A Importância da Saúde e Segurança do Trabalho em Frigoríficos

Centro de Profissionalização e Educação Técnica

A Importância da Saúde e Segurança do Trabalho em Frigoríficos

EMILLY FERNANDA COSTA NASCIMENTO

Orientador: Prof. Márcia

Resumo

A Sáude e Segurança do Trabalho (SST) é uma ciência que tem como finalidade formar profissionais para atuar na prevenção de acidentes e auxiliar no cuidado da saúde das pessoas em seus ambientes de trabalho. Além disso, um técnico da área é capacitado para tomar medidas que minimizem os riscos à saúde já que em qualquer atividade laboral existem riscos que podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes. Diante disso, foram analisadas numa empresa da região do vale do aço no estado de Minas Gerais, as atividades realizadas nos setores de abate, desossa e expedição a fim de garantir que nos mesmos todas as medidas de prevenção foram adotadas, de acordo com a Norma Regulamentadora 36 e caso não, pensar em quais medidas deveriam ser tomadas para que o trabalho não fosse apenas corretivo, mas de fato preventivo.

Palavras-chave: Saúde e Segurança do Trabalho; Norma Regulamentadora; Riscos Ocupacionais.

Abstract

Occupational Health and Safety (OHS) is a science that has professionals to act in the prevention of accidents and assist in the health care of people in their work environments. In addition, a technician in the area is trained to take measures to minimize health risks, since in any work activity there are risks that can be physical, chemical, biological, ergonomic or accidents. Therefore, they were analyzed in a company in the steel valley region in the state of Minas Gerais, as activities carried out in the slaughter, deboning and shipping sectors in order to ensure that all prevention measures were adopted in them, in accordance with the Standard Regulatory 36 and if not, think about what measures will be applied so that the work is not only corrective, but actually preventive.

Keywords: Occupational Health and Safety; Regulatory standard; Occupational Hazards.

Introdução

No meio de trabalho, a segurança deve ser priorizada para evitar acidentes e preservar a vida do trabalhador. A Saúde e Segurança do Trabalho (SST) é uma ciência que tem como finalidade formar profissionais para atuar na prevenção de acidentes e auxiliar no cuidado da saúde das pessoas em seus ambientes de trabalho. Além disso, um técnico da área é capacitado para tomar medidas que minimizem os riscos à saúde já que em qualquer atividade laboral existem riscos que podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes. O mesmo pode desenvolver atividades educativas e palestras para fazer orientações sobre todas as medidas que devem ser tomadas, sobre o uso de equipamento de proteção individual e coletiva e executar programas como PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), PPRO (Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais).

 Na empresa em que o estudo foi realizado, é necessário um acompanhamento profissional e técnico nos matadouros em cada parte do abate, desde a chegada do animal até o armazenamento do produto final (carne).

 Em todos os setores, medidas que garantam a segurança física do trabalhador devem ser tomadas para que o mesmo possa exercer a sua função sem riscos, para que todos os valores em segurança do trabalho estejam alinhados, e também para que o consumidor possa usufruir de um produto final de qualidade.

Objetivo Geral 

Avaliar as condições dos matadouros bovinos e suínos da empresa em termos de Saúde e Segurança do Trabalho e dos funcionários envolvidos nos processos do abate.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Conhecer o grau de vulnerabilidade dos trabalhadores nos matadouros bovinos e suínos.

• Identificar os riscos físicos, biológicos, químicos, ergonômicos e de acidente em questões de segurança.

• Determinar as medidas que deverão ser tomadas para o controle e diminuição dos riscos

REVISÃO DE LITERATURA

Qualidade de vida e trabalho

O Brasil é um dos países do mundo com mais registros de mortes por acidentes de trabalho. Estes dados, no entanto, permitem a análise das condições de trabalho no país.

 Segundo Filgueiras (2017), a dimensão dos acidentes, das mortes e sofrimento no mercado de trabalho brasileiro está diretamente associada à gestão do trabalho adotado pelos empregadores que operam.

