A IMPORTANCIA DO MEIO AMBIENTE PARA A SOCIEDADE ALIADO A SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

A IMPORTANCIA DO MEIO AMBIENTE PARA A SOCIEDADE ALIADO A SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA DO TRABALHO

paulo batista dos santos

Orientador: Marcia

Resumo

O presente trabalho tem o propósito de demonstrar a importância do meio ambiente para a sociedade, aliado a sustentabilidade e segurança do trabalho, utilizando o método de pesquisas, estudos e artigos publicados recentemente, sobre os impactos econômicos e sociais, causados pelo desmatamento, queimadas e degradação do meio ambiente. Quais os efeitos de toda essa catástrofe ecológica. Foi constatado, através de pesquisas, a importância de uma empresa com o foco para a sustentabilidade. De como suas práticas, voltadas para a sustentabilidade e a responsabilidade social, preocupada com a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente como um todo, assegurando à todos um desenvolvimento e um ambiente saudáveis, com qualidade de vida para estas e as futuras gerações. Uma visão detalhada da importância da saúde do trabalhador no ambiente de trabalho. Bem como a orientação das empresas em relação à segurança no trabalho, a importância do uso de EPI’s e EPC’s para a proteção individual e coletiva de seus colaboradores.

palavras - chaves : meio ambiente; sustentabilidade; segurança do trabalho; EPI; EPC

Abstract


The purpose of this work is to demonstrate the importance of the environment for society, combined with the sustainability and safety of work, using the method of research, studies and articles published recently, on the economic and social impacts caused by deforestation, burning and degradation of the environment. What are the effects of this ecological catastrophe. It was found, through research, the importance of a company with a focus on sustainability. As its practices, focused on sustainability and social responsibility, concerned with the preservation of natural resources and the environment as a whole, ensuring everyone a healthy development and environment, with quality of life for these and future generations. A detailed view of the importance of worker health in the workplace. As well as the orientation of companies in relation to safety at work, the importance of using PPE's and EPC's for the individual and collective protection of their employees.

Keywords: environment; sustainability; workplace safety; PPE; EPC

Introdução

Contemporaneamente, com a globalização, a industrialização e todos os atos humanos que violam, de alguma forma, o salutar curso da natureza, a renovação de seus recursos e a sua preservação, a educação ambiental se revela como uma alternativa e um caminho para a elaboração de constrições sociais inovadoras, principalmente, na questão da conscientização para a preservação ambiental e na concretização de ações afirmativas nesse sentido:


As políticas ambientais e os programas educacionais relacionados à conscientização sobre a crise ambiental demandam cada vez mais novos enfoques integradores de uma realidade contraditória e geradora de desigualdades que transcendem a mera aplicação dos conhecimentos científicos e tecnológicos disponíveis. (Jacobi, 1998, p.13)


É amplamente aceito que as empresas desempenham um importante papel de administração no tratamento de questões de desenvolvimento sustentável. Um desafio importante nessa função é equilibrar as pressões frequentemente conflitantes criadas pelo desenvolvimento sustentável - desempenho econômico no nível da empresa versus degradação ambiental e ruptura social. 


Mesmo aqueles preocupados apenas com os negócios e não com o destino do planeta reconhecem que a viabilidade dos negócios em si depende dos recursos de ecossistemas saudáveis - água doce, ar puro, biodiversidade robusta, terras produtivas - e da estabilidade de sociedades justas. Felizmente, a maioria de nós também se preocupa diretamente com essas coisas.

E ainda assim, coletivamente, não temos feito progresso na redução dos danos que os negócios causam ao mundo. Empresas admiráveis lançaram iniciativas inspiradoras, mas os impactos negativos da atividade empresarial continuam a crescer.

O desenvolvimento sustentável se refere a um modelo múltiplo de sociedade que leva em conta tanto à viabilidade econômica quanto a ecológica. Conforme foi dito pelo autor: 


 O desenvolvimento sustentável somente pode ser entendido como um processo no qual, de um lado, as restrições mais relevantes estão relacionadas com a exploração dos recursos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e o marco institucional. De outro, o crescimento deve enfatizar os aspectos qualitativos, notadamente os relacionados com a equidade, o uso de recursos – em particular da energia – e a geração de resíduos e contaminantes. Além disso, a ênfase no desenvolvimento deve fixar-se na superação dos déficits sociais, nas necessidades básicas e na alteração de padrões de consumo, principalmente nos países desenvolvidos, para poder manter e aumentar os recursos-base, sobretudo os agrícolas, energéticos, bióticos, minerais, ar e água. (Jacobi, 2003, p. 195).


