interação, trouxe consigo uma linguagem própria.

Esta nova forma de se comunicar, conhecida como linguagem virtual é muito utilizada por usuários no meio virtual e com maior frequência nas redes sociais em conversas e postagens, o seu uso pode ser explicado se considerarmos a configuração do mundo atual, onde as ações humanas acontecem de forma muito rápida e exigem uma reação igualmente instantânea, sem falar no dinamismo que proporciona aos seus usuários. No entanto, sua utilização deve restringir-se ao espaço virtual, com o risco de comprometer o uso da escrita formal.

Analisando a sociedade como um todo, percebe-se que há uma dificuldade generalizada quanto a utilização da língua portuguesa, e o que se questiona é se o idioma é realmente um dos mais difíceis de ser aprendido, ou se falta interesse por parte dos seus falantes em realmente conhecer melhor a própria língua.

Título

Agora voltando-nos especificamente para os adolescentes, percebeu-se a partir da realização do estágio curricular onde se pôde vivenciar diariamente a rotina de aulas de português e o comportamento de cada aluno tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio nestas aulas, que estes apresentam uma enorme dificuldade, um certo desconhecimento e muitas vezes um desinteresse em aprender as regras básicas do uso formal da língua portuguesa e a utilização adequada de cada uma de suas formas permitidas, desconhecimento este, refletido em trabalhos realizados nas aulas de português e também visualizados diariamente em postagens e chats nas mídias sociais.

Este trabalho surge então, sabendo que o comprometimento na aprendizagem do adolescente é resultado de diversos fatores, mas que verificar o uso da linguagem virtual e sua provável interferência no aprendizado da escrita formal do adolescente, apresenta-se como uma possibilidade para possíveis alternativas na utilização adequada de cada forma permitida pela língua portuguesa e em seus respectivos contextos, apresentando então como objetivo geral, a investigação do uso da linguagem virtual utilizada pelos adolescentes para interagir e se expressar nas mídias sociais e a sua possível influência no aprendizado da escrita formal dos mesmos, já como objetivos específicos o presente trabalho apresenta as seguintes pontuações: ilustrar as principais diferenças entre a linguagem virtual e a linguagem formal, verificar se há de fato relação entre a dificuldade apresentada pelos adolescentes na utilização da escrita formal com o uso da linguagem virtual, e traçar possibilidades para aliar o uso de tecnologia com métodos tradicionais no ensino do uso da linguagem formal.

Como justificativa, pode-se apresentar de forma mais efetiva a formação dos contextos atuais nos quais a língua em sua forma escrita está inserida, através dos quais fica evidente que a invasão tecnológica e com maior evidência nas redes sociais proporcionou um avanço nas relações comunicativas e como já foi citado, criou uma linguagem própria tornando impossível desvincular tecnologia do processo de ensino aprendizagem, sendo fundamental voltar-se com um olhar diferenciado para os adolescentes, uma vez que estes em breve serão os novos adultos e conduzirão os caminhos da sociedade, e afinal de contas, ensinar a escrever corretamente não é apenas um item obrigatório no ensino da língua portuguesa, mas sim, uma possibilidade de estimular o aluno a partir da escrita para que este se torne um ser mais crítico e preparado a fim de que não se deixe a língua portuguesa se desconstruir.

Sendo assim, se faz necessário uma investigação para identificar até que ponto o uso da linguagem virtual tem influenciado nessa desconstrução do nosso idioma.

Fundamentação teórica

Surgimento da escrita

A evolução da escrita não aconteceu seguindo o modelo de uma única comunidade, vários povos em momentos próximos da história foram desenvolvendo cada um de acordo com suas características e necessidades sistemas de representações gráficas (SOUZA, 2015).


A escrita faz de tal modo parte da nossa civilização que poderia servir de definição dela própria. A história da humanidade se divide em duas imensas eras: antes e a partir da escrita. (…) Vivemos os séculos da civilização da escrita. Todas as nossas sociedades baseiam-se sobre o escrito. A lei escrita substitui a lei oral, o contrato escrito substituiu a convenção verbal, a religião escrita se seguiu à tradição lendária. E, sobretudo não existe história que não se funde sobre textos (HIGOUNET2003).


A primeira manifestação do que conhecemos hoje como escrita, surgiu em torno de 4.000 A.C, na região da Mesopotâmia e segundo SOUZA (2015), aconteciam através de desenhos feitos nas paredes das cavernas pelos homens-pré-históricos com a intenção de transmitir de forma mais simples, mensagens, conceitos ou mesmo alguma necessidade para o seu grupo. Ainda de acordo com SOUZA (2015) esta manifestação através dos símbolos é conhecida pelo nome de pictografia e foi muito utilizada pelas comunidades no início da civilização humana.  

Tempos depois, os egípcios começaram utilizar uma forma de comunicação através de imagens e como afirma HIGOUNET (2003, p. 37) aderiram ao papiro em forma de rolo, além da introdução de tinta e ilustrações como um complemento da explicação, apresentando duas formas de escrita: os hieróglifos (figuras entalhadas sagradas), e a escrita hierática que apresentava uma forma mais fácil e corrente, o que permitia uma escrita consequentemente mais rápida. Desta forma como ainda destaca HIGOUNET (2003), os egípcios se tornaram possivelmente os responsáveis por introduzir a primeira redefinição no suporte e nas formas da escrita se comparado ao processo cuneiforme utilizado anteriormente pelos sumérios.

Ao passo em que a escrita ia sendo introduzida e aperfeiçoada nas comunidades ao redor do mundo a necessidade de simplificar os símbolos para uma melhor comunicação entre cada uma delas crescia, surgindo assim, os primeiros alfabetos (SOUZA, 2015).

Segundo HIGOUNET (2003, p. 59) “o alfabeto pode ser definido como um sistema de sinais que exprimem os sons elementares da linguagem”.

