A IMPORTÂNCIA DO FORTALECIMENTO MUSCULAR NA FORMAÇÃO DO CADETE

Academia Militar das Agulhas Negras

A IMPORTÂNCIA DO FORTALECIMENTO MUSCULAR NA FORMAÇÃO DO CADETE

Cad Diogo Machado Lourenço da Silva

Orientador: Cap Kelson Leal Duarte Filho

Resumo

O treinamento físico militar(TFM) é uma atividade inerente para o militar, pois com um bom desempenho físico o combatente adquire uma boa capacidade de manter-se no cumprimento da sua missão. Dessa forma, esta obra busca ratificar o quanto é importante o fortalecimento muscular para a formação do cadete da Academia Militar da Agulhas Negras(AMAN), futuro oficial combatente do Exército Brasileiro, o qual tem o dever ser exemplo para sua tropa no decorrer das atividades que requerem esforços físicos .O fortalecimento muscular ajuda bastante na prevenção de lesões, além de ser um instrumento ótimo para ganho de força e resistência, atributos essências para um bom militar. Então, sabendo da intensidade das atividades da AMAN, o cadete necessita buscar essa ferramenta importantíssima, que irá acrescentar muito no seu desempenho.

Palavras-chave: Militar, físico.

Abstract

Military physical training (TFM) is an inherent activity for the military, because with a good physical performance the combatant acquires a good ability to remain in the fulfillment of his mission. Thus, this work seeks to confirm the importance of muscle strengthening for the formation of the cadet of the Military Academy of Agulhas Negras (AMAN), future combatant officer of the Brazilian Army, who has the duty to be an example for his troops during the activities that require physical efforts. Muscle strengthening helps a lot in preventing injuries, in addition to being a great tool for gaining strength and endurance, essential attributes for a good military man. So, knowing the intensity of AMAN's activities, the cadet needs to look for this very important tool, which will add a lot to his performance.



Keywords: Military, physical.

Introdução

 Em tempos de paz, nota-se a importância da preparação física do futuro oficial combatente do Exército Brasileiro, pois essa atividade desenvolve capacidades fundamentais para que a tropa mantenha a durabilidade em combates vindouros, servindo como adestramento militar. Por conta disso, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) se preocupa muito com os Treinamentos Físicos Militares (TFM) e com os Testes de Aptidão Física (TAF), disponibilizando uma boa carga horária para essa matéria em seu planejamento anual. Muitas vezes, por conta do estresse físico previsto, tem ocorrido lesões, luxações, rompimentos, fissuras, fraturas leves e incômodos em geral nas estruturas ósseas e musculares dos cadetes. Dessa forma, cresce a importância da musculação como fortalecimento corporal, dando maior estabilidade, gerando novas fibras e diminuindo o risco de problemas dessa natureza.

        A manutenção de níveis adequados de força e resistência muscular é importante em qualquer idade ou situação operativa e, entre os benefícios resultantes do treinamento neuromuscular, podem-se citar: a) melhora do desempenho nas atividades de combate, nas atividades recreativas e no desporto; b) prevenção de lesões, pois a musculatura fortalecida suporta maior carga e permite melhor postura para as atividades diárias; c) melhora da composição corporal pelo aumento da massa muscular e diminuição da gordura corporal; d) diminuição da perda da saúde osteomuscular com a idade, prevenindo a degeneração neuromuscular e minimizando a redução da densidade mineral óssea, diminuindo o risco de fraturas por quedas; e) aumento da força e da resistência muscular; e f) diminuição do risco de doenças coronarianas e metabólicas (BRASIL, 2015).

        Assim, é importante problematizar a questão: Os Cadetes da AMAN têm tido benefícios com a prática da musculação na prevenção de lesões e na recuperação de problemas físicos, causados pela grande carga horária de TFM e pela alta intensidade dos treinamentos?