As empresas hoje, mais que nunca, procuram se proteger e proteger seus trabalhadores nas atividades diárias. O uso de equipamento de proteção, individual e coletiva - EPI's e EPC's - está diretamente relacionado à segurança. E esse assunto é de interesse mundial, pois pode trazer danos gigantescos, tanto para o trabalhador quanto para a empresa. Neste contexto, essa pesquisa demonstra a importância e necessidade da utilização desses equipamentos de segurança, para minimizar o número de acidentes, evitar qualquer tipo de risco de vida.  

SOCIEDADE E MEIO AMBIENTE

O meio ambiente é uma questão importante, mesmo quando a sociedade enfrenta crises econômicas, pandemia do coronavírus, guerras e problemas sociais sem fim. É importante porque a Terra é o único lar que os humanos têm e fornece ar, comida e outras necessidades.

O subcampo da sociologia ambiental estuda a maneira como os humanos interagem com seus ambientes. Este campo está intimamente relacionado à ecologia humana, que se concentra na relação entre as pessoas e seu ambiente natural e construído. Esta é uma área que está chamando mais atenção à medida que padrões climáticos extremos e batalhas políticas sobre mudanças climáticas dominam as notícias. Um fator chave da sociologia ambiental é o conceito de capacidade de suporte, que descreve a quantidade máxima de vida que pode ser sustentada em uma determinada área. Embora esse conceito possa se referir a pastagens ou rios, também podemos aplicá-lo à terra como um todo.


EFEITOS AMBIENTAIS

Um dos maiores problemas que o mundo enfrenta hoje é o da poluição ambiental. Os efeitos ambientais consistem em cinco tipos básicos de poluição do ar, água, solo, ruído e luz. A poluição ambiental é a contaminação dos componentes físicos e biológicos da terra a tal ponto que os processos ambientais normais são adversamente afetados.

O mercúrio no ar pode se depositar em corpos d'água e afetar a qualidade da água. Este mercúrio no ar pode cair ao solo em gotas de chuva, poeira ou simplesmente devido à gravidade (conhecida como “deposição de ar”). Depois que o mercúrio cai, ele pode acabar em riachos, lagos ou estuários, onde pode ser transferido para o metil mercúrio por meio da atividade microbiana. O metil mercúrio se acumula nos peixes em níveis que podem prejudica-los e outros animais que os comem. A deposição de mercúrio em uma determinada área depende do mercúrio emitido por fontes locais, regionais, nacionais e internacionais.


DESMATAMENTO

O desmatamento é a remoção permanente de árvores para abrir espaço para algo além da floresta. Isso pode incluir limpar a terra para agricultura ou pastagem, ou usar a madeira para combustível, construção ou manufatura.

As florestas cobrem mais de 30% da superfície terrestre da Terra. Essas áreas florestais podem fornecer alimentos, remédios e combustível para mais de um bilhão de pessoas. Em todo o mundo, as florestas proporcionam 13,4 milhões de pessoas com empregos no setor florestal, e outras 41 milhões de pessoas têm empregos relacionados com as florestas.

As florestas são um recurso, mas também são grandes porções de terra não desenvolvidas que podem ser convertidas para fins como agricultura e pastagem.

Hoje, no Brasil, está acontecendo uma das maiores queimas de todos os tempos. Não só na Amazônia, mas também no Pantanal. A Amazônia teve 1.359 km² sob alerta de desmatamento, conforme dados do INPE, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. É a segunda maior em cinco anos e é maior que a da cidade de Belém do Pará.

O Pantanal já registra o número mensal mais alto de focos de incêndio desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 1998: foram 6.048 pontos de queimadas registrados no bioma desde o dia 1º de setembro de 2020 até final de setembro, o dado mais recente. O recorde mensal anterior era de agosto de 2005, quando houve 5.993 focos de incêndio no bioma.

Em comparação a 2019, quando setembro teve 2.887 focos detectados em 30 dias, o mesmo mês de 2020 já apresenta uma alta de 109%. O número de focos neste mês está 211% acima da média histórica do Inpe para setembro, que é de 1.944 pontos de incêndio.

