A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS NA SEGURANÇA DO TRABALHO

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS NA SEGURANÇA DO TRABALHO

DOUGLAS ALEF DA SILVA DE OLIVEIRA

Coorientador: Adriana Moraes

Resumo

Apesar da segurança do trabalho ser um tema que tem evoluído ultimamente, mesmo com todos os métodos de prevenção ainda ocorrem muitos acidentes de trabalhos por falhas ou em decorrência de situações de ordem clínica desconhecida, que dependendo da gravidade do acidente é necessário que seja feito procedimentos de primeiros socorros para garantir que a situação do acidentado não agrave e garantir os sinais vitais, evitando que haja sequelas e aumentando as chances de vida até que receba atendimento especializado. Sendo assim essa monografia tem como objetivo traçar como a implementação dos treinamentos de primeiros socorros é fundamental para garantir em muitas vezes a integridade e a vida do colaborador. Baseando-se em método de pesquisa descritiva com a finalidade de analisar o quanto um treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o ambiente de trabalho, para isso a pesquisa será baseada em fontes secundarias, sendo livros, artigos, trabalhos científicos e trabalhos escolares, tendo caráter essencialmente qualitativo. Assim é valido ressaltar que o treinamento de primeiros socorros é de suma importância para garantir a segurança no ambiente de trabalho diminuindo os riscos de mortes e de sequelas.

PALAVRAS - CHAVE: Segurança do trabalho. Acidente de trabalho. Primeiros socorros.

Abstract

Although work safety is a theme that has evolved lately, even with all methods of prevention there are still many accidents of work due to failures or due to situations of unknown clinical order, that, depending on the severity of the accident, first-aid procedures are required to ensure that the situation of the injured person does not worsen and to ensure vital signs, preventing sequelae and increasing the chances of life until it receives specialized care. Therefore, this monograph aims to outline how the implementation of first aid training is essential to ensure the integrity and life of the collaborator. Based on a descriptive research method with the purpose of analyzing how much a first aid training can contribute to the work environment, the research will be based on secondary sources, such as books, articles, scientific works and school works, having essentially qualitative character. Thus, it is worth noting that the training of first aid is of paramount importance to ensure safety in the work environment, reducing the risk of deaths and sequelae.

Keywords: Safety at work. Accident at work. First aid.

Introdução

Apesar da segurança do trabalho ser um assunto que gera muita repercussão atualmente, já é um assunto antigo, um dos primeiros registros foi em (460 – 377 a.c) por Hipócrates a séculos atrás e depois de muitos outros registros, acidentes, doenças e mortes o assunto ganhou a importância que tem hoje para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores. Portanto segurança do trabalho é uma ciência que visa analisar fatores que podem gerar acidentes e colocar em risco a vida e saúde do trabalhador, para isso hoje existem 36 NRs (Normas Regulamentadoras) que determinam conjuntos de medidas visando evitar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. Porém, ainda existem motivos ou falhas que fogem do controle preventivo, ocorrendo em muitas vezes acidentes de trabalho.

          Quando há eventos adversos, seja de acidentes ou situações de ordem clínica desconhecida, o procedimento de primeiros socorros é considerado muito importante porque além de ter maior chances de salvar a vida o atendimento imediato pode minimizar traumas ou sequelas e ajudar para que profissionais médicos ou de saúde cheguem a melhores resultados.

    Dessa forma, essa pesquisa acrescentara conhecimentos sobre os primeiros socorros, sendo importante pois pode reduzir o número de mortes não só no trabalho más em qualquer lugar que esteja presente e aconteça uma situação que necessite de atendimento imediato. Por isso é um assunto que deve preocupar a toda sociedade, aliás acidentes e mal súbito não escolhem lugares para acontecer, hoje pode ser no trabalho com um colega, más amanhã pode ser à um ente querido, e seu conhecimento pode fazer toda a diferença para garantir sua vida.

São poucas as empresas que organizam treinamentos de primeiros socorros até porque a implementação de grupos e treinamentos depende do tamanho e riscos da empresa, e isso faz com que os empregadores e os próprios empregados não se importem muito com o assunto. A partir dessas considerações, visa-se responder o seguinte problema de pesquisa: Como conscientizar que o treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o ambiente de trabalho e para as pessoas treinadas? Tendo como hipótese: Que o treinamento de primeiros socorros pode ser um bom investimento, pois além de minimizar risco de mortes em acidentes, o treinamento em primeiros socorros dará a oportunidade de salvar uma vida ou minimizar danos, sendo um conhecimento que pode contribuir para o trabalho, para própria vida e até mesmo para sociedade.

para realizar este trabalho foi utilizado o método de pesquisa descritiva com a finalidade de analisar o quanto um treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o ambiente de trabalho, para isso a pesquisa será baseada em fontes secundarias, sendo livros, artigos, trabalhos científicos e trabalhos escolares, tendo caráter essencialmente qualitativo. 

Esse trabalho teve como objetivo geral demonstrar que mesmo com todos os métodos de prevenção, ainda acontecem muitos acidentes de trabalho e então traçar como a implementação dos treinamentos de primeiros socorros é fundamental para garantir em muitas vezes a integridade e a vida do colaborador. Tendo como objetivos específicos conhecer a história da segurança do trabalho, identificar o que é acidente de trabalho, definir o que é primeiros socorros, quais são os procedimentos em cada caso específico e conscientizar como o treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o trabalho e a vida do treinado.

     Essa monografia foi estruturada em 5 capítulos sendo que o primeiro irá abordar a história da segurança do trabalho identificando os registros que foram essenciais para esse tema ganhar importância na sociedade e nas organizações. Já o segundo capítulo tem o objetivo de definir o que é acidente de trabalho e quais as consequências que um acidente pode gerar.

O terceiro, quarto e quinto capítulos, abordara sobre o que é primeiros socorros, como os procedimentos iniciais podem ajudar para a vida do acidentado e quais os procedimentos que devem ser adotados em cada tipo específico de acidente, e demonstrar como o treinamento pode contribuir para o empregador e empregado.

história da Segurança do trabalho

Com o desenvolvimento da humanidade houve novas necessidades que levaram o homem a traçar novos tipos de trabalhos, que contribuíram para o aumento de problemas à saúde, grandes números de acidentes e perdas de inúmeras vidas, em decorrência disso o homem passou a demonstrar preocupações, não só para entender as origens e os motivos das ocorrências, más em formas de evitar repetições e garantir melhorias para seus ambientes de trabalho.

Apesar de debates sobre saúde e segurança serem atuais, o assunto vem de séculos, segundo PEREIRA e VEIGA (2014), um dos primeiros registros foi em (460 – 377 a.c), por Hipócrates conhecido como “Pai da Medicina”, quando alertou a identificação de envenenamento por chumbo, em mineiros e metalúrgicos. Também conhecido pelo seu tratado “Ares, Águas, e Lugares”, onde relacionou doenças ao clima, a água, ao solo, e aos ventos predominantes também relacionando doenças á águas paras, pântanos e lagos.