        Além disso, é necessário verificar se os futuros oficias estão com uma capacidade de estrutura muscular e óssea para realizarem todas essas atividades, com um menor risco de empecilhos. Sabe-se que, cada formação corporal varia conforme a alimentação, desenvolvimento fisiológico, brincadeiras e esportes que os indivíduos praticam desde quando são crianças. Com certeza, a AMAN tenta reduzir essas diferenças apresentadas pelos militares, com o nivelamento físico proposto pela Seção de Educação Física (SEF), durante os quatro anos. Porém, mesmo com esse trabalho específico feito pela Academia, muitos militares apresentam dificuldades para alcançarem o fortalecimento de seus corpos, somente com os treinos estabelecidos.

        Por isso, tem crescido de importância as atividades que possibilitam o enriquecimento, o melhoramento e a progressão das capacidades dos Cadetes de se manterem constantes nos seus treinamentos diários, sem que muitos se machuquem e fiquem sem possibilidade de realização de suas tarefas.

        Com base nesses questionamentos, este trabalho busca subsídios dentro do contexto da Educação Física da AMAN, no que diz respeito a segurança física dos militares em formação. Dessa forma, priorizando os trabalhos de fortalecimento, com a musculação, realizado por aqueles que têm demostrado necessidade e comprovando a eficácia dessa atividade para solução desses problemas recorrentes.

        Portanto, esta pesquisa justifica-se para aumentar o compreendimento de quanto o fortalecimento muscular influencia na formação saudável do futuro oficial combatente do Exército Brasileiro. Visando entender também, os processos realizados pela AMAN para que os Cadetes se recuperem e se previnem de lesões atuais ou futuras.

referencial teórico

IMPORTÂNCIA DO FORTALECIMENTO MUSCULAR       

O fortalecimento muscular é algo importante no tratamento e prevenção de lesões. Mas treinar a musculatura de forma adequada muitas vezes foge do óbvio. Cada grupo muscular trabalha de uma forma, e é preciso treinar o músculo da maneira como ele funciona para que a intervenção seja efetiva (Castanharo, 2014).

        Muitas pessoas, não desenvolvem atividades físicas de fortalecimento muscular durante a semana e, nos finais de semana, como forma de lazer, praticam alguma modalidade esportiva junto aos amigos. Jogam futebol, futsal, vôlei ou até mesmo o basquete e acabam se machucam com certa frequência. Isso porque durante o jogo é exigido força nas articulações ou explosão e agilidade e, se o músculo não está preparado ou resistente, aumenta o risco de ocorrer lesões. Por isso, a importância do acompanhamento e fortalecimento muscular, mesmo para a prática amadora de esportes (JUNIOR, 2018).

        Já foi o tempo em que os exercícios de fortalecimento muscular eram recomendados somente para aqueles que praticavam atividades esportivas específicas. Anteriormente se pensava, por exemplo, que com a prática do fortalecimento muscular de atletas praticantes de atividades aeróbicas (principalmente as que existem muita carga) podia-se perder na velocidades dos movimentos (MATIAS, 2019).

        Hoje em dia já se sabe que nenhum atleta consegue uma melhora na performance sem que seja feito um trabalho integrado de todas as capacidades físicas: flexibilidade, resistência, coordenação e força (MATIAS, 2019).

        É comprovado então que se você deseja melhorar seus tempos, desempenho e sua performance um ótimo aliado pode ser o reforço muscular. Além de evitar lesões ele irá garantir que todos os músculos do seu corpo trabalhem em harmonia e isso permitirá que você alcance os melhores resultados (MATIAS, 2019).

        O fortalecimento muscular (FM) ou treino de força integra frequentemente os programas de reabilitação. Para além do impacto ao nível da função neuro-motora, o FM pode influenciar positivamente a saúde cardiovascular e óssea, composição corporal, função imunitária, equilíbrio, coordenação, qualidade de vida e desempenho das actividades da vida diária (AVD) (BRANCO, 2010).