[...] Diversos indicadores sustentam esse argumento e são encontrados em todos os aspectos da gestão do trabalho e nos seus vínculos com a integridade física dos trabalhadores: das formas de contratação e dispensa, passando pelo gerenciamento das jornadas, da intensidade das atividades, da organização do trabalho, das técnicas, métodos, materiais utilizados, etc. (FILGUEIRAS, 2017).

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), cerca de 2 milhões de mortes ocorrem por ano devido à falta de segurança no trabalho, e dentre elas, 42 mil são causadas dentro dos setores de alimentação.

Em relação aos frigoríficos, como aponta o site TecNotri, são vários os riscos que podem afetar a saúde e segurança dos trabalhadores, dentre eles:

• Baixa temperatura que pode contribuir com o aparecimento de doenças.

• Manuseio de ferramentas perfurocortantes que podem causar infecções com a presença de agentes biológicos.

• Movimentos repetitivos feitos em curtos espaços de tempo, que podem afetar o psicológico dos trabalhadores.

Porém, ambos os riscos, podem ser gerenciáveis com a presença de um técnico da Saúde e Segurança do Trabalho (SST), que será responsável por sempre estar supervisionando todos os setores da empresa em que se encontra, a fim de corrigir erros e adotar medidas para que os mesmos não se repitam.

Indústria Frigorifica Mundial e Brasileira

O mercado mundial de consumo de carne, acompanha o crescimento das populações, assim como a culturas dos povos está diretamente relacionada com o costume de ingerir carne vermelha.

Os principais produtores de carne bovina são: Estados Unidos da América, Brasil, União Europeia e China. Temos cerca de 59,4% da oferta mundial concentrada nestes quatro países, de acordo com levantamentos feitos em 2018.

Esses dados podem ser claramente observados no gráfico abaixo, elaborado pela Farm News:

Figura 1 — Participação dos países na produção de carne bovina em 2018.
Participação dos países na produção de carne bovina em 2018.Farm News

Quando o assunto é a produção de carne bovina dentro do território brasileiro, os estados que se destacam são: Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Goiás (GO) e São Paulo (SP), ambos totalizam 46,4% do abate de bovinos no país.

Segue abaixo imagem site Beef Point, onde pesquisa feita pelo IBGE em 2017 foi base para ambos os dados:

Figura 2 — Bovinos abatidos no Brasil em 2017
Bovinos abatidos no Brasil em 2017Beef Point

Pelos dados na figura acima relacionados, é notório que a carne bovina tem posição de destaque na economia brasileira. Com a alta produção, são necessários vários cuidados para que os trabalhadores da área não corram graves riscos.

A Norma Regulamentadora nº 9 – Prevenção de Riscos Ambientais da Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego considera como riscos ocupacionais ou ambientais os agentes físicos, biológicos e químicos existentes nos ambientes de trabalho que, por função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. Como os matadouros e frigoríficos possuem atividades que envolvem desde o transporte até o congelamento da carne, possuem inúmeros riscos ocupacionais provenientes do uso e manuseio de máquinas e equipamentos, sendo sempre necessária a intervenção de técnicos da área da SST para que as problemáticas sejam resolvidas.

A Segurança do Trabalho

O Objetivo da SST é minimizar ou até mesmo extinguir qualquer risco de acidente ou desenvolvimento de doenças que possam ocorrer dentro de uma organização, para cuidar dos colaboradores e minimizar prejuízos que possam vir a acontecer devido aos riscos ocupacionais.

O responsável por regulamentar a SST é o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que por meio do órgão do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST) é encarregado de incentivar a criação de políticas públicas e inspecionar todas as condições de trabalho nos mais diversos ambientes corporativos.

Considerando que em um matadouro existem risco à vida (físicos, biológicos, químicos, de acidente e ergonômicos), é de fundamental importância a aplicação da SST, para que haja um monitoramento adequado das atividades realizadas pelos trabalhadores, para que os mesmos sejam mantidos a salvo (TEIXEIRA, 2010).