Segundo KATO, GARCIA e FILHO (2007) em (23 a 79 d.c), Plínio, “O Velho”, relatou o uso de máscaras feitas de bexigas de animais como método de proteção, impedindo ou reduzindo a inalação de poeiras e fumos de chumbo. No ano de 1473 Ellenberg relata como perigosos vapores de certos metais, e descreve os sintomas de intoxicação por mercúrio e chumbo, sugerindo o uso de máscaras e de luvas por medidas preventivas. (JESUS,2017)

 Conforme afirmado por MAGALHÃES (2010), Paracelso em (1493-1541) fez as primeiras descrições sobre enfermidades provocada nas atividades de mineração, sendo mercúrio a maior ênfase de contaminação. Conhecido também pela frase “Todas as substâncias são venenosas, é a dose que diferencia o veneno dos remédios”.

Segundo HELOANI(2015), No século XVI, em 1556 Georgius Agricola elabora a descrição de diversos problemas relacionados à extração de metais, e a fundição de ouro e prata por sua obra “De Re Metálica”, citando no último capítulo a “asma dos mineiros”, provocadas por poeiras, denominadas como “corrosivas”.

 Afirma SOUZA e MINICHELLO (2014) que no ano de (1633-1714) Bernardino Ramazzini nomeado o “pai da medicina do trabalho” demonstrava sumidade em segurança e saúde do trabalho, também muito conhecido por sua obra em 1700 “O Livro de Morbis Artificium Diatriba (As Doenças dos Trabalhadores)”, baseado sobre a sistematização das doenças relacionadas ao trabalho, usando em torno de 50 profissões da época, para entender a natureza, e o grau de relação com o trabalho, indicando medidas de proteção e encorajando a adopção de leis e indenização dos trabalhadores.

   Baseado em observações pessoais Percival Lott em 1775, faz a primeira caracterização de câncer do escroto em limpadores de chaminé, cuja à causa identificada foi ausência de higiene e fuligem, evento que resultou na criação do “Ato dos Limpadores de Chaminés de 1788” (FILHO, KATAMURA, 2006).

Segundo BITENCOURT e QUELHAS (1998), em 1802 é criada a “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes” criada na Inglaterra, onde foi estabelecido limite de 12 horas trabalhadas por jornada diária, a proibição do trabalho noturno e a obrigatoriedade de ventilação no ambiente. 

No ano de 1830 foi publicado o livro “Os Efeitos das Principais Atividades, Ofícios e Profissões, do Estado Civil e Hábitos de Vida, na Saúde e longevidade, com Sugestões para Remoção de Muitos dos Agentes que Produzem Doenças e Encurtam a Duração da Vida” por Charles Thackha e Percival Lott. A obra contribuiu para o desenvolvimento da legislação ocupacional. (LIMA, 2019; PINTO, 2017 apud FERREIRA e PEIXOTO, 2014).

Segundo REETZ (2009), em 1833 foi criada na Inglaterra a "Lei das Fabricas", lei que protegia menores de idade proibindo o trabalho para menores de 9 anos, e determinando jornada diária para menores de 13 anos à 9 horas e menores de 18 a 12 horas, além de proteger o trabalho noturno por fiscalização de inspetores para assegurar o cumprimento das normas estabelecidas.

De acordo dom REETZ(2009, p.11 apud NASCIMENTO, 1992), que também na Alemanha e França no ano de 1869, foi criada a lei dispondo que: 


“Todo o empregador é obrigado a fornecer e a manter, à sua própria custa, todos os aparelhos necessários ao trabalho, tendo em vista a sua natureza, em particular do ramo da indústria a que sirvam, e o local de trabalho em ordem a fim de proteger os operários, tanto quanto possível, contra riscos de vida e de saúde”. (NASCIMENTO, 1992, p. 168).

Em 1884 na Alemanha, se editou a "primeira lei específica sobre acidentes do trabalho, como parte da política social de Bismark para conter a onda revolucionária que agitava aquele país" (JUNIOR, 1989) 

Segundo JUNIOR (2011), no primeiro governo Republicano em 17 de janeiro de 1891 pelo Decreto nº1.313  aprovado por Manoel Deodoro da Fonseca, a primeira lei específica sobre trabalho dos "menores" no intuito de mediar as relações de trabalho dos pequenos, nas fábricas da capital federal.

Segundo PINTO (2017) , Frederick Winslow Taylor em 1907 publicou a obra "Princípios da Administração Cientifica", livro postado nos Estados Unidos que teve como incentivo para a produção em massa observada nos anos seguintes. "Em 1911, ocorreu a primeira conferência de doenças industriais nos Estados Unidos" (PINTO, 2017 apud FERREIRA e PEIXOTO, 2014)

No ano de de 1912 afirma LIMA (2018) a criação da Confederação Brasileira do Trabalho (CBT) para promover melhorias aos trabalhadores delimitando leis. E "em 15 de Janeiro de 1919, é aprovada e promulgada a primeira lei sobre acidente do trabalho, Lei n° 3724. Esta mesma Lei foi alterada em 5 de março de 1919, pelo Decreto 13.493"(GAUNA, 2014, p.15)

Em junho do ano de 1919 logo após a primeira guerra mundial, com o Brasil como membro fundador, foi criado a Organização Internacional do Trabalho (OIT), assinada por Versalhes, foi criada pela conferência da paz. a OIT foi responsável pela formulação e aplicação das normas internacionais, e teve como vocação promover a justiça social, e fazer respeitar os direitos humanos no mundo do trabalho (ALVARENGA,2007)

Baseado em informações de SOUZA (2010), no ano de 1923 é criado no Brasil o Concelho Nacional do Trabalho (CNT) concebido para atuar como órgão consultivo do governo em assuntos relacionados ao trabalho e previdência social. 

No ano de 1930, o Ministério do Trabalho Industria e Comércio é criado via decreto nº 19.433 assinado por Getúlio Vargas. Com a criação desta nova Secretaria de Estado, ocorre a Sistematização da Legislação Trabalhista no País (BARBOSA, 2014). Segundo JUNIOR (1989), após a revolução de 1930, logo foi criado o decreto nº 24.637 de, 10, 07, 1934 a segunda lei Brasileira sobre acidentes de trabalho e instituiu a garantia obrigatória da indenização por meio de seguro ou depósito.