        As situações que levam à prescrição de FM são variadas: períodos de imobilização articular, lesão muscular ou necessidade de melhorar o desempenho, seja este desportivo ou das AVD (BRANCO, 2010)

 lesões e prevenções

O alongamento e o aquecimento da musculatura parecem prevenir a ocorrência de lesões. A fibra muscular é muito elástica e pode alongar de 75 a 225% do comprimento inicial e essa capacidade de alongamento é maior no centro e menor nas extremidades, onde há junção entre o músculo e o tendão e local em que, frequentemente, há rompimento (COHEN, 2018)

 As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. Mais de 90% de todas as lesões relacionadas ao esporte são contusões ou estiramento(3). Já as lacerações musculares são as lesões menos frequentes no esporte(FERNANDES,PEDRINELLI,HERNANDEZ, 2010).

A força tênsil exercida sobre o músculo leva a um excessivo estiramento das miofibrilas e, consequentemente, a uma ruptura próxima à junção miotendínea. Os estiramentos musculares são tipicamente observados nos músculos superficiais que trabalham cruzando duas articulações, como os músculos reto femoral, semitendíneo e gastrocnêmio (FERNANDES,PEDRINELLI,HERNANDEZ, 2010).

REFERENCIAL METODOLÓGICO

TIPOS DE PESQUisa 

Será realizada uma pesquisa de campo com coleta de dados para mensurar as quantidades de lesões e problemas físicos frequentes nos quatro anos da AMAN. Esses dados serão analisados na óptica de tratamentos com o fortalecimento muscular. 

 MÉTODOS 

AVALIAÇÃO DO QUANTITATIVO    

Será contabilizado a quantidade de Cadetes que têm se lesionado, juntamente com a quantidade que realizaram trabalhos de recuperação com a musculação. 

População e amostra

A população a ser analisado será o Corpo de Cadetes, mas tendo em vista o quantitativo desse grupo ser elevado, será extraído uma amostra para que a pesquisa tenha um melhor rendimento. Dessa forma, haverá uma verificação da quantidade de Cadetes do Curso de Engenheria da AMAN que estiveram ou estão lesionados. Juntamente com isso, será exposto a porcentagem de cadetes desse curso que já se machucou, o tipo de lesão e a forma de tratamento.

DESENVOLVIMENTO

LESÃO NO OMBRO

Figura 1
Figura 1(lemos ,2013)

O ombro é uma articulação do tipo bola e encaixe (da mesma forma que a articulação do quadril). A bola no alto (cabeça) do osso do braço (úmero) se acomoda no encaixe (cavidade glenoide) da omoplata (escápula) e a articulação tipo bola e encaixe permite que o braço se movimente em todas as direções. A coifa dos rotadores consiste nos músculos que fixam a omoplata à cabeça do úmero. A coifa dos rotadores fortalece a articulação do ombro e ajuda a girar o braço (Liebert, 2018).

Muitas lesões no ombro saram com repouso seguido de exercícios de reabilitação. No entanto, às vezes é necessária uma cirurgia (Liebert, 2018).

As lesões do manguito rotador constituem uma causa freqüente de dor no ombro em pessoas de todas as idades. Essa condição patológica representa um espectro de doenças, que varia de uma tendinite aguda reversível até uma lesão maciça envolvendo todos os seus componentes (DE ANDRADE, FILHO, QUEIROZ, 2004).

O grande número de publicações sobre o assunto tem demonstrado dois aspectos fundamentais: o reconhecimento da grande complexidade anatômica e funcional do ombro e a conceituação da doença do manguito rotador como uma síndrome que engloba um conjunto de sinais e sintomas, relacionados não somente ao arco coracoacromial e ao impacto subacromial, mas também a outras estruturas e eventos, como o impacto interno, o labrum glenoidal e as instabilidades glenoumerais (DE ANDRADE, FILHO, QUEIROZ, 2004).

LESÃO NA CANELA

Figura 2
Figura 2(vinicius, 2020)

A síndrome do estresse tibial medial ou periostite medial da tíbia é popularmente conhecida como “canelite”. Essa síndrome é uma inflamação do osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos que estão inseridos nesse osso. A canelite é caracterizada por dor na canela, principalmente durante atividades físicas (Júnior, 2016).

A canelite tem cura e a inflamação pode ser tratada de diferentes maneiras. Cuidados na hora de praticar as atividades físicas, anti-inflamatórios, fisioterapia e repouso, são alguns exemplos (Júnior, 2016).