Segundo o engenheiro florestal Vinícius Freitas Silgueiro, coordenador de inteligência territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), que monitora o Pantanal em Mato Grosso:


Setembro é o mês mais crítico – então, no ritmo que os incêndios vinham no Pantanal, não é de se estranhar que esse mês tenha batido recorde, ainda que faltem seis dias para o mês terminar. Esse é o resultado dessa seca bastante intensa – e, principalmente, dos incêndios que estavam ativos que não foram combatidos com a eficiência necessária frente ao tamanho desse problema. (Silgueiro, 2020)


Os municípios que mais desmataram na Amazônia foram:

1. Porto Velho: 96,79 km²

2. São Félix do Xingu (PA): 73,31 km²

3. Altamira (PA): 72,69 km²

4. Lábrea (AM): 57,99 km²

5. Novo Progresso (PA): 40,94 km²

6. Itaituba (PA): 40,53 km²

7. Colniza (MT): 35,14 km²

8. Pacajá (PA): 25,15 km²

9. Cujubim (RO): 24,73 km²

10. Portel (PA): 24,55 km²


Alerta sobre desmatamento

O médico sanitarista e ex-presidente da ANVISA, Gonçalo Vecina, afirmou, em entrevista à Globo News, que o desmatamento na Amazônia pode levar a outras epidemias, como a da Covid-19, pelo fato de a floresta abrigar muitos outros vírus:


Nós estamos agredindo a Amazônia. Na Amazônia, tem uma quantidade de vírus imensa. A próxima epidemia, com o nível de agressão que nós estamos fazendo ao meio ambiente, já está a caminho. Nós temos que estar cuidando disso desde agora. E cuidar disso significa identificar esses agentes o mais cedo possível e desenvolver remédios e vacinas o mais cedo possível. Portanto, investimento em ciência continuamente – ciência básica e ciência aplicada – será fundamental. Espero que os nossos próximos governantes tenham essa consciência e façam esse investimento, para que nós estejamos preparados para a próxima crise, que virá. (Vecina, 2020)


As declarações do médico foram feitas depois que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recuou da proposta de diminuir a meta de preservação da Amazônia. Em maio, o ministro defendeu “passar a boiada” e “aproveitar o momento” em que o foco da sociedade e da mídia está voltado para o coronavírus para mudar regras de proteção ambiental.


Impacto sócio-econômico e biodiversidade

Os incêndios florestais afetam gravemente a biodiversidade, ameaçando espécies e habitats emblemáticos que permitem a sobrevivência de diferentes espécies de animais e plantas. Essas fontes de fogo aumentarão as consequências das mudanças climáticas, com potenciais secas e inundações devido à falta de cobertura vegetal.

Além disso, tem impactos socioeconômicos para famílias de pequenos produtores e comunidades indígenas, cujas fontes de renda são os serviços prestados pela natureza que agora estão em risco. Famílias em territórios indígenas já estão sofrendo os efeitos dessa emergência, onde mães e crianças em amamentação foram evacuadas por risco latente devido à perda de milhares de hectares de florestas.

É preciso ampliar as ações destinadas a apagar incêndios, minimizar as causas e reduzir as pressões que afetam essas áreas. São necessários recursos e políticas públicas fortes para evitar as condições que colocam em risco a Amazônia, Pantanal e outras regiões de grande importância para a América Latina e o mundo.

desenvolvimento sustentável

A sustentabilidade é alcançada quando toda uma geografia política ou região completa a transição para o desenvolvimento sustentável. O caminho para a sustentabilidade não é fácil nem rápido. 


CONCEITO

Sustentabilidade é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras, garantindo o equilíbrio entre o crescimento econômico, o cuidado com o meio ambiente e o bem-estar social.

Este conceito surgiu pela primeira vez em 1987, alertando para as consequências ambientais negativas do crescimento econômico e da globalização, que buscava encontrar possíveis soluções para os problemas causados pela industrialização e pelo crescimento populacional .


COMO ALCANÇAR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Muitos dos desafios que a humanidade enfrenta, como mudanças climáticas, escassez de água, desigualdade e fome, só podem ser resolvidos em nível global e promovendo o desenvolvimento sustentável: um compromisso com o progresso social, equilíbrio ambiental e crescimento econômico.

Como parte de um novo roteiro de desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas aprovaram a Agenda 2030, que contém os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, um apelo à ação para proteger o planeta e garantir o bem-estar global das pessoas. Esses objetivos comuns requerem o envolvimento ativo de indivíduos, empresas, administrações e países em todo o mundo.



OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, também conhecidos como Objetivos Globais, são um apelo das Nações Unidas a todos os países do mundo para enfrentar os grandes desafios que a humanidade enfrenta e garantir que todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades de viver uma vida melhor, sem comprometer nosso planeta.



ESTRATÉGIA DE NEGÓCIO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O conceito de desenvolvimento sustentável tem recebido reconhecimento crescente, mas é uma nova ideia para muitos executivos de negócios. Para a maioria, o conceito permanece abstrato e teórico. Proteger a base de capital de uma organização é um princípio de negócios bem aceito, embora ainda algumas organizações não reconhecem a possibilidade de estender esta noção para os recursos naturais e humanos do mundo.

Para que o desenvolvimento sustentável alcance seu potencial, ele deve ser integrado ao sistema de planejamento e medição de empresas. E para que isso aconteça, o conceito deve ser articulado em termos familiares aos líderes empresariais.

Para a empresa, o desenvolvimento sustentável significa adotar estratégias de negócios e atividades que atendam às necessidades da empresa e de suas partes interessadas, enquanto proteger, sustentar e melhorar os recursos humanos e naturais que serão necessários no futuro.

Esta definição captura o espírito do conceito originalmente proposto pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento, e reconhece que o desenvolvimento deve atender às necessidades de uma empresa e de suas partes interessadas. Ela também destaca a dependência das empresas de recursos humanos e naturais, além de capital físico e financeiro, e enfatiza que a atividade econômica não deve, irreparavelmente, degradar ou destruir esses recursos naturais e humanos.

Esta definição tem como objetivo ajudar os diretores de negócios a aplicar o conceito de sustentabilidade para suas próprias organizações. No entanto, é importante enfatizar que o desenvolvimento sustentável não pode ser alcançado por uma única empresa, de forma isolada. O desenvolvimento sustentável é abrangente e cada participante da economia global, incluindo consumidores e governo, devem estar com o mesmo propósito, de atender às necessidades de hoje sem comprometer as gerações futuras.


BENEFÍCIOS DE UMA EMPRESA SUSTENTÁVEL

Nas últimas duas décadas, a sustentabilidade se tornou mais do que uma moda passageira. A pesquisa mostra que a sustentabilidade traz benefícios reais para os negócios, quando conscientemente integrada às operações de negócios:


a) Melhor imagem da marca e vantagem competitiva Pesquisas feitas com mais de 53.000 consumidores, descobriu-se que 58 por cento dos consumidores de bens e serviços, são mais propensos a comprar de empresas que praticam hábitos sustentáveis, ou seja, que estão favoravelmente predispostos a empresas que apresentam histórico positivo em valores pessoais, sociais e ambientais. Os consumidores também favorecem empresas que apoiam ativamente suas comunidades: as empresas vão bem, fazendo o bem. 

A melhoria da conscientização da marca por meio de “fazer o bem” está se tornando um dos pilares das campanhas publicitárias que analisam os anúncios de conscientização pública da Colgate durante o Super Bowl, promovendo a conservação da água. Podemos viver sem eletricidade ou papel - as pessoas fizeram exatamente isso por milênios - mas a humanidade não pode existir sem água, especialmente água potável. O incentivo e a prática para conservar recursos, não apenas melhoram o conhecimento da marca, mas também gera um nível de conscientização mais profundo para os funcionários, suas famílias e mais pessoas. A oportunidade de melhorar a imagem da marca será perdida se a empresa não fizer o que prega.

b) Aumento da produtividade e redução de custos. Difamadores da sustentabilidade afirmam que as práticas de negócios sustentáveis corroem o lucro corporativo. O desenvolvimento de práticas comerciais sustentáveis se presta a uma operação eficiente que simplifica os esforços e conserva os recursos, o que aumenta a produtividade dos funcionários e reduz os custos. A redução de custos também abrange estratégias de conservação de energia, que podem ser tão simples como desligar luzes desnecessárias e isolar paredes para esforços mais sofisticados, como instalação de sistemas de aquecimento e resfriamento geotérmicos. Esses esforços, com maior impacto geral, provavelmente serão mais caros de implementar, mas os resultados a longo prazo justificam o investimento.