Conforme afirma JUNIOR (1989.p4)

O D. 24.637 continuou em vigor após a Constituição de 1937, até que sobreveio o DL. 7,036, de 10.11.1944, a terceira grande lei brasileira específica sobre acidentes do trabalho. Seguiu-se a teoria do risco da atividade, que propiciou uma maior largueza na conceituação do empregado para submeter-se ao regime da infortunística, bem como dos eventos que se poderiam considerar como acidentes do trabalho, de modo a neles incluir lesões e mortes em que o trabalho não seria causa exclusiva, mas apenas com causa. Reafirmou-se a garantia do seguro obrigatório, que deveria ser feito em instituição de Previdência Social (artigo 95)


"Em 1939 foi promulgada a criação da Comissão Especial de Prevenção de Acidentes, a CEPA, uma das empresas precursoras em segurança do trabalho". (MAREGA, 2011, p21). E em 1941 no Rio de Janeiro, houve a Fundação da Associação Brasileira para Prevenção de Acidente (ABPA).

No ano de 1943 é aprovado a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), também aprovada por Getúlio Vargas  por meio do DECRETO- LEI nº 5.243 de primeiro de maio, neste documento, foram reunidas normas individuais e coletivas do trabalho, fiscalização e de direitos do trabalho (CEZAR,2008)

Em 1944, baseado em informações de ZANETTI (2016), foi criado através do Decreto Legislativo nº 7.036 uma reforma na CLT através de seu artigo 82, criando a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Logo após em 1948 é criada a Organização Mundial de Saúde (OMS), criando um conceito de saúde comentado até hoje " Saúde é o mais Completo Bem-estar Físico Mental e Social, e não apenas a Ausência de Enfermidades" (SCLIAR,2001).

Segundo ZANETTI em 1953 é regulamentada as CIPAs pela Portaria nº 155, regulamentando, organizando e estabelecendo seus critérios de elaboração. No mesmo ano pelo Decreto Legislativo nº 34.715, instituiu a Semana da Prevenção de Acidentes do Trabalho (SPAT), devendo ser realizada na 4º semana de novembro a cada ano.

Segundo CALDAS ( 2015 apud MANRICH 1991), em 1956 por meio do Decreto Legislativo nº  24, o governo Brasileiro aprovou a convecção  nº  81 da OIT, no entanto, sua regulamentação somente ocorreu com expedição do decreto 55.841 de 15 de março de 1965, que acatou o antigo regulamento da inspeção do trabalho. Segundo CAPA, ALMEIDA e ROCHA (2011), no ano de 1959, na Conferência Internacional do Trabalho, foi aprovado a recomendação nº 112 sobre " Serviços de Medicina do Trabalho" que se constituiu no primeiro instrumento normativo internacional sobre as atribuições e composições destes serviços passando a ser referência e paradigma para criação de instrumentos legais, no âmbito nacional dos países membros da OIT. 

Conforme afirmado por NASCIMENTO e FIACO (2021), em 1960 pela Portaria nº 319, é regulamentado o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), dando a devida importância aos empregados, para que fosse utilizado equipamentos de proteção de forma a prevenir  acidentes na empresa.

Em 1966, conforme a lei nº 5.161, foi criado a Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, atualmente conhecida como Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho em homenagem a seu primeiro presidente, popularmente conhecida como FUNDACENTRO.(ZANETTI,2016)

Segundo ZANETTI (2016), no ano de 1967, pela lei nº 5.316, o seguro de acidentes do trabalho foi integrado a Previdência Social , ano que também estabelece a lei de acidentes de trabalho, identificando as doenças como doenças de emprego e doenças de trabalho.

Nos Estados Unidos em 1970 é criado a Occupational Safety and Healty Administration (OSHA), um dos principais órgãos que atuam com normas de segurança em máquinas e equipamentos. (H.S, QUEIROZ, A.L, QUEIROZ1, 2014). No mesmo ano de 1970 segundo SACERDOTE e GRANDO (2017), o Brasil possuía registros alarmantes sobre acidentes de trabalho, e foi considerado o país onde ocorria o maior número de acidentes de trabalho no mundo.

No ano de 1972, segundo ZANETTI (2016) o Decreto nº 7.086, estabelece a prioridade da política do Programa Nacional de Valorização do Trabalhador (PNVT). Dentre as 10 prioridades escolhidas, uma delas é a segurança, higiene e medicina do trabalho, e segundo NASCIMENTO e FIACO (2021) ainda determinou a obrigatoriedade do SESMT- Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, sendo constituída por uma equipe de profissionais da saúde, estabelecida através da norma regulamentadora nº4 conforme afirmado por CAPO, ALMEIDA e ROCHA (2011), a partir dessa norma foi criado Serviço em Especialização de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO), Órgão Educativo e de pesquisa do Ministério do Trabalho.

Segundo ZANETTI (2016) em 1977 a CIPA é modificada pela CLT e determina critérios de obrigatoriedade, estabilidade e demais avanços. Em 8 de junho de 1978, são aprovados por meio da Portaria nº 3214 as primeiras normas regulamentadoras (Portaria nº 3.214), sendo elas: 

NR - 1 - Disposições Gerais

NR - 2 - Inspeção Prévia

NR - 3 - Embargo e Interdição

NR - 4  - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT

NR - 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA

NR - 6 - Equipamento de Proteção Individual - EPI

NR - 7 - Exames Médicos

NR - 8 - Edificações

NR - 9 - Riscos Ambientais

NR - 10 - Instalações e Serviços de Eletricidade

NR - 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais

NR - 12 - Máquinas e Equipamentos

NR - 13 - Vasos Sob Pressão

NR - 14 - Fornos

NR - 15 - Atividades e Operações Insalubre

NR - 16 - Atividades e Operações Perigosas

NR - 17 - Ergonomia

NR - 18 - Obras de Construção, Demolição, e Reparos

NR - 19 - Explosivos

NR - 20 - Combustíveis Líquidos e Inflamáveis

NR - 21 - Trabalhos a Céu Aberto

NR - 22- Trabalhos Subterrâneos

NR - 23 - Proteção Contra Incêndios

NR - 24 - Condições Sanitárias dos Locais de Trabalho

NR - 25 - Resíduos Industriais

NR - 26 - Sinalização de Segurança

NR - 27 - Registro de Profissionais

NR - 28 - Fiscalização e Penalidades

Demais normas foram criadas ao longo do tempo de forma a a garantir a prevenção da segurança e saúde dos trabalhadores.

Baseado em informações de SOUZA (2010), no ano de 1923 é criado no Brasil o Concelho Nacional do Trabalho (CNT) concebido para atuar como órgão consultivo do governo em assuntos relacionados ao trabalho e previdência social. 

No ano de 1930, o Ministério do Trabalho Industria e Comércio é criado via decreto nº 19.433 assinado por Getúlio Vargas. Com a criação desta nova Secretaria de Estado, ocorre a Sistematização da Legislação Trabalhista no País (BARBOSA, 2014). Segundo JUNIOR (1989), após a revolução de 1930, logo foi criado o decreto nº 24.637 de, 10, 07, 1934 a segunda lei Brasileira sobre acidentes de trabalho e instituiu a garantia obrigatória da indenização por meio de seguro ou depósito.