Geralmente na primeira fase do tratamento é recomendado o repouso total, sem a prática de qualquer exercício físico. Após essa primeira fase, é possível que o ortopedista ou fisioterapeuta libere para que o indivíduo volte, aos poucos, a praticar exercícios físicos (Júnior, 2016).

O médico especialista irá dar algumas indicações e recomendações, como alongamento e aquecimento antes das atividades físicas, a diminuição da intensidade do treinamento e a prática de exercícios físicos que visem o fortalecimento dos músculos da perna, além de compressa gelada, entre outros (Júnior, 2016).

O tempo de recuperação varia de pessoa para pessoa, porém, geralmente a canelite é curada em três semanas. Quando o caso é mais complexo e grave, como por exemplo, quando ocorre fratura por estresse, o tempo de recuperação é elevado para um mês e meio e pode ser necessário cirurgia (Júnior, 2016).

Existem algumas maneiras de prevenir a canelite e para os grupos de riscos é importante que essas dicas sejam seguidas. Usar calçados adequados para o tipo de exercício físico que será praticado, aprender quais são as técnicas corretas do esporte, evitar exageros e respeitar os limites do corpo, fazer alongamentos e aquecimentos antes de se exercitar, entre outros (Júnior, 2016).

Por último, é importante dizer que não se deve ignorar a dor. Caso esteja sentindo dores, não hesite em procurar um especialista para que o tratamento seja feito da melhor maneira possível. No caso de canelite, o diagnóstico médico e o tratamento são importantes e, por isso, nunca se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem que o médico avalie sua condição, pois somente ele poderá dizer qual o medicamento, a dosagem ou qual será a duração do tratamento (Júnior, 2016). 

LESÃO NO JOELHO

Figura 3
Figura 3(VEJA, 2016)

Lesões no joelho são muito comuns e podem acontecer em pessoas de todas as idades. Existem diversos tipos de lesões no joelho, mas algumas são mais comuns do que as outras (VINICIUS, 2020).

As lesões no joelho podem ser causadas por movimentos inadequados, quedas, pancadas e doenças preexistentes (ex.: a obesidade). É muito importante consultar o especialista assim que o paciente sentir algum sintoma, porque uma dor ignorada pode se transformar em algo maior e incapacitante. Procurar o atendimento médico especializado pode mudar o seu prognóstico (VINICIUS, 2020)!

A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é a maior causa de cirurgia do joelho decorrente de traumas no esporte. Ela pode ocorrer por duas maneiras principais: com contato e sem contato. Na maioria delas, sem contato, o LCA rompe após a desaceleração abrupta durante um movimento de rotação do corpo, como num drible. Na lesão com contato, o LCA rompe após uma pancada, como após sofrer um “carrinho” no futebol. Em atletas, o tratamento é cirúrgico e consiste na reconstrução do LCA utilizando um enxerto de tendão retirado do próprio paciente (VINICIUS, 2020).

A condropatia patelar é a lesão da cartilagem que protege o osso da patela. Na maioria das vezes, ela ocorre em virtude da sobrecarga diária do dia a dia. A lesão pode ocorrer também por conta de movimentos inadequados no esporte e por episódios de luxação da patela (i.e., quando a patela sai do lugar) (VINICIUS, 2020).

A patela é um osso sesamóide que tem o formato de uma roda, por isso ela também é chamada de rótula. Ela é super importante no movimento de esticar o joelho. Por isso, quem tem condropatia patelar, reclama de dor para movimentos que envolvem esticar o joelho, como subir e descer escada, levantar e correr (VINICIUS, 2020).

O tratamento não cirúrgico é o mais realizado, e envolve fisioterapia, viscossuplementação, plasma rico em plaquetas, entre outros. Para casos mais graves, com lesões grandes e profundas, pode ser necessário realizar transplante de cartilagem (ex.: mosaicoplastia, transplante homólogo), implante de condrócitos (i.e., células de cartilagem cultivadas em laboratório), implante de membranas de colágeno, osteotomias (cirurgias para corrigir deformidades) e artroplastias (cirurgia para implante de prótese de joelho) (VINICIUS, 2020).