c) Aumento da capacidade de negócios para cumprir a regulamentação. Com toda a discussão sobre mudança climática, recursos de energia cada vez menores e impacto ambiental, não é surpresa que agências governamentais, estaduais e federais, estejam promulgando regulamentações para proteger o meio ambiente. Integrar a sustentabilidade ao seu negócio irá posicioná-lo para atender às mudanças nas regulamentações em tempo hábil.

d) Atrai funcionários e investidores. As pessoas gostam de ser associadas ao que é positivo, especialmente as gerações mais jovens, criadas com uma dieta constante de mensagens de proteção ambiental. Eles não querem ser vinculados a empresas envolvidas em desastres ecológicos e escândalos de assistência social. Uma empresa que respeita o meio ambiente e seus funcionários atrai o calibre das pessoas que deseja empregar e os fundos de que seu negócio precisa para se expandir.

e) Reduz o desperdício. Esta é provavelmente a maneira mais simples e óbvia de se envolver em práticas sustentáveis. Começando na década de 1990 com escritórios coletando latas vazias para reciclagem, o esforço cresceu para abranger a mitigação de resíduos em papel (conservação de árvores e habitats florestais), engenharia de valor de produtos (retrabalho ou desenvolvimento de novos processos que usam menos matérias-primas, desperdício de menos material em produção de bens), à substituição de lâmpadas incandescentes por LED (maior eficiência combinada com menos lâmpadas utilizadas).


MODELO DE EMPRESA SUSTENTÁVEL

Sustentabilidade Corporativa pode ser entendida como uma reação empresarial estratégica e orientada para o lucro às questões sociais e ambientais causadas pelas operações diretas e indiretas dos negócios.

Por uma renovação de consumismo e produtividade, a Sustentabilidade Corporativa tem por objetivo induzir as empresas e clientes a sua visão inovadora de obter lucros e recursos futuros sem que isto venha degradar o meio ambiente. Desta forma, quando as empresas buscam compensar seus impactos negativos e optar em programar algo positivo, ela automaticamente vai além das exigências legais ou do dever de cumprir regras, isto, porque elas têm muito a ganhar.

         Com relação à sociedade civil, estas empresas envolvidas podem obter benefícios de imagem e reputação, além de acesso a um número maior de mercados e, em alguns casos, vantagens nos preços com investidores, acionistas, além das diversas sensibilizações para seus próprios funcionários e suas famílias.

          No que se referem ao meio ambiente, suas vantagens são na capacidade de reduzir, recuperar impactos e obter recursos por mais tempo para as empresas.

          Com os maiores números de vantagens, as empresas que têm esse conceito estarão obtendo significativas reduções de custos e riscos, além de uma melhor capacidade de atrair soluções práticas e rápidas para possíveis problemas ambientais.

          Diante disso, observa-se que as questões sociais, ambientais e econômicas estão absolutamente interligadas e que, para alcançar o sucesso nos resultados e mantê-lo no longo prazo, as empresas precisam atuar de forma integrar nesta estratégica em meio à Sustentabilidade Corporativa:

Logo, a busca pela sustentabilidade corporativa passa, necessariamente, pelo consumo racional de recursos e pela redução e compensação da poluição gerada por emissões de efluentes e geração de resíduos. Alguns dos principais mecanismos utilizados com essas finalidades são: a ecoeficiência, mecanismo pelo qual se busca produzir mais com menor utilização de recursos; e a análise do ciclo de vida dos produtos, que avalia e monitora o consumo de recursos e a geração de resíduos e efluentes.  MANZINI e VEZZOLI (2005, p 33)


          Partindo desses pressupostos, percebe-se que a Sustentabilidade Corporativa promove não apenas melhorias para os consumidores como também para aqueles que trabalham na organização, através de ações e práticas adotadas de forma interna e externa.


Projeto Tijolo Solidário

APRESENTAÇÃO

Através do Instituto Mover da Vida – I.M.V, entidade filantrópica, criada em 2008, por um grupo de amigos que se juntaram para promover e ajudar comunidades carentes, nasceu o projeto Tijolo Solidário, que visa apresentar uma proposta de implementação de núcleos de produção de tijolos ecológicos. O tijolo ecológico é um produto, como o nome diz, ecologicamente correto e sustentável, de baixo impacto ambiental, utilizado principalmente para atender as demandas habitacionais da população de baixa renda, inseridas ou não, em programas governamentais de habitação popular.

Figura 1 — modelo de tijolo ecológico
modelo de tijolo ecológicoO autor (2020)

 OBJETIVO

O objetivo principal do projeto é estimular a produção de tijolo ecológico que venha atender as demandas das comunidades de baixa renda, oferecendo treinamento e equipamentos adequados.