Conforme afirma JUNIOR (1989.p4)

O D. 24.637 continuou em vigor após a Constituição de 1937, até que sobreveio o DL. 7,036, de 10.11.1944, a terceira grande lei brasileira específica sobre acidentes do trabalho. Seguiu-se a teoria do risco da atividade, que propiciou uma maior largueza na conceituação do empregado para submeter-se ao regime da infortunística, bem como dos eventos que se poderiam considerar como acidentes do trabalho, de modo a neles incluir lesões e mortes em que o trabalho não seria causa exclusiva, mas apenas com causa. Reafirmou-se a garantia do seguro obrigatório, que deveria ser feito em instituição de Previdência Social (artigo 95)


"Em 1939 foi promulgada a criação da Comissão Especial de Prevenção de Acidentes, a CEPA, uma das empresas precursoras em segurança do trabalho". (MAREGA, 2011, p21). E em 1941 no Rio de Janeiro, houve a Fundação da Associação Brasileira para Prevenção de Acidente (ABPA).

No ano de 1943 é aprovado a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), também aprovada por Getúlio Vargas  por meio do DECRETO- LEI nº 5.243 de primeiro de maio, neste documento, foram reunidas normas individuais e coletivas do trabalho, fiscalização e de direitos do trabalho (CEZAR,2008)

Em 1944, baseado em informações de ZANETTI (2016), foi criado através do Decreto Legislativo nº 7.036 uma reforma na CLT através de seu artigo 82, criando a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). Logo após em 1948 é criada a Organização Mundial de Saúde (OMS), criando um conceito de saúde comentado até hoje " Saúde é o mais Completo Bem-estar Físico Mental e Social, e não apenas a Ausência de Enfermidades" (SCLIAR,2001).

Segundo ZANETTI em 1953 é regulamentada as CIPAs pela Portaria nº 155, regulamentando, organizando e estabelecendo seus critérios de elaboração. No mesmo ano pelo Decreto Legislativo nº 34.715, instituiu a Semana da Prevenção de Acidentes do Trabalho (SPAT), devendo ser realizada na 4º semana de novembro a cada ano.

Segundo CALDAS ( 2015 apud MANRICH 1991), em 1956 por meio do Decreto Legislativo nº  24, o governo Brasileiro aprovou a convecção  nº  81 da OIT, no entanto, sua regulamentação somente ocorreu com expedição do decreto 55.841 de 15 de março de 1965, que acatou o antigo regulamento da inspeção do trabalho. Segundo CAPA, ALMEIDA e ROCHA (2011), no ano de 1959, na Conferência Internacional do Trabalho, foi aprovado a recomendação nº 112 sobre " Serviços de Medicina do Trabalho" que se constituiu no primeiro instrumento normativo internacional sobre as atribuições e composições destes serviços passando a ser referência e paradigma para criação de instrumentos legais, no âmbito nacional dos países membros da OIT. 

Conforme afirmado por NASCIMENTO e FIACO (2021), em 1960 pela Portaria nº 319, é regulamentado o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), dando a devida importância aos empregados, para que fosse utilizado equipamentos de proteção de forma a prevenir  acidentes na empresa.

Em 1966, conforme a lei nº 5.161, foi criado a Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, atualmente conhecida como Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho em homenagem a seu primeiro presidente, popularmente conhecida como FUNDACENTRO.(ZANETTI,2016)

Segundo ZANETTI (2016), no ano de 1967, pela lei nº 5.316, o seguro de acidentes do trabalho foi integrado a Previdência Social , ano que também estabelece a lei de acidentes de trabalho, identificando as doenças como doenças de emprego e doenças de trabalho.

Nos Estados Unidos em 1970 é criado a Occupational Safety and Healty Administration (OSHA), um dos principais órgãos que atuam com normas de segurança em máquinas e equipamentos. (H.S, QUEIROZ, A.L, QUEIROZ1, 2014). No mesmo ano de 1970 segundo SACERDOTE e GRANDO (2017), o Brasil possuía registros alarmantes sobre acidentes de trabalho, e foi considerado o país onde ocorria o maior número de acidentes de trabalho no mundo.

No ano de 1972, segundo ZANETTI (2016) o Decreto nº 7.086, estabelece a prioridade da política do Programa Nacional de Valorização do Trabalhador (PNVT). Dentre as 10 prioridades escolhidas, uma delas é a segurança, higiene e medicina do trabalho, e segundo NASCIMENTO e FIACO (2021) ainda determinou a obrigatoriedade do SESMT- Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, sendo constituída por uma equipe de profissionais da saúde, estabelecida através da norma regulamentadora nº4 conforme afirmado por CAPO, ALMEIDA e ROCHA (2011), a partir dessa norma foi criado Serviço em Especialização de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO), Órgão Educativo e de pesquisa do Ministério do Trabalho.

A Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (FENATEST), é  criada em maio de 1992. No ano de 2001 é realizada a ratificação da OIT, onde abordava assuntos sobre acidentes industriais, e surgem na internet grupos de debates sobre Saúde e Segurança do Trabalho. "Também neste ano é criada a AreaSeg além de entrar em vigor a Portaria nº 458 proibindo desde então o trabalho infantil no brasil" (ZANETTI, 2016, p.13)

Percebe-se o quanto é importante esse tema, segurança do trabalho é um assunto debatido a séculos, e foi preciso muitos registros históricos, muitas pessoas que adoeceram ou morreram para ser tomado medidas, e foi graças a todas essas pessoas que nos dias atuais é um dos assuntos mais debatidos e levados a sérios, e que sempre esta evoluindo por meio de um conjunto de medidas adotados além de uma série de profissionais como o Médico do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Auxiliar ou Técnico de Enfermagem do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Técnico de Segurança do Trabalho e Cipeiros, visando minimizar a ocorrência de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, de forma a garantir a segurança, saúde, integridade e a capacidade de trabalho das pessoas envolvidas, contudo, hoje à 36 Normas Regulamentadoras (NRs) e elevam o nível de aplicação de leis sobre segurança do trabalho em todas áreas de atividades, e fundamentais para impor uma cultura de segurança nas empresas e não é aceitável que seja desenvolvidas atividades sem a presença das leis previstas nas normas regulamentadoras, porém, mesmo com toda evolução, legislações e métodos de segurança ainda há situações que fogem do controle preventivo, como desastres naturais, falhas na análise de riscos, ou motivos desconhecidos e inesperados, ocorrendo em muitas das vezes os acidentes de trabalho.

o que é acidente de trabalho

Segundo ROJAS (2015) o acidente de trabalho pode acontecer por ocorrências no ambiente de trabalho, por consequências geradas durante as atividades realizadas pelo trabalhador, como as doenças causadas pela condição de trabalho e é considerado como o pior que pode acontecer à um trabalhador. Um acidente pode gerar consequências físicas, psicológicas, emocionais, podendo perder sua capacidade física e até mesmo sua vida.