Uma primeira representação do alfabeto, foi criado na região da Fenícia e era composto por 22 letras as quais representavam um som diferente, sendo desenvolvido a partir da necessidade comercial da região, tornando-se séculos mais tarde a principal referência para os moldes de escrita das civilizações clássicas como os gregos e romanos (FERNANDES, 2016).

Anos mais tarde os gregos então, fizeram uma grande contribuição no aperfeiçoamento da escrita através da introdução das vogais no sistema alfabético assim como os romanos que séculos mais tarde a essa inclusão, desenvolveram a partir de uma grande influência dos etruscos formas mais claras para esse sistema alfabético, utilizado por diversas nações no mundo ocidental contemporâneo, conforme pontua SOUZA (2015). A contribuição destes dois povos influiu grande representatividade na formação da escrita e do alfabeto atual.

O Início da Escrita Formal

A escrita formal se inicia a partir dos primeiros estudos linguísticos que surgiram na Grécia no século V A.C, vinculado ao ramo da filosofia, e aprimorados mais tarde pelos romanos e sequencialmente por diversos gramáticos, que definiram então, uma “gramática tradicional” (LOBATO, 1986).

O estudo dessa gramática na Grécia pode ser dividia em três fases, como explica ANDRADE (2014) , segundo ele, a primeira iniciou com os filósofos pré-socráticos seguidos pelos primeiros retóricos além de Aristóteles, Platão e Sócrates, já a segunda fase é referenciada aos estoicos e a terceira, aos Alexandrinos.

Na primeira fase o estudo da linguística não era considerado isolado, ele encontrava-se vinculado à todas as obras escritas pelos pensadores desse período, Platão por exemplo, escreveu a importante obra (Crátilo) e nela, o filósofo se volta para a discussão sobre a linguística, apresentando questões sobre sua origem e debatendo a controvérsia que havia entre naturalistas e convencionalistas levantando um questionamento sobre existir ou não uma relação natural entre o significado da palavra e sua forma (ANDRADE, 2014).

Com relação a controvérsia naturalista e convencionalista, ela explica-se da seguinte forma:

Os que defendiam o naturalismo acreditavam na relação entre os objetos expressos e a língua, e não na capacidade natural do homem de criar uma própria, pois para eles, desta segunda forma a língua seria artificial, já os convencionalistas como já havia sugerido Parmênides de Eleia (filósofo grego natural de Eleia) quando diz que as palavras são etiquetas das coisas ilusórias, demonstrando aí seu posicionamento com relação à teoria do conhecimento humano, acreditavam como o filósofo que devia-se considerar ilusórias as variações numéricas e qualitativas, uma vez que Parmênides entendia também, que o homem é uno e imutável, características que podem ser demonstradas pela inteligência (BRANDÃO, 2015).

A disputa entre os dois grupos como afirma ainda ANDRADE (2014) , se estendeu por séculos, evoluindo, tempos depois, a partir do século II A.C. para o questionamento sobre até que ponto a língua pode ser considerada regular.

A palavra grega regularidade significa “analogia e já irregularidade quer dizer “anomalia”, criando-se então, uma nova disputa entre analogistas e anomalistas, os primeiros desenvolveram modelos de classificação para as palavras regulares nascendo assim o termo paradigma introduzido à gramática (ANDRADE, 2014).

Essas disputas seguiram, e ainda de acordo com ANDRADE (2014) , foi também com Platão que surge a diferenciação de fato entre substantivo e verbo, de acordo com o filósofo, os substantivos agiam como sujeitos de um predicado, enquanto os verbos foram definidos como termos que expressam a ação ou afirmam uma qualidade na oração. Essas definições foram criadas sob pensamentos lógicos, uma vez que suas definições apresentam as seguintes informações: Sujeito é aquele do qual se afirma, atributo é o que se afirma e verbo é por sua vez a ligação entre ambos.

Já Aristóteles, ainda segundo ANDRADE (2014) , defende em sua obra Retórica e Lógica o pensamento linguista, cabe a esse filósofo a criação das “categorias de pensamentos” conhecidas também como categorias aristotélicas que deram origem às partes do discurso e mais tarde tornaram-se categorias gramaticais, sendo tempos depois finalmente definidas como classes de palavras, as quais apresentam-se da seguinte forma: substância/substantivo, ação/verbo, relação/conjunção.

Seguindo os estudos da linguagem tradicional, foi somente a partir da segunda fase, com os estoicos que a língua passou a ser estudada de forma independente em cada obra. De acordo com esse grupo, os estudos linguísticos eram partes da filosofia e sua base de pesquisa estava acima dos estudos gramaticais como os filósofos anteriores, eles consideravam características como a expressão do pensamento e do sentimento, desenvolvendo critérios característicos da gramática utilizada hoje, o critério semântico, sintático e o morfológico como pontua ANDRADE (2014). Essa característica dos estoicos foi compartilhada com os filósofos anteriores, uma vez que todos faziam pesquisas baseados na filosofia ou na lógica.

Já na terceira fase, referenciada aos alexandrinos, pensadores que viviam nas colônias de Alexandria, o estudo da gramática diferentemente dos estudiosos dos dois períodos anteriores que pesquisavam sob bases lógicas e filosóficas respectivamente, era feito baseado na construção literária, essa fase foi marcada por duas contribuições importantes para a formação da gramática.

Como destaca ANDRADE (2014) a primeira foi o desejo de tornar acessível as obras de Homero aos contemporâneos, o segundo foi a preocupação com o “uso correto” da língua, a fim de manter vivo a linguagem grega clássica, e foi neste período, no ano III A.C, que os alexandrinos codificaram a gramática tradicional do grego, a partir da escrita de glossários que permitiam facilitar o entendimento de obras clássicas como do já citado, Homero, uma vez que a língua já se apresentava bastante diferente.

A criação dessas primeiras gramáticas ainda incompletas, serviram como base para que os estudo da língua e consequentemente da escrita tradicional que seguiu ao longo da história, fossem aperfeiçoados até chegar à gramática conhecida hoje.