Figura 2 — treinamento para uso adequado
treinamento para uso adequadoO autor (2020)


DIFERENCIAL

O diferencial do tijolo ecológico é a tecnologia, que pode ser aplicada às construções de baixa renda, sendo importante considerar alguns aspectos como a economia de tempo e material, facilidade na execução, atendendo a segmentos da população na faixa de pobreza, permitindo o uso de mutirão com a utilização de máquinas e equipamentos produzidos a baixo custo.

Figura 3 — baixo custo na fabricação
baixo custo na fabricaçãoO autor (2020)

PÚBLICO ALVO

O projeto tem como alvo direto a população de baixa renda do Distrito Federal e Entorno, tendo como intermediário neste processo o IBRAM, associações, cooperativas, ONGS, etc.


JUSTIFICATIVA

Grande parte dos resíduos poluentes, produzidos pela sociedade, pode ser reciclada, de modo a gerar novos materiais e atender à crescente demanda por tecnologias alternativas de construção mais eficientes e econômicas.

Assim, a perspectiva é que se desenvolva uma política habitacional nos municípios, voltada para retirar famílias de áreas de risco e criar alternativas habitacionais acessíveis à população de zero a três salários mínimos.


Figura 4 — casas populares
casas popularesO autor (2020)

VANTAGENS 
  •    Controle de perdas (a alvenaria modular minimiza o desperdício);
  •   Disponibilidade de abastecimento;
  •  Baixo custo em comparação às alvenarias convencionais;
  •  Durabilidade e segurança estrutural;
  •  Funcionalidade de seus equipamentos, permitindo uma operação direta no canteiro de obras, independentemente de sua localidade;  
  •  Eficiência construtiva devido ao sistema modular, pelo qual os blocos são somente encaixados ou assentados com pouca quantidade de argamassa;  
  • Além disso, os blocos são produzidos com furos internos que permitem a passagem de tubulações e instalações hidráulicas sem a necessidade de cortes ou quebras;
  • Baixa agressividade ao meio ambiente, pois dispensa queima;  
  •  Uso de resíduos para a confecção de blocos e tijolos, sendo uma alternativa ecológica para os resíduos;  
  •   Economia de transporte quando produzido no próprio local da obra;
  •  Reaproveitamento de toda a perda por quebra, (o tijolo ou bloco quebrado pode ser triturado e utilizado como solo);  
  • Facilidade de manuseio devido aos encaixes que agilizam a execução da alvenaria;
  • Além da confecção de blocos e tijolos, há outros exemplos de utilização do tijolo ecológico tais como: base ou sub-base de pavimentos em estradas, vias urbanas; pátios industriais, estacionamentos, acostamentos e aeroportos; base de revestimento para tráfego leve ou muito leve, de pedestres ou bicicletas; revestimento de barragens de terra, canais, diques e reservatórios; 
  • Baixa agressividade ao meio ambiente, pois dispensa queima;  
  • Pavimentação de estábulos; estabilização de taludes e encostas; revestimentos e impermeabilizações de túneis; reconstituição da fundação; melhoria de suporte de fundações; pavimentos; construção de silos aéreos e subterrâneos, terreiros para café.


 METODOLOGIA 

Para a implementação do projeto é importante que haja interesse por parte de empresas do ramo da Construção Civil, instituições governamentais ou não, e que se estabeleçam parcerias com a troca de experiência na fabricação do tijolo ecológico.

Os tijolos serão destinados, prioritariamente, para a produção de unidades habitacionais de interesse social, atendendo às demandas da Política Municipal de Habitação de Interesse Social. A finalidade da fabricação será acompanhar a demanda dos projetos da política habitacional do município, que vai contemplar famílias com renda de até cinco salários mínimos, atendendo às famílias que hoje ocupam áreas de risco ou de preservação ambiental, que deverão ser realocadas.


CURSO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE MÃO DE OBRA

O investimento em cursos de formação e capacitação da mão-de-obra local, tem os seguintes objetivos:

  • Promover a formação técnica, inicial, da mão-de-obra, que irá desempenhar a função na produção dos tijolos ecológicos;
  • Selecionar o pessoal habilitado para as tarefas a serem executadas na fase da construção das moradias;
  • Orientar metodologicamente a produção e o uso do tijolo ecológico para diversas finalidades;


Desta forma, o projeto prevê ações para treinar e capacitar profissionais da construção civil (engenheiros, arquitetos, mestres-de-obras e pedreiros) por meio dos chamados cursos-oficina, com duração variável, para atuarem como orientadores e multiplicadores.