 Conforme afirmado por AYRES e CORRÊA (2017) a Lei n 8.213/1991 que dispõe sobre o Plano de Benefícios da Previdência Social em seu artigo 19, define acidente de trabalho pelos seguintes termos:

Art. 19. Acidente do trabalho é aquele que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte ou perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

§ 1o A empresa é responsável pela adoção e uso de medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador.

§ 2o Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.

§ 3o É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular.

§ 4o O Ministério do Trabalho e da Previdência Social fiscalizará e os sindicatos e entidades representativas de classe acompanharão o fiel cumprimento do disposto nos parágrafos anteriores, conforme dispuser o Regulamento.

As causas de acidente de trabalho segundo ROSA, BÉRGAMO e DORINI (2001), acontecem por natureza simples ou complexa, e ocorrem por causas variadas e originam lesões de maior ou menor gravidade, e na maioria das vezes é preciso ser utilizado os princípios de primeiros socorros tendo o objetivo de preservar a vida e evitar maiores complicações.

 PRIMEIROS SOCORROS 

Conforme afirmado por SEDREZ e CHANAMÉ (1998) o início dos primeiros socorros como atividade organizada e princípios definidos, foi através da criação da Sociedade Internacional da Cruz Vermelha, entidade Filantrópica Internacional, a sede foi fundada em Genebra em 1863, e teve seu primeiro desenvolvimento em um grupo de pessoas que faziam atendimentos a feridos da guerra.

Segundo FERNANDES (2019), Primeiro Socorros são todos procedimentos que devem ser prestados imediatamente a uma pessoa cujo estado físico à coloca em perigo, e com o fim de evitar agravamento de suas condições e manter seus sinais vitais, até que receba assistência por profissional médico ou técnico de saúde , E Segundo ROSA, BÉRGAMO E DORINI (2001), pode-se acrescentar que primeiros socorros são medidas iniciais aplicadas a uma vítima fora do ambiente hospitalar, e pode ser executado por qualquer pessoa que tenha conhecimento das técnicas básicas, devendo ser realizado com responsabilidade e bastante atenção, a fim que o acidentado suporte a vida e de forma a evitar o agravamento de lesões já existentes, e também é de suma importância que ao deparar com a vítima o socorrista saiba identificar se a situação se caracterize em emergência ou urgência. Segundo Draganov (2007) emergência é uma situação que envolve um risco de morte imediato que a pessoa pode morrer a qualquer momento e por isso deve ser atendida o mais rápido possível, e urgência como uma situação que envolve risco de morte mediato, tendo chances de morte, mas você tem um tempo maior para prestar atendimento, segundo BRAGANOV (2007), esses procedimentos podem salvar vidas, más o socorrista (quem está atendendo a vítima) deve primeiramente avaliar a situação da vítima, e garantir a segurança, avaliando a segurança do local para após prestar os primeiros socorros. Ainda cita BARSANO e BARBOSA (2018) que após verificar o local e se deparar com ocorrências de grandes proporções como terremotos, inundações ou desmoronamentos, ou até mesmo periculosidade como derramamento de produtos tóxicos ou inflamáveis, é necessário que esse tipo de atendimento seja efetuado por profissionais especializados. Por isso em primeiro lugar deve-se analisar se o local é seguro e assim evitar que os atendentes de emergência também se tornem vítimas e agrave ainda mais a situação, e conforme afirmado por BARSANO e BARBOSA (2018, p.240), existe uma sequência padrão de procedimentos que os socorristas utilizam, a qual é conhecida como “Os Dez Mandamentos do Socorrista” que são elas: Manter a calma, ter em mente quando tiver prestando o socorro que é primeiro EU (socorrista), depois minha EQUIPE, e por último a VITÍMA, ligar para uma equipe especializada ao chegar no local do acidente, sempre verificar se há riscos no local tanto para você como para sua equipe antes de tomar qualquer medida, manter o bom senso, manter o espírito de liderança e se preciso pedir ajuda e afastar os curiosos, distribuir tarefas e assim os que poderiam atrapalhar vão ajudar e se sentir úteis, evitar manobras imprudentes, e em caso de múltiplas vítimas dar preferência a àquelas que tem o maior risco de morte como vítimas de parada cardiorrespiratória ou que estejam sangrando muito, e por ultimo seja um socorrista e não um herói.

Lembrando que deve fazer o atendimento no que está em seu limite de treinamento, e antes de iniciar, deve pedir permissão para ajudar e agir sempre de boa-fé, não ser irresponsável ou negligente, e agir com prudência. Caso não tenha conhecimento e habilidade técnica para prestar atendimento, deve ter em mente que os primeiros socorros se iniciam pelo fato de ajudar a vítima, seja ligando, ou procurando socorro médico imediatamente, tentando acalmar, e sinalizando o local da ocorrência. Nunca abandonar a vítima após iniciar, a não ser que sua vida esteja em risco e precise se proteger de um perigo iminente.

Lembrando que segundo o artigo 153 do Código Penal Brasileiro define a omissão de socorro nos termos da lei, pois “[...] deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime” (BARSANO, BARBOSA, 2018, p.240)

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA EM PRIMEIROS SOCORROS

  Segundo BARSANO e BARBOSA (2018, p.242), são diversos procedimentos para atender vítimas, seja de acidentes ou em decorrência de situações de ordem clínica desconhecida, por isso é importante saber analisar o acontecimento e o estado geral da vítima, se informando e observando os sintomas (náuseas, formigamento, vertigens, etc.) ou sinais apresentados (hemorragias, respiração, deformidades etc.). 

Para dar início aos procedimentos de socorro a vítima primeiramente deve verificar a segurança da cena, e se necessário sinalizar o local, se informar e saber quanto tempo a vítima se encontra inconsciente, pois em caso de parada cardiorrespiratória deve-se fazer imediatamente o protocolo de RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar), lembrando que em torno de quatro a seis minutos após o ocorrido a probabilidade de sequelas aumenta proporcionalmente com a redução do oxigênio no organismo, devemos obedecer uma sequência de procedimentos. Conforme afirmado por SEDREZ e CHANAMÉ (1998), os procedimentos são agrupados em 4 etapas. Sendo a primeira: 1° Etapa: 

 • Assumir a liderança ou dar suporte.

 • Acionar o serviço de emergência.

Nos casos em que coloquem a vítima e o próprio socorrista em perigo, se possível, deve-se remover a vítima para um local seguro, utilizando o melhor método disponível no momento.

2° Etapa: Selecionar as prioridades de atendimento.

• No caso de acidentes com múltiplas vítimas, deve-se orientar e atender conforme a necessidade, dando prioridade para os casos mais graves.

3° Etapa: Consiste nos cuidados primários para vítimas inconscientes executando o ABC da reanimação, sendo:

• A: Abertura das vias aéreas e controle da coluna cervical. Se necessário fazer a remoção de secreções ou o que estiver obstruindo as vias respiratórias. É de suma importância a imobilização da cervical de uma vítima inconsciente, impedindo de agravar a situação.