Início dos Estudos Sobre Variação Linguística: Influência de Ferdinand de Saussure 

“O tempo altera todas as coisas; não há razão para que a língua escape a esta lei universal” (SAUSSURE, 1996/1997).

A partir desta afirmação de Saussure, inicia-se uma reflexão sobre os parâmetros gramaticais da língua, os quais foram transformados a partir de sua contribuição. No entanto é importante destacar primeiramente, a opinião de MARCUSCHI (2005, p. 17)o qual afirma que a modalidade oral não pode ser considerada superior à modalidade escrita da língua, ressaltando ainda, que há uma visão errônea com relação ao conceito de que a escrita é uma derivação da oralidade. Entretanto, MARCUSCHI (2005, p. 18) destaca também que Heath (1983) apresentou em seu estudo sobre eventos de letramento a possibilidade de mesclar a língua oral e escrita em determinadas atividades.

Partindo então, deste entendimento, de que oralidade e escrita apresentam características próprias, mas que em determinados momentos podem apresentar uma mistura, a linguagem virtual apresenta-se como uma representação desta união, pois tem em sua estrutura características de ambas as modalidades da língua, tendo como objetivo representar expressões que somente são possíveis em uma conversação oral, justificando então, a importância de se refletir sobre as variações linguísticas que surgiram a partir dos estudos de Ferdinand de Saussure, o qual influenciou de forma significativa a língua, inclusive a utilizada hoje.

O estudo sobre as diferentes possibilidades de uso da língua existe desde o início de sua formação, no entanto foi no século XIX que se inicia um estudo mais intimista e prospero da linguística. De acordo com BORGES NETO (2004), anterior a este século, a configuração de linguística estava dividida entre as concepções nocional e filológica, a primeira tinha como seus maiores representantes Platão e Aristóteles e voltava seu estudo para a relação entre som e sentido, ignorando qualquer tipo de variação linguística, já a concepção filológica, representada principalmente pelos gramáticos alexandrinos, não ignorava a variação linguística, mas a apresentava como um desvio, demonstrando, possivelmente, a primeira perspectiva normativa/prescritiva dos estudos da linguagem. Ainda segundo BORGES NETO (2004) é possivelmente essa perspectiva que dá origem aos estudos de correto e incorreto na gramática.

Foi então, a partir do impulso do final do século XIX com os estudos dos considerados neogramáticos que se iniciou os estudos de Ferdinand de Saussure.

Para FARACO (2005, p. 34) este grupo se apresentava como:

O questionamento dos pressupostos tradicionais da prática histórico-comparativa (principalmente seu descritivismo) e o estabelecimento de uma orientação metodológica e de um conjunto de postulados teóricos para a interpretação da mudança linguística. 

O linguista suíço, era pertencente a este grupo e foi o maior responsável no reconhecimento da linguística como ciência autônoma, criando inclusive, o Curso de Linguística Geral em 1916 já no século XX. Segundo LYONS (1979, p. 38) todas as escolas linguísticas que conhecemos, sofreram interferência de forma direta ou indireta do Cours de Saussure.

Foi ainda a partir das pesquisas de Saussure que os estudos da linguagem passaram a ser mais unificados, uma vez que antes de sua contribuição eram realizados de forma assistemáticas e irregulares, pautados nas características e necessidades de cada povo. Sobre esta afirmação, WEEDWOOD (2002, p. 22) destaca:

No plano geográfico, é vão tentar ligar todas as tradições linguísticas numa única sequência cronológica, saltando da Índia à China, à Grécia e a Roma, aos povos semíticos e de volta ao Ocidente. Cada tradição tem sua própria história e só pode ser explicada à luz de sua própria cultura e de seus modos de pensamento. Cada uma tem sua contribuição particular a dar à percepção humana da linguagem.

Saussure, dentre suas tantas investigações, buscou compreender as variações linguísticas a partir da formação cultural do indivíduo utilizando o método sincrônico para estimular o estudo da língua de forma mais profunda e pautada na realidade da linguística. Para melhor definir os estudos linguísticos, ele os divide em dois campos, o sincrônico já mencionado e o diacrônico. Sobre esta afirmação, destaca: 

[…] cada língua constitui praticamente uma unidade de estudo e nos obriga, pela força das coisas, a considerá-la ora estática ora historicamente. Apesar de tudo, não se deve esquecer que, em teoria, tal unidade é superficial, ao passo que a disparidade dos idiomas oculta uma unidade profunda. Ainda que no estudo de uma língua a observação se aplique ora a um aspecto ora a outro, é absolutamente necessário situar cada fato em sua esfera e não confundir os métodos (SAUSSURE, 1995, p. 116).

Segundo FARACO (2005, p. 155), Saussure fixou, em seu projeto teórico, uma rígida separação metodológica entre o estudo dos estados de língua (sincronia) e o estudo da mudança linguística (diacronia), além de também estabelecer a precedência do estudo sincrônico sobre o diacrônico”. Essas orientações tiveram um forte impacto sobre os passos seguidos pela linguística do século XX, fato que o tornou o grande linguista da gramática estrutural, permitindo que outras possibilidades de utilização da língua fossem investigadas, abrindo portas para o futuro da linguagem conhecida hoje.

 O Surgimento e a Evolução Da Escrita Virtual

A revolução tecnológica que se instalou em todo o mundo modificou a maneira de viver e agir do indivíduo, principalmente no que diz respeito à área da comunicação, que impulsionada por essas transformações desenvolveu uma linguagem própria, a qual chamou de linguagem virtual. Sobre essa nova maneira de se comunicar OTHERO (2004, p. 23) destaca que:

Uma nova forma de escrita característica dos tempos digitais foi criada. Frases curtas e expressivas, palavras abreviadas ou modificadas para que sejam escritas no menor tempo possível – afinal, é preciso ser rápido na Internet. Como a conversa é em tempo real e pode se dar com mais de um usuário ao mesmo tempo, é preciso escrever rapidamente.