APOIO
  • Executar projetos, programas e planos de ações;
  • Firmar parcerias, convênios e acordos, com entidades congêneres e afins, pública ou privadas,   nacionais ou estrangeiras, promovendo intercâmbios de interesse mútuo;  
  • Distribuir e vender serviço, produtos e materiais da própria entidade ou de terceiros, divulgando-os por quaisquer meios;  
  • Promover estudos, pesquisas, conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às finalidades do IBRAM, produzidos por si ou por terceiros divulgando-os por quaisquer meios;  
  • Assessorar e prestar serviços de consultoria nas áreas relacionadas ao objeto social, à organizações públicas e privadas;  
  • Articular e promover iniciativas e ações de responsabilidade social corporativa.

























SEGURANÇA DO TRABALHO E SUSTENTABILIDADE

As organizações sustentáveis se esforçam para equilibrar o triplo resultado final de pessoas, planeta e lucro para alcançar sucesso e viabilidade de longo prazo. Isso significa que as organizações não podem ser sustentáveis sem proteger a segurança, a saúde e o bem-estar de seu recurso mais vital: os trabalhadores. Sustentabilidade não é apenas sobre o que é feito, mas como é feito. É uma mentalidade que requer liderança; não se contentando com o segundo melhor em qualquer aspecto das operações; definição e cumprimento de metas além da conformidade regulatória.

Organizações de todos os tamanhos em todo o país e ao redor do mundo adotaram essa mentalidade como uma forma de mostrar seus valores, medir impactos e resultados e aumentar sua vantagem competitiva. No entanto, a segurança e a saúde no local de trabalho costumam ser pouco enfatizadas ou completamente negligenciadas. Integrar segurança e saúde à sustentabilidade oferece uma oportunidade para melhor proteger os trabalhadores e alcançar uma organização verdadeiramente sustentável.


Saúde do Trabalhador

Em um movimento crescente em direção à sustentabilidade e responsabilidade corporativa, é fundamental destacar a importância de incluir a segurança e a saúde do trabalhador. Toda corporação deve fornecer, reimaginar e identificar abordagens inovadoras para proteger seus trabalhadores, tais como:

  • Criar novas parcerias para promover atividades integradas com sustentabilidade;
  • Aprimorar o treinamento e a educação interdisciplinar para trabalhadores, comunidade e profissionais de negócios;
  • Medir o impacto do desempenho de segurança e saúde nos resultados de negócios;
  • Reconhecendo os empregadores que integram aos esforços de sustentabilidade; e
  • Melhorar o acesso a dados sobre segurança e saúde para relatórios de sustentabilidade.


Os três pilares: meio ambiente, sociedade e economia, são frequentemente usados para modelar como a sustentabilidade pode ser incorporada à missão, objetivos e práticas de uma organização. Cada um dos pilares é considerado essencial para que resultados sustentáveis sejam alcançados. Até o momento, a comunidade ambiental tem efetivamente alavancado o movimento de sustentabilidade para promover melhorias nos resultados ambientais, como uso de recursos e redução de emissões, por meio de maior conscientização, estabelecimento de uma visão coletiva, investimento em inovações e promoção da transparência.


DESENVOLVENDO UM PROGRAMA QUE ALINHA SUSTENTABILIDADE COM A SEGURANÇA DO TRABALHO

Alinhar a sustentabilidade com a segurança do trabalho é um grande desafio para os profissionais responsáveis por esse setor da empresa. Um programa que vise boas condições ao trabalhador deve ser desenvolvido. 

Não é suficiente que a empresa pague um adicional de insalubridade, por exemplo, que está previsto em lei, para seus funcionários que exercem alguma função perigosa. A empresa precisa também se preocupar em desenvolver boas práticas que contenha os riscos, como o uso adequado de EPIs e o desenvolvimento de técnicas menos perigosas à saúde.


A IMPORTÂNCIA DO USO DE EPI NO LOCAL DE TRABALHO

A definição de equipamento de proteção individual - EPI é qualquer item de equipamento de segurança que protege o usuário contra potenciais riscos de saúde ocupacional e segurança no local de trabalho. É legalmente exigido para a maioria dos setores, como construção, agricultura e engenharia. O equipamento de proteção exigido por lei será diferente de acordo com as condições de trabalho de cada trabalhador/usuário. 