• B: Verificar a respiração, circulação, se e como respira, utilizando o VOZ (ver, ouvir e sentir).  Se não houver nenhuma movimentação do tórax e nenhum ar exalado, a vítima esta sem respirar. É ideal fazer uma avaliação entre 3 e 5 segundos, e se não notar respiração ou se esteja respirando inadequadamente, ou se você não tiver certeza sobre a situação, deve iniciar as ventilações artificiais.

• C: Circulação, verificar pulso, hemorragias e perfusão. E se existir hemorragias externas deve-se fazer uma compressão na ferida para conter o sangramento. 

4° Etapa consiste nos cuidados gerais e complementares:

• Avaliar o grau de consciência e obter informações que possa auxiliar no atendimento.

• Manter a vítima na posição anatômica, até que tenha certeza de suas reais condições.

• Se manter atento com pulso e respiração, Procurar lesões não tratadas, impedir obstrução oral de líquidos ou similares, se houver risco para o acidentado e se não for colocar a vida do socorrista e equipe em risco de vida providenciar a remoção da vítima para um local seguro. Lembrando que a vítima deve ser manuseada de forma que sua cabeça, pescoço e tronco sejam movidos simultaneamente. 

Se caso o acidentado esteja com suspeita de parada respiratória, segundo BARSANO e BARBOSA (2018) deve seguir os seguintes procedimentos: 

 • Fazer a análise primária. 

 • Constatar a ausência de respiração e presença de pulso. 

 • Solicitar ajuda a equipes de apoio (bombeiros civis, enfermeiros etc.) ou discar para telefones de emergência (Corpos de Bombeiros Militares − 193, SAMU − 192 etc.). 

 • Fazer uma insuflação de ar boca a boca ou com a utilização de um acessório chamado “Ressuscitador Manual Tipo Ambu” (Figura 13.1).2 

 • Confirmar se há ausência de respiração e presença de pulso. 

• Se houver ausência de respiração e presença de pulso, iniciar uma insuflação a cada cinco segundos, em uma série de 15 ciclos.  

Na ausência de equipamentos que auxiliem o socorrista na insuflação com segurança, é recomendado pela American Heart Association (AHA) e por especialistas em geral que se façam de 100 a 120 compressões torácicas por minuto ou até a chegada de ajuda especializada.

Também pode se deparar com casos, que além da ausência de respiração, verifica-se a falta de pulso na vítima, o que indica uma parada cardíaca e deve ser feito o protocolo de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) para assim fazer a função de bombeamento do sangue o que seria feito pelo coração, no intuito de dar a sobrevida à vítima até a chegada de um suporte profissional especializado. (BARSANO, BARBOSA, 2018, p.243)

Segundo FERNANDES (2019), A vítima apresentando sinais característicos de parada cardiopulmonar, deve-se iniciar os procedimentos de RCP, porém é importante garantir que a vítima esteja em decúbito dorsal (costas no chão), e em superfície rígida.

Deve ser localizado o ponto de compressão, após localizado o socorrista deve realizar as compressões usando o peso do tronco, e os dedos não devem encostar no tórax da vítima.

Quando o socorrista tiver certeza que a vítima não respira e não tem pulso, deve-se intercalar compressões cardíacas com respirações artificiais (insuflações), comprimindo o esterno a 5-6 centímetros, utilizando-se a região hipotênar 2 mãos, e respeitando a frequência de 100-120 compressões por minuto, com ciclos de 30:2 (compressão/ventilação) ou aproximadamente 2 minutos, outra consideração, é saber que em qualquer procedimento de emergência é necessário observar as particularidades de algumas vítimas e iniciar os protocolos de forma diferenciada e de acordo com as características do acidentado: Adulto, criança, gestante, obeso etc. (FERNANDES, 2019; BARSANO e BARBOSA, 2018)

No ambiente de trabalho também pode acontecer acidentes envolvendo queimaduras, segundo (BARSANO e BARBOSA, 2018 p.246) queimaduras são lesões que destroem as camadas da pele e conforme sua extensão podem atingir órgãos e outras áreas vitais, podendo levar a vítima a óbito. As queimaduras podem ser caudas por ação do calor, produtos químicos, eletricidade e raios solares. As queimaduras são classificadas em 3 graus sendo:

Queimaduras de 1° grau: São queimaduras que atingem a primeira camada da pele (epiderme), causando vermelhidão, ardência e dor no local. Para aliviar imediatamente esses sintomas, coloque o membro da vítima em água corrente (10 a 20 minutos) ou faça compressas com água fria ou soro fisiológico.

Queimaduras de 2° grau: São queimaduras que atingem a segunda camada da pele (derme), causando dor intensa, surgimento de bolhas, escurecimento no local e, em alguns casos, febre. Além de lavar o local com água fria ou soro fisiológico, utilize pomadas específicas para queimaduras e nunca estoure as bolhas.

Queimaduras de 3 grau: São queimaduras que atingem a terceira camada da pele (hipoderme), destruindo de forma acentuada os tecidos e podendo atingir até o osso, com escurecimento da área atingida e presença de dor ou não. Devido à sua gravidade, é recomendado cobrir a área com gases umedecidos em soro fisiológico, não retirar as vestes grudadas no local da queimadura e transportar imediatamente a vítima para o hospital.

 É importante saber que não deve utilizar produtos caseiros ou recomendações populares (creme dental, borra de café, manteiga, vaselina etc.), que não deve abraçar e se vítima estiver em chamas não deixe sair correndo. Lembrando que deve dar preferência a vítimas que possuam queimaduras na face, ou com mais de 20% do corpo queimado, pois pode acontecer uma parada respiratória tendo riscos de progredir para cardiorrespiratória, portanto, deve haver remoção rápida para o hospital (BARSANO, BARBOSA, 2018, p.246).

Conforme afirmado por FERNANDES (2019, p104) os procedimentos devem ser feitos em específico a cada tipo de ocorrência.

Em caso de queimaduras térmicas:

• Deve apagar o fogo da vítima com água, rolando-a no chão ou cobrindo-a com um cobertor;

• Deve ser verificado as vias aéreas, respiração e nível de consciência;

• Retirar parte de roupas não queimadas e as queimadas aderidas ao local, recortar em volta;

• Retirar pulseiras, anéis, relógios etc.;

• Estabelecer extensão e profundidade das áreas queimadas;

• Quando de 1 grau banhar o local com bastante água fria ou soro fisiológico;

• Não passar nada no local, não furar bolhas e cuidado com infecção;

• Cobrir regiões queimadas com curativo úmido, frouxo, estéril ou limpo, para aliviar a dor e diminuir os riscos de contaminação;

• Transporte o paciente para um hospital, se necessário.

Em queimaduras químicas:

• Retirar as roupas da vítima;

• Lavar com água ou soro, sem pressão ou fricção;

• Identificar o agente químico, restando dúvida lavar por 15 minutos;

• Se for ácido, lavar por 05 minutos;

• Se for álcali, lavar por 10 minutos;

• Se álcali seco não lavar, retirar manualmente (exemplo: soda cáustica);

• Cubra a região com um curativo limbo e seco e previna choque.