Esse novo modelo de escrita tornou-se mais popular e usual com o surgimento das redes sociais já que estas representam hoje, o que há de mais atual em termos de comunicação no meio virtual através de suas plataformas de conversação e compartilhamento de informação. Com relação a essas plataformas pode-se destacar a opinião de FREITAS e COSTA (2006, p. 46) que afirmam o seguinte:

Não se trata de uma conversação nos moldes tradicionais, ou seja, de uma conversação face a face, mas, como se sabe, de um projeto discursivo que se realiza só e através das ferramentas do computador via canal eletrônico mediado por um software específico. A dimensão temporal desse tipo de interlocução caracteriza-se pela sincronicidade em tempo real aproximando-se de uma conversa telefônica, porém, devido às especificidades do meio que põe os interlocutores em contato, estes devem escrever suas mensagens. 

Ainda sobre a escrita virtual, percebe-se que esta não se trata apenas de uma utilização informal das palavras da língua oficial, ela possui uma variação linguística específica formada por estruturas já estabelecidas. Sendo assim, ganhou o seu próprio nome, o internetês.

Sua formação apresenta o uso de gírias, abreviações e os chamados emoticons, símbolos que segundo PEREIRA e MOURA (2005, p. 76) são utilizados pelos internautas através de teclas de parênteses, dois pontos, ponto e vírgula, colchetes dentre outros, para formar expressões de sentimento como alegria, tristeza, abraço e outros tantos a fim de representar as manifestações que somente são possíveis em uma conversação oral.

A partir do exposto, apresenta-se abaixo, duas tabelas com a representação de alguns dos emoticons mais utilizados nas redes sociais e de abreviações características da linguagem internetês, respectivamente.


EmoticonsEmoticonsOs autores (2016)


Abreviações da língua internetêsAbreviações da língua internetêsCavalcante (2013)

De forma conclusiva, pode-se afirmar que a linguagem virtual é uma característica da geração tecnológica, não cabendo um julgamento a esta prática, mas sim um estudo sobre ela, a fim de que esta possibilidade de escrita se restrinja ao meio virtual, não oferecendo perigo à escrita formal, principalmente entre os adolescentes, detentores do maior índice de utilização deste formato de escrita. 

O Surgimento e a Evolução Das Redes Sociais

Quando falamos em redes sociais logo nos vem à mente a palavra internet, no entanto o seu conceito é bem mais antigo. Segundo SANTOS (2011), no início da civilização humana quando os homens se reuniam em torno de uma fogueira para compartilhar suas histórias, já se manifestava o desejo e a necessidade de interagir e compartilhar informações e interesses com os demais.  

As redes sociais são uma forma complexa de relacionamento entre indivíduos, grupos ou organizações agrupados em torno de valores, crenças ou interesses comuns. O desenvolvimento das redes sociais ocorre a partir da interação e comunicação entre os participantes da rede, o que a configura como uma construção social (TOMAÉL, 2007).

Essa necessidade foi crescendo junto com a evolução humana e criando em cada época maneiras diferentes de aproximar os indivíduos. Nos dias atuais, por exemplo, onde o mundo se vê imerso à internet, essa interação social ganhou o formato virtual com características próprias da fase atual chamadas então, de redes sociais Esse novo formato de comunicação, através da web, começou a ganhar maiores proporções a partir da década de 1990 com surgimento da internet, tendo como uma das primeiras manifestações dessa transformação, o e-mail (SANTOS, 2011).

De acordo com a informação de KARASINSKI (2009) o e-mail foi criado em 1971 pelo programador norte americano Ray Tomlinson, e era inicialmente um aplicativo chamado SNDMSG que continha apenas 200 linhas de códigos para troca de mensagens simples entre usuários utilizando o mesmo computador. Com o passar dos anos foi aperfeiçoado e na década de 1990 ganhou um grande espaço entre os usuários da internet tornando-se a principal ferramenta de comunicação virtual na época.

Ao passo em que a internet aperfeiçoava-se e espalhava-se pelo mundo, as redes sociais foram ganhando espaço. Ainda nos anos 1990, outros aplicativos se destacaram como o ClassMates, criado em 1995 e apresentando-se como a primeira rede social na internet, pois utilizava o espaço virtual para integrar relações iniciadas no ambiente real através de um serviço até então pago, outro exemplo, foi o AOL Instant Messenger que foi o primeiro programa a permitir o envio de mensagens instantâneas e tendo seu acesso restrito aos assinantes do provedor (SANTOS, 2011). Este aplicativo foi um precursor de programas de mensagens instantâneas que surgiriam mais tarde.

Apesar de um início surpreendente no que diz respeito às redes sociais na década de 1990, foi nos anos 2000 que essas ferramentas ganharam de vez seu espaço na vida das pessoas, apresentando ao mundo muitas das redes sociais que conhecemos e utilizamos hoje.

Dentre as mais conhecidas e criadas nos anos 2000 está o extinto Orkut, que surgiu em 2004, e de acordo com SANTOS (2011), foi criado pelo engenheiro e funcionário do Google, Orkut Büyükkokten, e tinha inicialmente a proposta de proporcionar aos usuários apenas dos Estados Unidos a criação de novas amizades, no entanto a rede social se tornou sucesso em diversos países, dentre eles o Brasil e se tornou uma febre durante os anos 2000. Entretanto, perdeu forças com o surgimento de outras redes sociais sendo desativado em 30 de junho de 2014.

O Facebook, outra importante rede social também foi criado em 2004. Seus criadores Mark Zukemberg, Dustin Moskovitz, e Chris Hughes, estudantes de Harvard, o desenvolveram com o objetivo de proporcionar inicialmente apenas aos estudantes da sua Universidade um ambiente no qual as pessoas pudessem se encontrar e manter contato a partir de publicações e fotografias. Em 2006, o Facebook autorizou a entrada na sua plataforma de alunos secundários e funcionários de outras empresas (SANTANA, 2011). Em pouco tempo popularizou-se em todo o mundo desbancando inclusive o orkut e tornando-se a rede social mais utilizada atualmente.