Os funcionários das empresas que tem como função fabricar o consumo de alimentos de origem animal, são contratados através do regime da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT). A empresa cumprir o que está estabelecido nas Normas Regulamentadoras (NR), como:

• Obrigatoriedade de constituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) (NR5),

• Identificar as operações ou atividades que são insalubres e se desenvolvem além dos limites de tolerância estabelecidos (NR15).

• Elaborar e implementar o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) (NR9).

• Seguir atentamente a NR 36, que se trata especificadamente da Saúde e Segurança do trabalho em empresas de abate e Processamento de carnes e derivados.

Norma Regulamentadora 36

A Norma Regulamentadora 36, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publicada em 18 de abril de 2013, trata sobre a Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados e tem como objetivo “estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras - NR do Ministério do Trabalho e Emprego” (MTE, 2013).

A NR 36 possui vários tópicos que são relevantes para o trabalho em matadouros, os quais são: Objetivo; Mobiliário e postos de trabalho; Estrados, passarelas e plataformas; Manuseio de produtos; Levantamento e transporte de produtos e cargas; Recepção e descarga de animais; Máquinas; Equipamentos e ferramentas; Condições ambientais de trabalho; Equipamentos de proteção individual - EPI e Vestimentas de Trabalho; Gerenciamento dos riscos; Programas de Prevenção dos Riscos Ambientais e de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PPRA e PCMSO); Organização temporal do trabalho; Organização das atividades; Análise Ergonômica do Trabalho; Informações e Treinamentos em Segurança e Saúde no Trabalho.

Alguns destes itens foram escolhidos para ser alvo de estudo do presente trabalho e serão discutidos nos tópicos seguintes.

Mobiliário e postos de trabalho 

O local de trabalho necessita ter condições para que o funcionário trabalhe de forma segura e tenha tranquilidade função em que exerce. A NR 36, no item 36.2.5, (2013, p. 2) estabelece que:

As dimensões dos espaços de trabalho devem ser suficientes para que o trabalhador possa movimentar os segmentos corporais livremente, de forma segura, de maneira a facilitar o trabalho, reduzir o esforço do trabalhador e não exigir a adoção de posturas extremas ou nocivas.


Já o item 36.2.7, que trata o trabalho realizado exclusivamente em pé, deixa explícito alguns requisitos mínimos que devem ser atendidos:

a) zonas de alcance horizontal e vertical que favoreçam a adoção de posturas adequadas, e que não ocasionem amplitudes articulares excessivas, tais como elevação dos ombros, extensão excessiva dos braços e da nuca, flexão ou torção do tronco;

 b) espaço suficiente para pernas e pés na base do plano de trabalho, para permitir que o trabalhador se aproxime o máximo possível do ponto de operação e possa posicionar completamente a região plantar;

O item 36.2.9 cita que

 Os postos de trabalho devem possuir:

a) pisos com características antiderrapantes, obedecidas as características higiênico-sanitárias legais;

b) sistema de escoamento de água e resíduos;

c) áreas de trabalho e de circulação dimensionadas de forma a permitir a movimentação segura de materiais e pessoas;

e) limpeza e higienização constantes.

 No processamento pós abate, onde o produto final (carne) fica armazenado em câmaras frias para posterior embalagem e transporte, a NR 36 também tem suas considerações, as quais são:

36.2.10.1 As câmaras frias devem possuir dispositivo que possibilite abertura das portas pelo interior sem muito esforço, e alarme ou outro sistema de comunicação, que possa ser acionado pelo interior, em caso de emergência.


Estrados, passarelas e plataformas 

Já quanto a estrados, passarelas e plataformas, a Norma é bem específica quanto às suas exigências. No item 36.3.1, ela diz que “os estrados utilizados para adequação da altura do plano de trabalho ao trabalhador nas atividades realizadas em pé, devem ter dimensões, profundidade, largura e altura que permitam a movimentação segura do trabalhador”.

