A INFLUÊNCIA DA HIGIENIZAÇÃO BUCAL NA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADO A VENTILAÇÃO MECÂNICA EM LEITO DE UTI

Faculdades São José

Odontologia

A INFLUÊNCIA DA HIGIENIZAÇÃO BUCAL NA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADO A VENTILAÇÃO MECÂNICA EM LEITO DE UTI

Camila Avisk de Araujo

Cristiane Santos de Oliveira

Resumo

Fazer resumo e colocar as palavras chaves

Palavras-chaves:

Introdução

A cavidade bucal em pacientes de UTI pode auxiliar em um reservatório para agentes patogênicos respiratório associados a pneumonia adquirida no hospital. Medidas preventivas para o manejo desses patógenos da cavidade oral devem ser avaliados na prevenção de pneumonia nosocomial, na diminuição do tempo de internação e dos níveis de mortalidade. A infecção hospitalar (IH), atualmente chamada de infecção relacionada à assistência à saúde para maior abrangência, é toda infecção adquirida em um prazo de 48 à 72h após a internação hospitalar e que não esteja no seu período de incubação (RODRIGUES; RICHTMANN,2008). Diante dos múltiplos fatores intervenientes nos pacientes em UTI, levando em consideração que a pneumonia relacionada à ventilação mecânica é infecção mais incidente, sendo responsável pelo aumento da mortalidade, da morbidade e do tempo de internação dos pacientes em unidades de terapia intensiva, parece ser de grande importância que os enfermeiros conheçam os principais aspectos relacionados à infecção, especialmente, a PAVM.

objetivo

objetivo geral

O estudo preconiza induzir à importância da higienização bucal na prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde em paciente de terapia intensiva, especialmente a pneumonia relacionada à ventilação mecânica.

 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Identificar à relevância da higienização bucal e entender os métodos utilizados como ação em pacientes internados em unidades de terapia intensiva;

• Demonstrar a necessidade do conhecimento profissional em relação à PAVM;

• Comparar o indicie de incidência de pneumonia nosocomial, o tempo de internação e os níveis de mortalidade, após essa intervenção.

Justificativa e/ou relevância

O presente trabalho apresenta como abordagem as Infecções hospitalares, estas infecções estão associadas a maior morbimortalidade e maiores custos com a hospitalização. Pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva são particularmente vulneráveis, seja pela própria condição fisiopatológica, seja pelos inúmeros procedimentos invasivos e intervenções que necessitam. Este estudo é uma revisão sobre a principal infecção relacionada à assistência à saúde de pacientes críticos, a pneumonia relacionada à ventilação mecânica, abordando fatores de risco e prevenção. 

Hipótese e/ou suposição

 Acredita-se que os principais meios para solução do problemas são os cuidados que diversos profissionais devem conhecer a doença em questão, os cuidados que devem ter com o tubo endotraqueal, a ventilação mecânica e fatores relacionados a estes em pacientes criticamente enfermos, assim como reforçar a importância e supervisionar/aplicar as medidas preventivas para a PAVM, além de prevenir a disseminação de microrganismos multirresistentes dentro da unidade de terapia intensiva, uma vez que a equipe de enfermagem é composta pelos profissionais que mais tem contato com os pacientes e que são responsáveis pela maioria das medidas preventivas recomendadas. Com isso, será possível compreender melhor, planejar ações, implementar corretamente e aumentar a adesão dos profissionais de saúde às medidas para a prevenção da PAVM, otimizando a assistência aos pacientes internados em UTIs, quando submetidos à ventilação mecânica.

Fundamentação teórica

O presente trabalho relata o início das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a relação em pacientes com pneumonia nosocomial (VAP). Essas unidades desde o seu surgimento marcaram um dos maiores progressos obtidos pelos hospitais, visto que o cuidado ao paciente grave realizava-se nas próprias enfermaria, faltando área física adequada, além de recursos materiais e humanos para melhor qualidade desse cuidado.(ARAÚJO RJG, de OLIVEIRA LCG, HANNA LMO, CORRÊA AM, CARVALHO LHV, ÁLVARES NCF. Análise de percepções e ações de cuidados bucais realizados por equipes de enfermagem em unidade de tratamento intensivo. Revista Brasileira de Terapia Intensiva,2009) .

               A incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica apresenta alta letalidade, variando entre 33% e 71% (AMERICAN THORACIC SOCIETY;INFECTIOUS DISEASES SOCIETY OF AMERICA ,2005).Guimarães e Rocco(2006) afirmam que cerca de 86% dosa casos de infecção estão associados com a ventilação mecânica.

              É declarada como pneumonia relacionada à ventilação mecânica, àquela pneumonia que ocorre em pacientes que estiveram em ventilação mecânica, controlada ou assistida, por meio de tubo ou traqueostomia, nas 48 horas precedentes ao surgimento da infecção (CDC/NHSN 2008).