Outra rede social que surgiu nos anos 2000, mais precisamente em 2006, foi o twitter, um microblog lançado para enviar mensagens em tempo real, e como afirma SANTOS (2011) foi desenvolvido com uma característica muito diferente das demais redes sociais da época, possuía apenas 140 caracteres para realizar uma publicação, passando alguns anos despercebido, ficando atrás do orkut até 2008, no entanto, a partir do ano seguinte, começou a conquistar cada vez mais usuários e tornou-se hoje uma das redes sociais mais importantes do mundo.

Já o whatsapp, a mais nova das plataformas apresentadas, foi criado em 2009 pelo americano Brian Acton e pelo ucraniano Jan Koum. De acordo com O Globo (2014) , após comprar um iphone Jan, deu-se conta que o universo dos aplicativos estava a ponto de explodir, começando então a desenvolver um app móvel, sendo a partir de diálogos com os amigos sobre as funcionalidades que o aplicativo teria que ele foi tomando forma.

Sua primeira versão travava muito, mas foi sendo melhorado por Jan Koum e sua equipe de ajuda, a partir da sua segunda versão, tornando-se hoje, um dos maiores virais no ambiente virtual, principalmente no que diz respeito a aplicativos de mensagens instantâneas.

No Brasil hoje, segundo a empresa GlobalWebIndex, cerca 47% das pessoas possuem contas em redes sociais, e entre as mais acessadas em primeiro lugar aparece o Facebook com 25% dos acessos, logo em seguida vem o whatasapp com 24% e na terceira posição o facebook destaca-se novamente com o seu aplicativo facebook Messenger, utilizado por 22% dos usuários para enviar mensagens instantâneas (PIMENTEL, 2016).

Metodologia

Sobre o conceito de metodologia LAKATOS e MARCONI (2001, p. 83) apresentam a seguinte definição “O conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros – traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões.”

A partir desta afirmação, apresenta-se a seguir o processo metodológico pelo qual a pesquisa passou até chegar aos resultados que serão posteriormente apresentados e analisados. 

A presente pesquisa foi então, realizada em uma escola da rede estadual de ensino, localizada na zona urbana de uma cidade de pequeno porte do estado de Santa Catarina, foram entrevistados 40 alunos, sendo 24 estudantes do 8º ano do ensino fundamental e 16 estudantes do 1º ano do ensino médio, correspondentes aos alunos presentes na sala de aula no momento da pesquisa.  

A escolha por estas duas turmas se deu devido à intenção de abranger os níveis de ensino fundamental e médio a fim de atingir uma faixa etária mista e não sequenciada, já que durante o estágio curricular foi percebido uma dificuldade na utilização da escrita formal por turmas dos dois níveis de ensino, outro fator que influenciou nesta escolha foi a disponibilidade apresentada pela escola.

Quanto à escolha dos métodos adequados para a obtenção dos dados, estes foram definidos após a realização de uma pesquisa bibliográfica básica a qual oportunizou compreender as diferentes possibilidades para coleta e análise de informações e definir a melhor abordagem para a pesquisa em questão.

A partir então das informações bibliográficas foi definida a utilização da pesquisa quantitativa, para a qual MICHEL (2005) apresenta a seguinte definição:

A pesquisa quantitativa é um método de pesquisa social que utiliza a quantificação nas modalidades de coleta de informações e no seu tratamento, mediante técnicas estatísticas, tais como percentual, média, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, entre outros.

Com base no conceito quantitativo, foi optado pela aplicação de um questionário como a melhor forma para coletar as informações consideradas fundamentais e necessárias para obtenção de resultados contundentes. De acordo com GIL (1999, p. 128), um questionário pode ser definido como uma técnica de investigação composta por um número considerável de questões as quais são apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo adquirir o conhecimento acerca de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas dentre outros.

O questionário aplicado foi composto por 10 perguntas sendo 09 fechadas divididas entre alternativas binárias e escalonadas e uma pergunta mista com opção de resposta fechada e aberta. Para a aplicação do questionário foram utilizados cerca de 30 minutos em cada uma das salas, onde dentro deste período ocorreu a apresentação da proposta de pesquisa, a orientação quanto ao preenchimento correto das perguntas e a realização do preenchimento do questionário pelos alunos.

As perguntas apresentaram temas relacionados ao acesso à internet, tempo, frequência e preferência na utilização de redes sociais, utilização da linguagem virtual dentro e fora do ambiente virtual, auxílio de corretores ortográficos, diferenciação entre linguagem virtual e formal e dificuldade na utilização da escrita formal.

Os temas transformados em perguntas no questionário, foram levantados a partir de todo o percurso realizado ao longo do processo de escolha do tema da pesquisa, onde tentou-se elaborar perguntas coerentes e objetivas levando em conta a intenção inicial da pesquisa que é verificar se há influência da linguagem virtual na escrita formal dos adolescentes.

Os resultados encontrados a partir do questionário, foram transformados em tabelas e gráficos para a melhor representação das informações encontradas, sendo analisados e apresentados no capítulo seguinte referente a Argumentação e Discussão dos dados.

ARGUMENTAÇÃO E DISCUSSÃO

A seguir serão apresentados os resultados obtidos na aplicação do questionário já mencionado, através de quadros e gráficos, os quais serão analisados individualmente propiciando através das argumentações e discussão realizadas em cada uma das amostras chegar a respostas sobre os questionamentos levantados no início do referido trabalho.

A pesquisa realizada na escola da rede estadual foi aplicada nas turmas de 8º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio totalizando 40 estudantes sendo dividida de acordo com as informações do quadro e gráfico abaixo:  

Quantidade de alunosQuantidade de alunosOs autores (2016).

Através do quadro 03, contata-se que dos 24 alunos do 8º ano, 15 eram do sexo feminino e 09 do sexo masculino, já entre os 16 estudantes do 1º ano, 08 deles eram do sexo feminino e 08 do sexo másculo, totalizando assim os quarenta estudantes envolvidos na pesquisa.