No item 36.3.3.1 e 36.3.4, respectivamente, a norma diz que

Caso seja tecnicamente inviável a colocação de guarda-corpo, tais como nas fases de evisceração e espostejamento de animais de grande e médio porte, em plataformas elevadas, devem ser adotadas medidas preventivas que garantam a segurança dos trabalhadores e o posicionamento adequado dos segmentos corporais. A altura, posicionamento e dimensões das plataformas devem ser adequadas às características da atividade, de maneira a facilitar a tarefa a ser exercida com segurança, sem uso excessivo de força e sem exigência de adoção de posturas extremas ou nocivas de trabalho.

Sendo assim, estas informações foram fundamentais na elaboração do checklist.

Manuseio de produtos 

Quanto ao manuseio do produto final, que é a carne, a NR 36 visa não só um produto final de qualidade como também a segurança do trabalhador. O item 36.4.1 diz que “O empregador deve adotar meios técnicos e organizacionais para reduzir os esforços nas atividades de manuseio de produtos”. Isso demonstra a preocupação do MTE na seguridade do trabalhador em termos ergonômicos de trabalho. Assim também acontece no item 36.4.1.1, onde a Norma cita que “O manuseio de animais ou produtos não deve propiciar o uso de força muscular excessiva por parte dos trabalhadores”.

A postura do trabalhador no momento do transporte também é levada em consideração e devem ser evitadas aquelas que são “excessivas e continuadas dos membros superiores e da nuca”, para que, em longo prazo, o indivíduo não venha sofrer prejuízos em sua saúde física (item 36.4.1.3). Também não é indicado que o trabalhador faça “manuseio ou carregamento manual de peças, volumosas ou pesadas, pois isso pode comprometer a segurança e a saúde do trabalhador” (item 36.4.1.4).

O item 36.4.1.7, (alínea a), diz que “Nas atividades de processamento de animais, principalmente os de grande e médio porte, devem ser adotados: sistemas de transporte e ajudas mecânicas na sustentação de cargas e partes de animais e ferramentas pesadas”. Caso não seja possível a mecanização do transporte, “devem ser adotadas medidas, tais como redução da frequência e do manuseio dessas cargas” (item 36.4.1.5.1).

Movimentos repetitivos podem gerar distúrbios, tais como a LER/DORT (Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbios Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho).

O item 36.4.1.6 cita que

Devem ser implementadas medidas de controle que evitem que os trabalhadores, ao realizar suas atividades, sejam obrigados a efetuar de forma contínua e repetitiva: a) movimentos bruscos de impacto dos membros superiores; b) uso excessivo de força muscular; c) frequência de movimentos dos membros superiores que possam comprometer a segurança e saúde do trabalhador; d) exposição prolongada a vibrações; e) imersão ou contato permanente das mãos com água.

Condições ambientais de trabalho

Segundo Marra et al (2013), os matadouros-frigoríficos são locais úmidos, com um nível amplificado de ruído, onde há uma alternância de temperaturas altas e baixas. Além disso, as operações de abate ocorrem de forma sequencial, na qual a velocidade de trabalho é determinada pelo número de animais que devem ser abatidos por intervalo de tempo.

Quando se trata de trabalho, trata-se muitas vezes de aceitação social. É necessário que o trabalhador se sinta confortável dentro do seu ambiente laboral. Sendo assim, as condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. O item 36.9 trata sobre as condições ambientais de trabalho. Para isso, ela aborda alguns itens, tais como ruído, qualidade do ar nos ambientes artificialmente climatizados, agentes químicos, agentes biológicos e conforto térmico.

Ruído 

O item 36.9.1 trata especificamente sobre ruído. Segundo o dicionário Aurélio (2001), ruído é o “1. Som provocado pela queda de um corpo. 2. Som confuso e/ou prolongado; rumor. 3. Qualquer som”. Segundo a NR 15, que trata sobre atividades e operações insalubres, existe um limite de tolerância para o grau de ruído (que pode ser de impacto ou intermitente) que é de 85db em 8h de trabalho. Porém, o dimensionamento de ruído não será foco deste trabalho. É importante destacar que devem ser adotadas medidas que priorizem a sua eliminação, a redução da sua emissão e a redução da exposição dos trabalhadores, nesta ordem. Todo o trabalho que contém ruídos acima do estabelecido deve ser objeto de estudo para determinar as mudanças estruturais necessárias nos equipamentos e no modo de produção, a fim de eliminar ou reduzir os níveis de ruído (itens 36.9.1.11 e 36.9.1.12, respectivamente).