Em caso de queimaduras nos olhos:

• Lavar o olho com água em abundância ou, se possível, com soro fisiológico por no mínimo 15 minutos;

• Não deve ser feito curativos pois pode causar feridas;

• Encaminhas a vítima para um pronto socorro o mais rápido possível.

Em queimaduras elétricas:

• Desligar a fonte ou afastar a vítima da fonte;

• Verificar sinais vitais da vítima;

• Avaliar a queimadura (ponto de entrada e de saída);

• Aplicar curativo seco;

• Prevenir choque.

Além de parada respiratória, cardiorrespiratória e queimaduras também é importante ter conhecimento em procedimentos envolvidos com fraturas, hemorragias, convulsão, asfixia e desmaio, por serem acidentes ou sintomas que acontecem com mais frequência no ambiente de trabalho.

Segundo BARSANO e BARBOSA (2018), uma fratura acontece quando há ruptura de osso(s), podendo ocorrer dor intensa e inchaço no local podendo ser acompanhado de hemorragias. 

No atendimento inicial pode se observar dois tipos de fraturas, sendo a simples, ruptura óssea interna e não roupe os tecidos da pele, ou exposta, quando o osso se quebra atravessando a pele. Porém em qualquer situação confirmada de fratura, deve-se fazer a imobilização do membro atingido, reduzindo a movimentação e dor da vítima, em todos os casos não deve improvisar atendimento ou medicar a vítima.

Segundo FERNANDES (2019, p.92) para fazer imobilização deve-se seguir as seguintes regras:

• SEMPRE informe ao paciente que irá fazer;

• Exponha o local, removendo ou cortando as roupas da vítima;

• Controle hemorragias e cubra feridas. Não empurre fragmentos ósseos para dentro do ferimento, nem tente removê-los;

• Use curativos estéreis;

• Verifique o pulso distal, a mobilidade, a sensibilidade e a perfusão;

• Prepare todo o material de imobilização antes de mexer no local para imobilizá-lo;

• Proteja as talas que estiverem em contato com o osso fraturado;

• A imobilização de fraturas deve impedir a movimentação de uma articulação acima e uma abaixo do local da fratura e, no caso de lesões em articulações, imobilize um osso acima e um abaixo da articulação lesada. Deve movimentar o mínimo possível. Dependendo da fratura, faça a imobilização na posição encontrada;

• Refaça o exame da extremidade após a imobilização e, caso haja alterações vasculares ou neurológicas, refaça a imobilização;

• Previna estado de choque;

• Transporte para um pronto socorro ou aguarde uma equipe especializada; 


Os materiais utilizados em uma imobilização são talas sendo rígidas, moldáveis ou infláveis, talas de tração, colares cervicais, colete de imobilização dorsal (KED), máscaras rígidas, Bandagens triangulares ou ataduras (FERNANDES 2019).

Já as hemorragias, segundo BARSANO e BARBOSA (2018) são caracterizadas por internas, quando não há visualização do extravasamento do sangue. Se nota esse tipo de hemorragia observando sintomas como pupila dilatada e sem reação, pulsação fraca ou mais rápida, suor excessivo, edema no local, extremidades do corpo cianóticas, neste tipo de caso deve ser utilizado gaze ou panos limpos, seguidos de bolsa com água gelada, más é um caso que só um profissional médico especializado pode cuidar, então leve imediatamente para o hospital. E as externas são classificadas por extravasamento do sangue pois foi rompido os vasos ou artérias, o atendimento deve ser considerado pela gravidade da hemorragia, que é determinado pela quantidade de perda de sangue. Nos casos de perda em grande volume de sangue deve ser feito o atendimento com agilidade, seja enviando para um profissional médico especializado ou solicitando ajuda, pois a demora pode agravar a situação, e a vítima entrar em estado de choque ou morte, porém se possível priorize o transporte da vítima para o hospital o mais rápido, ao atender esse acidentado lembre-se que deve ser utilizado EPIs para se proteger, e não entrar contato com o sangue da vítima.

Em casos de convulsão deve adotar os seguintes procedimentos:

• Manter-se calmo e procurar acalmar os demais;

• Colocar algo macio sob a cabeça da vítima protegendo-a;

• Remover da área objetos que possam causar-lhe ferimento;

• Afrouxar gravata ou colarinho de camisa, deixando o pescoço livre de qualquer coisa que incomode;

• Girar-lhe a cabeça para o lado. Visando que a saliva não dificulte sua respiração – desde que não haja qualquer suspeita de trauma raquimedular;

• Não introduzir nada pela boca, não prender a língua com colher ou outro objeto (não existe perigo algum de o paciente engolir a própria língua);

• Não tentar fazê-lo voltar a si, jogando-lhe água ou obrigando-o a tomá-la.

• Não agarre na tentativa de mantê-lo quieto. Não se oponha aos seus movimentos apenas o proteja de traumatismos.

• Ficar ao seu lado até que a respiração volte ao normal e ele se levante.

A asfixia pode ocorrer por qualquer tipo de objeto estranho na cavidade oral, ou seja, por uma simples ingestão de alimentos, segundo BARSANO e BARBOSA (2018) a Asfixia precisa de um socorro imediato pois não há tempo suficiente para esperar a chegada de um socorro médico, por isso a pessoa mais próxima deve conhecer os procedimentos para atende-la, conforme citado por FERNANDES (2019) deve perguntar a vítima se está engasgada, se afirmar, deve iniciar a manobra de Heimlich, atendendo os seguintes passos:

Em vítimas conscientes em pé ou sentadas:

• Posicionar-se atrás da vítima abraçando-a em torno do abdome. Colocar a raiz do polegar de uma das mãos entre a cicatriz umbilical e o apêndice xifoide;

• Envolver a mão que se encontra sobre o abdome da vítima com a outra mão;

• Pressionar o abdome da vítima puxando-o para si e para cima, por 5 vezes, forçando a saída do corpo estranho;

• Observar se a vítima expele o corpo estranho e volta a respirar normalmente;

• Continuar as compressões até que a vítima expila o objeto ou perca a consciência;

• Caso a compressão abdominal seja inviável, por tratar-se de paciente obeso ou gestante. Realizar as compressões na porção média inferior do osso esterno.

Em vítimas conscientes deitadas:

• Posicionar a vítima em decúbito dorsal;

• Ajoelhar-se ao lado da vítima ou a cavaleiro sobre ela no nível de suas coxas, com seus joelhos tocando-lhe lateralmente no corpo;

• Posicionar a palma da mão sobre o abdome da vítima, entre o apêndice xifoide e a cicatriz umbilical mantendo as mãos sobrepostas;

• Aplicar 5 compressões abdominais no sentido tórax;

• Abrir a cavidade oral e observar se o corpo estranho está visível e removê-lo;

• Repetir o processo de compressão e observação da cavidade oral até que o objeto seja visualizado e retirado ou a vítima perca a consciência.