Quantidade de alunosQuantidade de alunosOs autores (2016)

Quanto a porcentagem de alunos de cada série, o gráfico 01, mostra que 60% dos participantes pertenciam ao 8º ano e 40% ao 1º ano.

 Com relação as perguntas apresentadas no questionário estas encontram-se relacionadas ao acesso à internet, tempo, frequência e preferência na utilização de redes sociais, utilização da linguagem virtual dentro e fora do ambiente virtual, auxílio de corretores ortográficos, diferenciação entre linguagem virtual e formal e dificuldade na utilização da escrita formal. As informações obtidas sobre cada uma delas encontram-se nos quadros e gráficos a seguir.

Acesso à InternetAcesso à InternetOs autores (2016)

De acordo com o quadro 04, dos 40 alunos pesquisados, 38 possuem acesso à internet e apenas 02 não, este fato se confirma por meio do gráfico 02, o qual mostra que 95% dos jovens em questão utilizam internet contra 5% que não tem acesso à rede.

Acesso à InternetAcesso à InternetOs autores (2016)

Esses dados confirmam uma das colocações pontuadas nesta pesquisa, a de que a revolução tecnológica ganhou um grande espaço no cotidiano das pessoas, tornando-se parte de suas vidas.

Aparelhos Utilizados para acessar à internetAparelhos Utilizados para acessar à internetOs autores (2016)

Com relação aos parelhos utilizados para acesso à internet, o quadro 05 revela que a maioria dos alunos, 30 deles, utilizam o celular como meio para acessá-la, 08 estudantes disseram utilizar o computador com maior frequência, nenhum aluno relatou usar tablet e 02 alunos disseram não ter acesso à internet.

Aparelhos Utilizados para acessar à internetAparelhos Utilizados para acessar à internetOs autores (2016)

O gráfico 03 apresenta a porcentagem destes dados, destacando que 75% dos estudantes utilizam o celular, 20% fazem uso do computador mais frequentemente, 0% aderiram ao tablet e 5% dos alunos não possuem acesso à internet.

Esses resultados evidenciam o que foi pontuado sobre a revolução tecnológica, onde se diz que esta, exige uma rapidez e imediatismo nas suas relações comunicacionais, refletindo inclusive, na escolha do aparelho utilizado por seus usuários para este fim, sendo o celular um instrumento portátil, disponível a todo momento.

Redes Sociais Mais UtilizadasRedes Sociais Mais UtilizadasOs autores (2016)

O quadro 06 e o gráfico 04 apresentam respectivamente os resultados obtidos acerca da utilização das redes sociais pelos adolescentes. É importante destacar que foram levadas em conta apenas as três redes sociais mais populares no serviço de mensagem instantânea e postagem de textos.

Redes Sociais Mais UtilizadasRedes Sociais Mais UtilizadasOs autores (2016)

Os resultados mostram então que dos 40 alunos envolvidos, a maioria deles, um total de 24, utilizam com maior frequência o aplicativo whatsapp, 13 estudantes fazem um uso maior da rede social facebook e apenas 01 aluno acessa com maior assiduidade o twitter, e ainda 02 adolescentes não possuem acesso à internet.

Transformados os dados em percentuais, eles se apresentam da seguinte maneira: 60% dos estudantes utilizam mais o whatsapp, 32% o facebook, 3% preferem o twitter e 5% não possuem acesso à internet.

Se comparado tais dados à pesquisa apresentada anteriormente no presente trabalho, a qual traz em primeiro lugar a utilização do facebook e em segundo lugar a do whatsapp pelos brasileiros, percebe-se que os adolescentes entrevistados apresentam uma inversão na utilização justamente dessas duas redes sociais, no entanto, ambas as pesquisas mantem as duas no topo de preferência de seus usuários.

Acesso às redes sociais por semana Acesso às redes sociais por semana Os autores (2016)

O quadro 07 e o gráfico 05, apresentam respectivamente, as informações obtidas quanto a frequência de acesso por semana às redes sociais pelos adolescentes pesquisados. De acordo com os dados expostos no quadro, 34 alunos, a grande maioria deles, utiliza as redes sociais todos os dias, apenas 04 estudantes acessam às redes sociais na frequência de duas a três vezes por semana, nenhum aluno afirmou utilizá-las entre três a cinco vezes por semana ou uma vez por semana, enquanto 02 adolescentes disseram não utilizar redes sociais.

Acesso às redes sociais por semana Acesso às redes sociais por semana Os autores (2016)

O gráfico 5 reforça tais afirmações com os seguintes índices: 85% dos alunos acessam as redes sociais todos os dias, 10% entre duas a três vezes, 0% dos estudantes pesquisados acessam as redes sociais nos períodos entre três e cinco vezes por semana ou uma única vez por semana, e ainda 5% dos pesquisados não utilizam redes sociais.

Esses dados reforçam a afirmação de que a internet vinculou-se ao cotidiano do indivíduo e inda de que os adolescentes são grandes frequentadores destes espaços.

Tempo de acesso das redes sociaisTempo de acesso das redes sociaisOs autores (2016)

Quanto ao tempo de utilização das redes sociais, os alunos responderam da seguinte maneira:

De acordo com o quadro 08, a grande maioria dos alunos, 18 deles, afirmaram que ao acessar as redes sociais geralmente permanecem por mais uma hora conectados, 10 alunos, afirmaram passar entre cinco e quinze minutos conectados, 06 alunos disseram se manter de quinze a trinta minutos on-line, enquanto 02, costumam acessar as redes sociais por apenas cinco minutos e outros 02 as utilizam por um tempo de trinta minutos a uma hora, enquanto também apenas 02 alunos disseram não utilizar redes sociais.