Pensando em níveis de ruído, é importantíssimo levar em consideração o uso de EPI/EPC que diminuam ou eliminem o mesmo dos ambientes de trabalho, tais como capacete com protetor auricular, protetores auriculares dos tipos inserção e concha além das barreiras físicas.

Agentes biológicos 

O item que trata sobre agentes biológicos em matadouros está no subitem 36.9.4. É de grande relevância serem identificadas as tarefas que expõem os trabalhadores à contaminação biológica. Segundo o subitem 36.9.4.1, isto será possível através de:

a) estudo do local de trabalho, considerando as medidas de controle e higiene estabelecidas pelas Boas Práticas de Fabricação - BPF;

b) controles mitigadores estabelecidos pelos serviços de inspeção sanitária, desde a criação até o abate;

 c) identificação dos agentes patogênicos e meios de transmissão;

 d) dados epidemiológicos referentes ao agente identificado, incluindo aqueles constantes dos registros dos serviços de inspeção sanitária;

O subitem 36.9.4.2 declara que

Caso seja identificada exposição a agente biológico prejudicial à saúde do trabalhador, deverá ser efetuado o controle destes riscos, utilizando-se, no mínimo, das seguintes medidas:

a) procedimentos de limpeza e desinfecção;

b) medidas de biossegurança envolvendo a cadeia produtiva;

c) medidas adotadas no processo produtivo pela própria empresa;

d) fornecimento de equipamentos de proteção individual adequados;

e) treinamento e informação aos trabalhadores.

 Este treinamento e informação aos trabalhadores citado na alínea “e” levam em consideração: “os riscos gerados por agentes biológicos; as medidas preventivas existentes e necessárias; o uso adequado dos EPI; procedimentos em caso de acidente” (item 36.9.4.2.1).

Excrementos, vísceras e resíduos de animais expõem potencialmente os trabalhadores a riscos biológicos. Sendo assim, “devem ser adotadas medidas técnicas, administrativas e organizacionais a fim de eliminar, minimizar ou reduzir o contato direto do trabalhador com estes produtos ou resíduos” (item 36.9.4.3).

Conforto térmico 

O item 36.9.5.1, tratando sobre este assunto, diz que “devem ser adotadas medidas preventivas individuais e coletivas, em razão da exposição em ambientes artificialmente refrigerados e ao calor excessivo, para propiciar conforto térmico aos trabalhadores”. Segundo o subitem 36.9.5.1.1, as medidas de prevenção devem envolver, no mínimo:

a) controle da temperatura, da velocidade do ar e da umidade;

b) manutenção constante dos equipamentos;

c) acesso fácil e irrestrito a água fresca;

d) uso de EPI e vestimenta de trabalho compatível com a temperatura do local e da atividade desenvolvida;

e) outras medidas de proteção visando o conforto térmico.

Quando não houver conforto em virtude da exposição ao calor, devem ser adotadas as seguintes medidas: “alternância de tarefas, buscando a redução da exposição ao calor; medidas técnicas para minimizar os esforços físicos” (subitem 36.9.5.1.2).

Equipamentos de proteção individual – EPI e Vestimentas de Trabalho 

Um dos itens mais importantes quando se trata de Normas Regulamentadoras, são os EPI’s e as vestimentas de trabalho, os quais colaboram com grande parte da segurança do trabalhador.

Segundo o subitem 36.10.1,

Os Equipamentos de Proteção Individual - EPI devem ser selecionados de forma a oferecer eficácia necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto, atendendo o previsto nas NR-06 (Equipamentos de proteção Individual - EPI) e NR-09 (Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais - PPRA).

Quando mais de um EPI é exigido, “eles devem ser compatíveis entre si, confortáveis e não acarretar riscos adicionais” (subitem 36.10.1.1).