O menisco é uma estrutura que serve para amortecer os impactos que o joelho sofre no dia a dia. Por conta disso, o menisco é constantemente sujeito a forças que o desgastam com o tempo, até o ponto que ele pode romper. Outra forma de se lesar o menisco é após algum trauma, que rasga o menisco (VINICIUS, 2020). 

As lesões por desgaste são normalmente tratadas sem cirurgia; i.e., com fisioterapia, viscossuplementação, plasma rico em plaquetas, etc. Já as lesões decorrentes de traumas frequentemente são tratadas com cirurgia, que pode ser sutura do menisco, meniscectomia ou transplante de menisco (VINICIUS, 2020).

LESÃO NO PUNHO

Figura 4
Figura 4(Pinheiro, 2020).

A dor no pulso acontece principalmente devido a movimentos repetitivos, o que leva à inflamação dos tendões da região ou compressão dos nervos local e resulta na dor, como é o caso da tendinite, da síndrome de Quervain e da síndrome do túnel do carpo, por exemplo, sendo tratada apenas com repouso e uso de anti-inflamatórios (Pinheiro, 2020).

Por outro lado, em algumas situações, a dor no pulso pode ser acompanhada por inchaço na região, mudança de cor e rigidez da articulação, sendo indicativo de situações mais graves e que devem ser tratada de acordo com a orientação do médico, podendo ser recomendada a imobilização do punho, realização de cirurgia e de sessões de fisioterapia (Pinheiro, 2020).

As fraturas correspondem à perda da continuidade do osso e podem acontecer devido a quedas ou pancadas que podem acontecer durante a prática de atividade física, por exemplo, como ginástica, boxe, vôlei ou boxe. Assim, quando há fratura no punho, é possível sentir dor intensa no pulso, inchaço no local e alteração da cor do local (Pinheiro, 2020).

A entorse do punho é também uma das causas de dor no pulso, podendo acontecer ao levantar pesos na academia, carregar uma sacola pesada ou ao praticar jiu-jitsu ou outro esporte de contato físico. Além da dor no pulso, é possível também notar inchaço na mão que surge após algumas horas depois da lesão (Pinheiro, 2020).

A tendinite no punho corresponde à inflamação dos tendões dessa região, o que pode acontecer principalmente ao realizar movimentos repetitivos como passar o dia digitando no computador, limpando a casa, lavando a louça, fazendo força para virar chaves, apertar tampas de garrafas, ou até mesmo tricotar. Esse tipo de esforço repetitivo causa uma lesão nos tendões, fazendo com que estes inflamem e resultem na dor no pulso (Pinheiro, 2020).

A síndrome de Quervain é uma situação que também leva à dor no pulso e que acontece devido à realização de atividades repetitivas, principalmente que exigem esforço do polegar, como passar muitas horas jogando videogame com o joystick ou no telefone celular, por exemplo (Pinheiro, 2020).

A síndrome do túnel do carpo acontece principalmente como consequência de movimentos repetitivos e surge devido à compressão do nervo que passa pelo punho e inerva para a palma da mão, o que resulta em dor no pulso, formigamento da mão e alteração da sensibilidade (Pinheiro, 2020).

A artrite reumatoide é uma doença autoimune que tem como principal sintoma a dor e inchaço das articulações, podendo também atingir o pulso e levar à deformação nos dedos, por exemplo (Pinheiro, 2020).

O "pulso aberto" é a instabilidade carpal que surge em adolescentes ou adultos, podendo causa a sensação de que o punho dolorido quando a palma da mão está virada para baixo, com uma sensação de que o pulso está aberto, sendo necessário usar algo como uma "munhequeira" (Pinheiro, 2020).

A doença de Kienbock é uma situação em que um dos ossos que formam o punho não recebe quantidade suficiente de sangue, o que faz com que comece a deteriorar e leve ao aparecimento de sintomas como dor constante no pulso e dificuldade para movimentar ou fechar a mão (Pinheiro, 2020).