Tempo de acesso das redes sociaisTempo de acesso das redes sociaisOs autores (2016)

O gráfico 06 apresenta os dados em forma de porcentagem, descritos da seguinte forma: 45% dos alunos mantem-se conectados às redes sociais por mais de uma hora, 25% deles permanecem de cinco a quinze minutos, 15% ficam de quinze a trinta minutos on-line, já com relação aos tempos correspondentes a cinco minutos, de trinta minutos a uma hora e o percentual de alunos que não utilizam redes sociais, o índice fica em 5% para todos.

Utilização da Linguagem Virtual nas Redes SociaisUtilização da Linguagem Virtual nas Redes SociaisOs autores (2016)

Quanto a utilização da linguagem virtual nas redes sociais entre os adolescentes pesquisados, os dados apresentados na quadro 09 mostram que 30 estudantes utilizam esta linguagem e 08 não fazem uso dela, apresentando ainda 02 alunos que declararam não utilizar redes sociais. 

Utilização da Linguagem Virtual nas Redes SociaisUtilização da Linguagem Virtual nas Redes SociaisOs autores (2016)

Os dados podem ser são evidenciados no gráfico 07, o qual apresenta uma porcentagem de 75% com relação aos estudantes que utilizam a linguagem virtual para se comunicar e se expressar nas redes sociais contra 20% dos que não utilizam e 5% dos que não que não possuem redes sociais.

Os dados expostos, constatam que a utilização da linguagem virtual é um fato real e presente na vida dos adolescentes.

Utilização da linguagem virtual fora do ambiente virtualUtilização da linguagem virtual fora do ambiente virtualOs autores (2016)

Voltando-se agora para a utilização da linguagem virtual fora do ambiente virtual, o quadro 10 apresenta a seguinte constatação: 33 alunos, disseram não fazer uso dessa linguagem em atividades fora da internet, e apenas 05 estudantes admitiram utilizar este formato de escrita fora do ambiente virtual, 02 alunos responderam não possuir redes sociais.

Utilização da linguagem virtual fora do ambiente virtualUtilização da linguagem virtual fora do ambiente virtualOs autores (2016)

O gráfico 08 também ilustra esses dados, afirmando que do total de alunos envolvidos, 85% não utilizam a linguagem virtual em atividades fora do ambiente virtual, 12% a utilizam e 5% não possuem redes sociais.

Os apontamentos acima apresentam uma resposta para um dos grandes questionamentos desta pesquisa, a preocupação com a utilização inadequada da linguagem virtual pelos adolescentes, os quais poderiam estar transferindo-a para fora do ambiente virtual, o que pôde ser constatado que não pelos menos entre a maioria dos jovens pesquisados e utilizadores de redes sociais.

Utilização de corretor ortográficoUtilização de corretor ortográficoOs autores (2016)

Analisando as informações do quadro 11 pôde-se chegar aos seguintes resultados quanto a utilização de corretos ortográfico pelos adolescentes envolvidos na pesquisa: Dos 40 estudantes, 29 utilizam o auxílio de corretor nas conversações e postagens nas redes sociais e somente 09 alunos, não fazem uso deste auxiliador, 02 adolescentes não utilizam redes sociais. 

Utilização de corretor ortográficoUtilização de corretor ortográficoOs autores (2016)

Estatisticamente falando esses dados são apresentados no gráfico 09 com a constatação de 70%, ou seja, a grande maioria dos adolescentes como utilizadores deste recurso e apenas 22% como não adeptos do corretor, os 5% apresentados no gráfico representam os alunos que não utilizam as redes sociais.

A utilização deste recurso, representa exatamente o que já foi anteriormente sugerido, o fato de que a configuração de mundo atual requer ações rápidas em uma conversação virtual, tendo no corretor ortográfico justamente um facilitador no momento de digitar, no entanto este processo de escrita quase mecânica pode comprometer a capacidade do usuário de conseguir escrever corretamente por conta própria.

Diferenciação de escrita virtual e escrita formalDiferenciação de escrita virtual e escrita formalOs autores (2016)

Conforme apresenta o quadro 12, 32 alunos disseram saber diferenciar o conceito de linguagem virtual e linguagem formal, apenas 08 estudantes afirmaram não saber a distinção entre ambas.

Diferenciação de escrita virtual e escrita formalDiferenciação de escrita virtual e escrita formalOs autores (2016)

O gráfico 10 mostra os índices percentuais destas afirmações, de acordo com ele 80% dos jovens pesquisados sabem diferenciar a escrita virtual da escrita formal e somente 20% não conhecem essa diferenciação.

As afirmações apresentadas, revelam outra resposta importante para a pesquisa em questão, apresentando um bom índice de adolescentes que sabem ao menos na teoria, a diferenciação entre esses dois formatos de escrita.

Dificuldade para utilizar a escrita formal na composição de textos e outras atividadesDificuldade para utilizar a escrita formal na composição de textos e outras atividadesOs autores (2016)

Com relação a dificuldade que os alunos apresentam no momento de utilizar a escrita formal em textos e demais atividades que requerem este formato de escrita, os dados aqui representados no quadro 13 mostram que dentre os alunos envolvidos na pesquisa a grande maioria deles, 38, admitiram ter realmente dificuldade no momento da utilização da escrita formal e apenas 02 alunos disseram não ter problema com o seu uso. 

Dificuldade para utilizar a escrita formal na composição de textos e outras atividadesDificuldade para utilizar a escrita formal na composição de textos e outras atividadesOs autores (2016)

O gráfico 11 retrata essa disparidade em forma de porcentagem revelando que 95% dos alunos possuem dificuldade com a utilização da escrita formal e apenas 5% deles não apresentam problemas na hora de utilizá-la.

Ainda sobre esta questão, a mesma oportunizou aos alunos que revelaram ter alguma dificuldade quanto a utilização da escrita formal, expor qual ou quais eram essas dificuldades, no entanto, entre os 38 estudantes que disseram ter dificuldade na utilização desta escrita, apenas dois expuseram quais são essas dificuldades, o restante não soube especificá-las. As dificuldades apresentadas pelos dois alunos apresentam-se abaixo devidamente pontuadas:

• Dificuldade na utilização de pontos, vírgulas e acentuação gráfica; 

• Dificuldade em escrever as palavras com a grafia correta.