. Segundo Caldeira PM, ao longo dos anos percebeu-se a necessidade de mobilizar equipes multiprofissionais, em constante qualificação, para atuar na assistência ao paciente crítico junto as UTIs. Muito se fala em assistência de excelência , que não seja voltada somente ao estado patológico, mas para todas as questões que envolvam causas psicossociais ,familiares e ambientais, pois se entende que todas estão interligadas.(Caldeira PM. Higiene oral de pacientes em entubação orotraqueal em uma Unidade de Terapia Intensiva. Revista Enfermagem Integrada, 2011).

Ao referir-se as principais complicações em pacientes internados em UTIs pode-se citar as infecções endógenas e exógenas as quais são responsáveis por altos índices de mortalidade , principalmente as endógenas, que representam 80% do total de infecções.(SANTOS PSS, de Mello WR, Wakim RCS, Paschoal MAG. Uso de solução bucal com sistema enzimático em pacientes totalmente dependentes de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva,2008).

Segundo Paju, às infecções respiratórias são as mais comuns, principalmente a pneumonia nosocomial ou hospitalar que ocorre 48h ou mais após a internação, sendo que não estava incubada no momento da admissão do paciente no hospital. É a infecção mais frequente em UTI. (PAJU S, SCANNAPOECO FA; Oral biofilms, periodontitis, and pulmonary infections. Oral diseases,2007)

Para PETERSEN, a má higiene bucal ou sua ausência podem ter como consequência a doença periodontal, e esta, em estando presente, é um fator que pode estar associado à pneumonia nosocomial. (PETERSEN PE. The World Oral Health Report 2003 Continous improvement of oral health in the 21st century – the approach of the WHO Global Oral Health Programme. Community Dent Oral Epidemiol). Morais retrata que de todas as partes do corpo humano à cavidade bucal é a que apresenta maior variedade e níveis de microrganismos. As características anátomo-fisiológicas são responsáveis por esta diversidade em função dos diversos tipos de estruturas e tecidos, de acordo com a quantidade de oxigênio, a temperatura, a exposição aos fatores imunes e a disponibilidade de nutrientes. Pacientes em UTI podem ter alteração na resposta imune do organismo, aumentando o risco de infecção bucal. Esse estado pode se agravar e contribuir para a formação das infecções oportunistas, como Candidíase bucal, Herpes Oral e Herpes Zoster.

 Esses pacientes podem apresentar coagulopatias que podem levar a sangramentos, sendo assim, sangramento bucal pode acontecer. As úlceras traumáticas podem estar presentes devido a diversos fatores, como mordedura involuntária e atrito constante do tubo endotraqueal. Portanto, o paciente em estado crítico requer cuidado especializado e multidisciplinar, com monitoramento de todos os órgãos, inclusive do que o levou a esta condição.

( MORAIS TMN; SILVA A; SANTOS PSS; SOARES JUNIOR LAV ; 2012. 336 p.)

Pode destacar que essas infecções drasticamente no período de hospitalização, nos índices de morbimortalidade, repercutindo de maneira significativa nos custos,especialmente considerando o consumo de antibióticos gastos com isolamento e exames laboratoriais (ANDRADE; ANGERAMI, 1999; PITET,2005; ANDRADE; LEOPOLDO; HAAS, 2006).

Nos Estados Unidos da América (EUA) estima-se uma ocorrência anual de dois milhões de casos de IH, com taxas que podem atingir até 50%, quando se trata de infecções nas Unidades de Terapia Intensiva(UTI). No Brasil, a realidade da ocorrência das IH ainda é obscura. Um estudo nacional da magnitude dessas infecções, realizado na década de noventa, revelou uma taxa de IH de 15,5% em hospitais terciários das cinco regiões do país. E,quando à distribuição topográfica,esse estudo apontou as infecções respiratórias como as mais freqüentes (PRADE ET.,1995).

A infecção hospitalar aumenta o tempo de internação do paciente, ponderando a hospitalização pelo uso de recursos hospitalares de diagnóstico e de terapêutica,como emprego de antimicrobianos, além de aumentar o risco de piores resultados clínicos para o paciente (MOURA ET Al., 2008).

Estudos epidemiológicos na Europa a Oceania mostraram que pacientes com infecções graves apresenta mortalidade hospitalar que varia de 27% a 55% (ENGEL et AL., 2007) e, de acordo com Inweregbu, Dave e Pittard (2005), No Sistema de Saúde da Inglaterra, as IHs acometem um em cada dez pacientes admitidos em hospitais e é responsável por 5.000 mortes ao ano. Isso representa um custo de bilhões de libras por ano para o sistema de saúde inglês, uma vez que o paciente que adquire infecção hospitalar permanece hospitalizado 2,5 mais tempo, a um custo adicional de 3.000 libras, em relação a um paciente sem infecção (INWEREGBU; DAVE; PITTARD, 2005).