Ocorre devido a má vascularização do osso semilunar no punho provocando dor. O tratamento pode ser feito com imobilização durante 6 semanas, mas a cirurgia para fundir este osso com outro mais próximo também pode ser sugerida pelo ortopedista (Pinheiro, 2020).

LESÃO NO TORNOZELO

Figura 5
Figura 5(Ortopedia, 2020).

A maioria das entorses de tornozelo são leves. Você se distrai, o tornozelo dá aquela virada para dentro. Dói um pouco, mas a dor logo desparece e você segue o seu caminho. Porém, a entorse de tornozelo pode ser grave, mesmo que não em um primeiro momento com você ainda aquecido pela movimentação (Ortopedia, 2020).

Mais tarde, seu tornozelo pode inchar e doer tanto que você talvez não consiga mais suportar seu peso sobre ele. Neste tipo de torção de tornozelo não é incomum sentir um estalo no momento da lesão (Ortopedia, 2020).

Quando uma entorse de tornozelo acontece um ou mais ligamentos no lado interno ou externo (mais comumente) do tornozelo sofreram um estiramento ou ruptura. Se você perceber que a torção de tornozelo foi mais grave (tornozelo inchado e dor constante), deve procurar um ortopedista especialista em pé e tornozelo. Se uma entorse não é tratada adequadamente pode causar problemas no longo prazo (Ortopedia, 2020).

A entorse do tornozelo é a mais comum das lesões traumáticas ortopédicas. As articulações são protegidas pelos ligamentos que impedem os movimentos além do fisiológico, que quando acontece, produz a entorse, que pode ser leve, quando há desarranjo das proteínas que constituem as fibras dos ligamentos; moderado, quando há rompimento parcial dessas fibras e grave quando há rompimento total dos ligamentos (Santin, 2020).

A entorse do tornozelo é a mais comum das lesões traumáticas ortopédicas. As articulações são protegidas pelos ligamentos que impedem os movimentos além do fisiológico, que quando acontece, produz a entorse, que pode ser leve, quando há desarranjo das proteínas que constituem as fibras dos ligamentos; moderado, quando há rompimento parcial dessas fibras e grave quando há rompimento total dos ligamentos (Santin, 2020).

LESÃO NO TRATO ILIOTIBIAL

Figura 6
Figura 6(Fukuda, 2020).

A síndrome da banda iliotibial, também conhecida como atrito do trato iliotibial, é uma causa comum de dor na parte lateral (externa) do joelho de atletas. Em militares atletas, ela responde por 22% de todas as moléstias que acometem os membros inferiores. É muita coisa (Ortopedia, 2020)!

Inclusive, foi justamente em militares da marinha dos Estados Unidos que essa moléstia foi descrita pela primeira vez, em 1975. Eles realizavam treinos do tipo endurance que é um dos fatores de risco para o desenvolvimento da doença (Ortopedia, 2020).

Atualmente, com o aumento das práticas de ciclismo e corrida, aumentou a quantidade de pessoas que sofrem com o atrito do trato iliotibial, principalmente aqueles atletas que fazem suas atividades em terrenos inclinados, que modificaram rapidamente a rotina dos treinos ou que percorrem longa distância (Ortopedia, 2020).

LESÃO NA COLUNA

Figura 7
Figura 7(bem, 2020).

Muitas lesões agudas nas costas envolvem alguns de seus músculos profundos. Uma lesão aguda refere-se a algo que acontece repentinamente e melhora com o tempo, enquanto uma lesão crônica é uma condição de longo prazo. Depois de cair, você deve estar ciente do seu nível de dor e entrar em contato com o seu médico caso ela ultrapasse a dor geral, sugerindo o que poderia ser uma lesão mais grave (Kusabara, 2020).

A coluna vertebral é uma estrutura complexa que fornece mobilidade e força ao seu corpo. Quando há uma lesão ou doença nessa região, atividades comuns como virar, dobrar ou alongar geralmente se tornam dolorosas (Kusabara, 2020).

A coluna é composta por 33 pequenos ossos chamados vértebras. Entre cada vértebra existe um disco espinhal, que atua como um amortecedor, ajudando a manter a coluna unida. A aterrissagem abrupta de uma queda pode fraturar, herniar ou deslocar as vértebras e os discos da coluna vertebral (Kusabara, 2020).