Em vítimas inconscientes:

• Para vítimas sem responsividade, deve ser aplicada a RCP, pois as compressões torácicas forçam a expedição do corpo estranho e mantém a circulação sanguínea, aproveitando o oxigênio ainda presente no ar dos pulmões.

• Importante ressaltar que durante a abertura das vias aéreas para a aplicação das ventilações de resgate, o socorrista deverá inspecionar a boca e remover quaisquer objetos visíveis.

Esse capítulo teve intensão de dar um direcionamento sobre alguns procedimentos para os primeiros socorros, aguçar a curiosidade e incentivar o profissional a também se especializar nessa área, portanto para ter o total domínio para realização de um atendimento pré-hospitalar, deve passar por várias etapas, desde a correta análise do estado de saúde, reanimação, preservação, estabilização e transporte da vítima, por isso deve estar sempre estudando novas técnicas e se atualizando a recomendações dos principais órgãos e instituições sobre o assunto, e também estar treinando constantemente em cursos especializados.


 COMO O TREINAMENTO DE PRIMEIROS SOCORROS PODE CONTRIBUIR

O conhecimento em primeiros socorros tem uma grande importância e na maioria das vezes as pessoas não buscam esse conhecimento, e quando há oportunidades em algumas empresas que fornecem, acabam ignorando como se não fosse algo tão importante e veem como perca de tempo, e mal param para notar que acidentes e mal súbitos estão em todas partes de nossas vidas, seja no ambiente de trabalho que se passa horas trabalhando, onde na maioria das vezes tem diversos tipos de máquinas que podem gerar acidentes graves como fraturas, cortes e até mesmo amputações, horários de alimentação que podem acontecer casos de engasgamentos e outros, também no trajeto de ida e volta que é comum no transito se deparar com acidentes, que muitas das vezes pessoas morrem por falta dos princípios de emergência, e por pior das hipóteses na própria casa. Já parou para pensar quantos entes queridos acabam perdendo a vida, e muitas vezes pessoas que à amam acabam vendo a morte na própria frente sem saber o que fazer? Acidentes, mal súbitos podem acontecer em qualquer momento, seja com filhos, mãe, pai e amigos de trabalho. É obvio que treinamentos não irão substituir atendimento médico, más sua ajuda pode fazer grande diferença para alcançar resultados satisfatórios, por isto deve ter consciência da importância de pessoas buscarem aprender mais, realizar cursos e treinamentos de capacitação em atendimentos de primeiros socorros.

Por isso deve ter em mente que este é um conhecimento que pode fazer a diferença em sua vida, e que sempre terá utilidade, seja na sua casa, trabalho ou até mesmo no lazer, porém, deve ter em mente que é preciso ter responsabilidade, e que falta de conhecimento e habilidades podem agravar ainda mais a situação, então é de grande importância que esteja preparado para atuar corretamente em uma situação de acidente.


Conclusão

Este capítulo expõe as interpretações finais que fizeram esta monografia, à qual abordou a temática da importância do treinamento de primeiros socorros na segurança do trabalho. Nesta o autor buscou relatar tópicos de relevante questão demonstrando como os primeiros procedimentos de socorro a vítima são fundamentais para garantir a vida de um colaborador acidentado.

Dessa forma, dentre os vários projetos existentes apresentados ao longo dessa pesquisa, este tratou-se de como conscientizar que o treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o ambiente de trabalho e para as pessoas treinadas.

Diante disso a pesquisa teve como objetivo geral, traçar como a implementação de treinamentos de primeiros socorros pode garantir a integridade e vida do trabalhador em um acidente de trabalho. Constata-se que o objetivo geral foi atendido porque efetivamente o trabalho conseguiu demonstrar que o treinamento de primeiros socorros pode garantir a vida do acidentado.

 O objetivo específico inicial foi conhecer a história da segurança do trabalho, identificar o que é acidente de trabalho, definir o que é primeiros socorros, quais são os procedimentos em cada caso específico e conscientizar como o treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o trabalho e a vida do treinado e foi atendido essa meta através de autores de livros, revistas e trabalhos acadêmicos.

 A pesquisa partiu da hipótese de que o treinamento de primeiros socorros pode ser um bom investimento, pois além de minimizar risco de mortes em acidentes, o treinamento em primeiros socorros dará a oportunidade de salvar uma vida ou minimizar danos, sendo um conhecimento que pode contribuir para o trabalho, para própria vida e até mesmo para sociedade. Sendo confirmada demonstrando como procedimentos de primeiros socorros pode garantir a vida e melhores condições em casos de acidentes de emergência tanto no trabalho, na casa ou na sociedade.

Tendo este trabalho como problema de pesquisa de: Como conscientizar que o treinamento de primeiros socorros pode contribuir para o ambiente de trabalho e para as pessoas treinadas? Sendo respondido que o treinamento pode diminuir o risco de mortes e garantir que o acidentado não piore e entre em condições mais graves, sendo um conhecimento que pode contribuir para qualquer momento da vida que fique diante de um acidente, tanto de trabalho, familiar, de trajeto ou de passeios. E assim ter a capacidade de poder salvar uma vida ou contribuir para que profissionais médicos ou de saúde tenham melhores resultados.

A pesquisa para esse trabalho foi feita através de autores de livros, revistas, artigos e trabalhos acadêmicos e apesar dos cuidados e esforços empreendidos para assegurar a qualidade e validade de resultados, o presente estudo esteve sujeito a algumas limitações, tais como falta de estatísticas de mortes e gastos das empresas e do governo por indenizações por mortes de trabalho. Impossibilitando ir a campo pela dificuldade que está trazendo o Covid-19, onde muitas empresas não possibilitam a entrada para pesquisas. Entretanto, o reconhecimento dessas limitações não desvaloriza os resultados, mas possibilita a utilização futura mais correta e consciente de dados e análises desse estudo.

Em relação a continuidade de pesquisa, embora o resultado apresentado evidencie a observação de um evento específico, algumas questões surgem como possibilidades de prosseguimento, tais como: Pesquisar qual o índice de mortes por acidentes de trabalhos, qual o valor gastado por empresas por indenizações de mortes e como o investimento do treinamento de primeiros socorros pode contribuir para diminuição destes gastos.

Para finalizar, consideramos os resultados da presente pesquisa acadêmica, acredita-se que o trabalho contribuiu para o entendimento, ensino e aprendizagem de como o primeiro atendimento de socorro a vítima se feito de maneira correta pode ser fundamental para garantir a vida, sendo muito importante sua implementação no ambiente de trabalho, com isso, permitiu-se ter conhecimento sobre o que é segurança do trabalho, como ocorrem acidentes de trabalho, e quais os procedimentos devem ser adotados em cada caso específico de acidente.

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