É importante que a empresa faça um exercício constante de conscientização, junto aos seus colaboradores, no local de trabalho, sobre como  os EPIs torna o trabalhador o mais seguro possível. Deve haver instruções e procedimentos em vigor, e os funcionários devem ter treinamento e supervisão adequados. Porém, mesmo após a aplicação desses sistemas de segurança, alguns perigos podem permanecer.

Os riscos de não usar equipamentos de segurança no trabalho, são inúmeros e podem causar lesões irreversíveis:


  • Pulmões - de respirar ar contaminado;
  • Cabeça e pés - da queda de itens;
  • Olhos - de detritos e resíduos no ar;
  • Pele - do contato com substâncias corrosivas;
  • Corpo - de extremo calor ou frio. 


O EPI é o último nível de proteção no local de trabalho. O equipamento de proteção formará uma barreira final entre os funcionários e os riscos ocupacionais que enfrentam diariamente. É importante que a empresa escolha o vestuário de segurança e proteção com cuidado para proteger seus funcionários contra perigos específicos. Além disso, ela deve treinar seus funcionários para usar os equipamentos de proteção individual corretamente e ensiná-los a identificar e relatar quaisquer falhas.


Pode-se citar como exemplo de EPIs:


  • Óculos e máscaras (para proteção ocular e facial);
  • Proteção auditiva e amortecedores (para proteção auditiva);
  • Respiradores (para proteção respiratória);
  • Capacetes (para proteção da cabeça), entre outros. 



IMPORTÂNCIA e exemplos de epc's

Chamado de EPC, o Equipamento de Proteção Coletiva é todo o item que é disposto nas dependências da empresa, com a função de resguardar fisicamente, de forma coletiva, a integridade dos colaboradores. O EPC pode ser fixo ou móvel.


Ao realizar a proteção coletivamente, o EPC é tão eficaz quanto o EPI, pois evita a ocorrência de acidentes físicos no ambiente ocupacional. Além disso, os EPCs não causam desconforto aos trabalhadores, o que torna sua eficácia ainda maior, pois sua proteção independe do uso do trabalhador.

Exemplos de EPCs:


  • Capuzes;
  • Telas;
  • Sinalização;
  • Avisos visuais;
  • Corrimãos;
  • Degraus antiderrapantes;
  • Luzes de sinalização;
  • Guarda-corpos;
  • Colírio de emergência, entre outros. 


Tanto os EPI's quanto os EPC's são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e não devem ser negligenciados. Além do fornecimento dos Equipamentos de Proteção, a empresa também deve orientar os colaboradores (com palestras e orientações) quanto ao uso, conservação e armazenamento desses equipamentos. A empresa deve se preocupar se o local está seguro, eliminando responsabilidades trabalhistas e insalubres associadas à exposição no local de trabalho. 

Conclusão

Os problemas sócio-ambientais enfrentados pela humanidade são frutos de um uso inadequado dos recursos naturais do planeta. O fato de o homem ainda não ter a consciência de que ele é parte do meio ambiente nos distancia cada vez mais de uma solução para a crise ambiental. É necessário que haja mudanças no modo de pensar das pessoas e essa mudança deve ser o foco do trabalho da educação ambiental. Nenhum indivíduo é passível de mudança se não houver um fator externo que o motive. Desta forma, cabe a cada cidadão ter o compromisso com as mudanças, pensando em um futuro melhor para a humanidade. As empresas com foco na sustentabilidade formam opiniões que podem despertar o desejo de agir em prol de soluções para o bem comum. É dessa formação de opinião e do desejo de atuar e, concretizar ações a favor de uma causa coletiva que ela passa a exercer sua cidadania. Quanto à abordagem dos temas que envolve a segurança no trabalho, é fundamental que cada empresa cuide para que minimize os problemas e proporcione segurança, com o uso de equipamentos adequados, tanto individual quanto coletivo, visando a saúde do trabalhador. Infelizmente, os modelos de educação ambiental ainda estão muito distantes de solucionar a problemática da falta de consciência ambiental da população. Há ainda uma falta de comprometimento das empresas junto a sociedade, falta de capacitação e políticas públicas e um programa que oriente a prática da educação ambiental. Essas são as principais barreiras encontradas na implementação da consciência ambiental. 

Referências

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