Esse alto número de adolescentes pesquisados que revelaram possuir dificuldade quanto a utilização da escrita formal, reafirma uma das hipóteses sugeridas, de que pode haver de fato uma desconstrução da escrita formal, essa constatação sugere ainda a necessidade de voltar uma atenção especial para os adolescentes pois estes mostram-se como parte importante nesse processo de falta de conhecimento da língua portuguesa.

Conclusão

Após todo o caminho percorrido nesta pesquisa, torna-se possível afirmar alguns dos questionamentos iniciais e reavaliar outros, fica claro por exemplo, que a internet encontra-se fortemente ligada ao cotidiano dos adolescentes e que a utilização da linguagem virtual dentro das redes sociais acontece de fato entre a maioria dos jovens pesquisados.

 No entanto, apesar dos estudantes afirmarem majoritariamente distinguir uma linguagem da outra, e não fazer uso da linguagem virtual fora da internet, o grande uso de corretor ortográfico, a frequência semanal, o tempo conectados e a não capacidade em contextualizar suas dificuldades quanto ao uso da escrita formal, sugerem uma reflexão quanto o uso adequado dos recursos tecnológicos, os quais podem desestimular a capacidade criativa e crítica do estudante se utilizado de maneira errada, uma vez que seus usuários, no caso desta pesquisa, os adolescentes, encontram no ambiente virtual, tudo pronto e de forma fácil.

 Estes fatos deixam claro ainda, a necessidade de se dar uma atenção especial ao ensino destas duas modalidades de escrita, explicitando ao estudante que o uso da linguagem virtual não é errada desde que se mantenha dentro da internet, e fora deste ambiente, a escrita formal deve ser respeitada e sua utilização estimulada sempre, entendendo assim, que o que se deve ser a relação entre ensino e tecnologia, uma vez que já mencionado, essas tecnologias hoje existentes, exigem que os profissionais adaptem-se a ela, a utilizando como aliada e não concorrente, usando por exemplo, a utilização dos celulares em sala como recurso de pesquisa ao invés de somente proibir sua utilização, o que é sempre motivo de problemas entre alunos e professores, além de outros tantas possibilidades que podem beneficiar o educador no seu papel de ensinar e principalmente o estudante no seu direito de aprender.

Referências

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APÊNDICE A — Questionário para Elaboração da Monografia do Curso de Letras Português/Inglês “A Influência da Escrita Virtual na Escrita Formal dos Adolescentes”

Sexo do aluno: ( ) Masculino ( ) Feminino  

Série:___________________________________________________________

Escola:__________________________________________________________

1. Possui acesso a internet?

Sim ( ) Não ( )

2. Qual aparelho utiliza com maior frequência para acessar a internet?

( ) Computador

( ) Celular

( )Tablet

( ) Outros

( ) Não Utilizo internet

3. Qual rede social utiliza com maior frequência?

( ) Facebook

( ) Whatsapp

( ) Twiter

( )SnapChat

( ) Outros

( ) Não Utilizo redes sociais

4. Com que frequência utiliza as redes sociais?

( ) Uma vez por semana

( ) Duas a três vezes por semana

( ) Três a cinco vezes por semana

( ) Todos os dias

( )Não utilizo rede sociais

5. Quando você está utilizando uma rede social quanto tempo você costuma ficar conectado a ela?

( ) Cerca de Cinco minutos

( ) De cinco a quinze minutos

( ) De quinze a trinta minutos

( ) De trinta minutos a uma hora

( ) Mais de uma hora

( ) Não utilizo redes sociais

6. Você costuma utilizar a linguagem virtual (Palavras abreviadas, girias, emoticons) para se comunicar ou postar mensagens nas redes sociais?

( ) Sim ( ) Não ( ) Não utilizo rede sociais

7. Você costuma utilizar a linguagem virtual (abreviações e/ou gírias) para escrever textos na escola ou fora da internet?

( ) Sim ( ) Não ( ) Não utilizo redes sociais

8. Você costuma recorrer ao uso do corretor ortográfico durante conversações ou postagens nas redes sociais?

( ) Sim ( ) Não ( ) Não utilizo redes sociais

9. Sabe diferenciar escrita virtual da linguagem formal?

 ( ) Sim ( ) Não ( ) Não tenho utilizo redes sociais

10. Você sente alguma dificuldade no momento de compor textos ou responder a atividades que deveriam ser escritas com a linguagem formal?

 ( ) sim ( ) não

      Se a resposta for sim, quais são as dificuldades?

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

APÊNDICE B — Autorização de pesquisa

A pesquisa intitulada “A Influência da Linguagem Virtual Utilizada nas Redes Sociais na Escrita Formal dos Adolescentes”, é uma pesquisa acadêmica, a qual será aplicada por meio de um questionário composto por perguntas fechadas e abertas pertinentes ao tema e será analisada pelas acadêmicas, do curso de Letras Português/Inglês da Universidade Paulista-Unip, Mariane Gisele Bergmann e Marilei Reginatto, sendo estas, as responsáveis pela pesquisa.

Eu, __________________________________________________________, diretora da Escola __________________________________________ autorizo a pesquisa a ser realizada com os alunos do 8º ano I do ensino fundamental e 1º ano I do ensino médio, declaro que recebi as informações referentes à pesquisa de forma clara e detalhada, concordando com os métodos e estratégias utilizados pelas acadêmicas, apresentando minha assinatura neste termo como forma de autorização para os pesquisadores utilizar e divulgar os dados obtidos, sempre preservando a minha privacidade e a privacidade dos alunos, bem como as das demais pessoas ou instituição eventualmente citadas. Declaro que recebi a cópia do presente Termo de Consentimento Livre Esclarecimento e que o mesmo foi suficientemente esclarecido pelos pesquisadores.

São Miguel do Oeste SC, __________ de ________________ de 2016.

___________________________ _________________________________

               Acadêmica Diretora da escola

feito

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