Quando uma vértebra é fraturada ou movida de seu alinhamento natural na coluna vertebral, o inchaço colide com os nervos espinhais vizinhos. Esse dano pode causar queimação, palpitações ou irradiações de dor, além de formigamento ou dormência (Kusabara, 2020).

A maioria das lesões agudas nas costas deve melhorar em alguns dias. Se a dor persistir mais do que isso, você deve ser avaliado pelo seu médico. Se uma avaliação médica completa não revelar nenhum problema estrutural específico, como fratura ou irritação nervosa, um programa básico de exercícios com foco no alongamento, fortalecimento e condicionamento dos músculos das costas e das pernas pode ser útil (Kusabara, 2020).

PERCENTUAL DE LESÃO NA FORMAÇÃO

Gráfico 1
Gráfico 1O autor (2021)

O gráfico acima foi retirado de uma pesquisa realizada por 60 Cadetes do Curso de Engenharia da AMAN. Com ele exposto, fica fácil notar a grande parcela de Cadetes que se lesionam durante o período de formação, sendo 81,7% desse quantitativo, ou seja, 49 militares.

PERCENTUAL DE LESÕES BASEADO NA REGIÃO DO CORPO

Gráfico 2
Gráfico 2O autor (2021)

O gráfico 2 revela os locais mais recorrentes de lesões. Dessa forma, nota-se que os problemas na canela e no tornozelo são muito comuns, sendo 19,6% e 17,6% dos casos, ou seja, 10 Cadetes na canela e 9 Cadetes no tornozelo.

PERCENUAL DAS FORMAS DE TRATAMENTO DAS LESÕES

Gráfico 3
Gráfico 3O autor (2021)

O gráfico 3 manifesta as formas de tratamento realizadas pelos Cadetes que tiveram problemas durante a formação da AMAN. Sendo 44,9% tratados com fisioterapia e 22,4% com fortalecimento muscular, sabendo que essas duas formas de tratamento muitas vezes são realizadas em conjunto. Dessa forma, somando a fisioterapia com o fortalecimento se tem o número de 33 militares de um total de 49.

Conclusão

As avaliações citadas na metodologia foram atendidas no decorrer dos textos do desenvolvimento deste trabalho de conclusão de curso. As citações de especialistas abordadas acima dão a veracidade necessária para não haver dúvidas da importância deste assunto.

Durante os 5 anos de formação do Oficial de carreira da AMAN, os Cadetes vão apresentando problemas físicos, que com o passar do tempo podem se tornar graves lesões. Por isso, este trabalho referenciou as lesões mais decorrentes, como por exemplo, lesão no ombro, na canela, no joelho, no punho, no tornozelo, no trato iliotibial e na coluna.

Os gráficos apresentados foram retirados de pesquisas respondidas por uma amostra dos Cadetes do Curso de Engenharia. Com esses diagramas foi possível verificar o alto percentual de militares que já se lesionaram, além de mostrar que as lesões na canela e no tornozelo são mais comuns, mostraram que a fisioterapia e o fortalecimento muscular são muito importantes nas recuperações.   

Sugere-se então, que esses assuntos sejam mais explanados, pois muitas vezes os Cadetes não têm o conhecimento específico sobre os assuntos e acabam não buscando o tratamento. É necessário que essa mentalidade de, primeiramente, prevenir os problemas e depois tratá-los seja incutida durante a formação do futuro oficial brasileiro.

Para finalizar, é importante que os conhecimentos discutidos neste trabalho sejam difundidos no interior no Corpo de Cadetes (CC), pois, com isso, não haverá tantos militares faltosos em atividades importantes, nem tantos militares precisando recuperar provas e notas que foram perdidas durante o período da lesão.

Referências

Mettzer. O melhor editor para trabalhos acadêmicos já feito no mundo. Mettzer. Florianópolis, 2016. Disponível em: http://www.mettzer.com/. Acesso em: 21 ago. 2016.

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