De acordo com Gusmão , Dourado e Fiaconne (2004), em termos de infecção hospitalar, a problemática é maus séria na unidade de terapia intensiva. Neste ambiente o paciente está mais exposto ao risco de infecção, haja vista sua condição clinica e a variedade de procedimentos invasivos rotineiramente realizados. É destacado que na UTI os pacientes têm de 5 a 10 vezes mais risco de contrair infecção e que esta pode representar cerca de 20% do total das infecções de um hospital(GUMÃO; DOURADO; FIACONNE, 2004). De fato, as infecções são as complicações mais prevalentes nos pacientes internados em UTI e contabilizam 20 a 30% de todos os casos hospitalares(SHULMAN;OST,2005).

Os critérios de diagnósticos para pneumonia do CDC são adotados por instituições de saúde e pesquisa em todo o mundo, o manual para prevenção de pneumonia, o manual (CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION,2004), Também é referencia global. Ele serve como “norteador” de inúmeras pesquisas para afirmar e perfeiçoar as medidas que devem ser utilizadas para prevenir a PAVM.

           A higiene bucal é uma das condições básicas para a saúde e bem estar do paciente, pois muitas patologias que acometem a cavidade bucal podem propiciar o surgimento de infecções bacterianas, principalmente bucais, digestivas e respiratórias.

Deste modo, a presente fundamentação teórica tem como objetivo induzir a importância da higienização bucal na prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde em pacientes de terapia intensiva.

Metodologia 

Por meio de uma Pesquisa Bibliográfica, conforme sugerido por Gil (1996), foi realizada uma busca nas bases de dados eletrônicas PubMed, Scielo, Lilacs e MedLine, além de livros texto. Utilizou-se os seguintes descritores #1 nosomial Infection (infecção hospitalar), #2 critical Care (cuidados críticos), #4 intensive care (cuidados intensivos), #5 pneumonia (pneumonia), #6 ventilador- associated pneumonia (pneumonia associada à ventilação mecânica), #7 antimicrobial resistance (resistência micronbiana) e #8 infection control (controle de infecção). A seleção restringiu-se a publicações em inglês e português e ao período compreendido entre janeiro de 2005 e outubro de 2017. Não foram outros filtros para a seleção. Os textos foram selecionados, inicialmente, a partir dos títulos e resumos. Na etapa seguinte, foi realizada a leitura dos textos na integridade. Um único avaliador revisou os textos, tendo a possibilidade de discutir a inclusão com uma segunda avaliadora, em caso de dúvidas.

Cronograma

Cronograma TCC

ATIVIDADES SETEMBRO OUTUBRONOVEMBRO DEZEMBRO
Revisão de introdução X   
Revisão de Objetivos  X  
Revisão da fundamentação   X 
Conclusão do TCC    X

Os autores (2018)

Referências

Oliveira L, Carneiro P, Fischer RG , Tinoco E. A Presença de patógenos respiratórios no biofilme bucal de pacientes com pneumonia nosocomial. Rev Bras

Ter Intensiva.2007;19(4):428-33

KAHN, S. et al. Avaliação da existência de controle de infecção oral nos pacientes internados em hospitais do estado do Rio de Janeiro. Ciênc.Saúde Coletiva.2008;13(6):1825-31.

ARAÚJO RJG, de OLIVEIRA LCG, HANNA LMO, CORRÊA AM, CARVALHO LHV, ÁLVARES NCF. Análise de percepções e ações de cuidados bucais realizados por equipes de enfermagem em unidade de tratamento intensivo. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, Belém (PA),21 de fevereiro,2009.

Vilela MC, Ferreira GZ, Santos OS, Rezende NP.Oral care and nosomial pneumonia: a sytematic review. Einstein (São Paulo).2015;13(2):290-6.https://doi.org/10.1590/S1679-45082015RW2980

Rodrigues AN, Fragoso LVC, Beserra FM, Ramos IC. Determining impacts and factors in ventilator-associated pneumonia bundle. Rev Bras Enferm [Internet]. 2016;69(6):1045-51. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0253

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Guidelines for preventing healthcare associated pneumionia: recommendations of CDC and the Healthecare Infection Control Practices Advisory Committee(HICPAC). MMWR recommendations and reports, Atlanta,v.53,n.3,p.1-36, Mar.2004. AVailable from:<http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/rr5303a1.htm>. Access on: 15 Jul.2011

GOMES, Sabrina Fernandes e ESTEVES, Márcia Cristina Lourenço. Atuação do cirurgião-dentista na UTI: um novo paradigma. Rev. Bras. Odontol. [online]. 2012, vol.69, n.1, pp. 67-70. ISSN 1984-3747.

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