Já quando se trata de vestimentas, os subitens 36.10.2 e 36.10.2.1 dizem que o empregador é responsável por sua higienização e deve ser o responsável pelo seu fornecimento, de maneira que

a) os trabalhadores possam dispor de mais de uma peça de vestimenta, para utilizar de maneira sobreposta, a seu critério, e em função da atividade e da temperatura do local, atendendo às características higienicossanitárias legais e ao conforto térmico;

b) as extremidades sejam compatíveis com a atividade e o local de trabalho;

c) sejam substituídas quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia.

Assim sendo, observa-se que a Norma Regulamentadora 36 prioriza a saúde do trabalhador e todas as suas condições. Com base nela, os clecklists da empresa foram realizados.

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudo e levantamento de dados

A empresa escolhida como área de estudo, conta com mais de 400 funcionários e se trata de um frigorífico. Está localizada na região do Vale do Aço no estado de Minas Gerais.

Dados foram levantados com a finalidade de trazer para esse trabalho, detalhes do funcionamento de um frigorífico e da importância do Técnico da Saúde e Segurança do Trabalho neste local, para que sejam garantidas aos funcionários todas as condições adequadas para que o mesmo não sofra nenhum tipo de dano, físico ou mental, em decorrência de sua função.

 

Visita ao Frigorífico

Após autorização dos responsáveis pela área da Saúde e Segurança do Trabalho na empresa, foram realizadas algumas visitas para dar início ao desenvolvimento deste trabalho. Após ter o entendimento de como era a rotina de trabalho do local, observações foram feitas nos setores de abate, desossa e expedição.

Integração dos funcionários na empresa  

Após a contratação de um funcionário, a empresa, através de seus técnicos da SST, realiza um treinamento, com base na Norma Regulamentadora 36, dando todas as informações e comandos para que o colaborador fique ciente de todas as medidas necessárias para a sua segurança e também qualidade produto que ali é fabricado.

 Ali, os funcionários ficam cientes das atitudes relativas da SST, dos riscos ambientais, das ações de emergência e cuidados com o maquinário. São orientados também sobre a utilização de facas e chairas.

 Além disso, são informados sobre a importância das medidas de proteção coletiva, dos procedimentos de qualidade e higiene, uso correto do EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), postura profissional, PPRA e PCMSO e as demais recomendações.

 Após realizado o treinamento, o colaborador recebe um certificado referente a tudo que lhe foi passado.

 Segue baixo o exemplo do certificado emitido:

Figura 3 — Certificado de Treinamento Introdutório com foco em Frigoríficos
Certificado de Treinamento Introdutório com foco em FrigoríficosO autor (2021)

Atendimento de entrega de EPI’s.

A primeira ação do início do expediente, é fazer um atendimento aos funcionários para a entrega dos EPI’s corretos.

 Todos os equipamentos entregues devem ser registrados na ficha de EPI’s, a fim de controle das requisições. Essa medida é feita para evitar gastos excessivos com esses materiais, tendo em vista que os funcionários devem zelar por aquilo que é entregue, assim, só é feita uma requisição quando há a necessidade da mesma.

 Visita Setorial

Ao decorrer do expediente, várias visitas setoriais são realizadas para checar todas as condições de trabalho, os riscos ocupacionais e funcionamento adequado do maquinário.

 As medidas são tomadas através de um checklist elaborado pela empresa. Os funcionários são inspecionados para garantir que todos os equipamentos estão sendo usados da forma correta e caso não, uma advertência é dada àqueles que não seguiram as regras, e uma punição também é dada de acordo com a gravidade da falta cometida.

 O maquinário é avaliado para que nenhum colaborador corra risco com o funcionamento das máquinas. As que estão defeituosas, sem parada de emergência por exemplo, são rapidamente desligadas e todas as funções relacionados a elas, são temporariamente suspendidas para que assim a ordem de manutenção seja feita e garanta o correto funcionamento para o retorno das atividades.

Primeiros Socorros

Há também, materiais de primeiros socorros disponíveis, assim, caso haja um pequeno acidente que não envolva cortes profundos ou outros casos que somente médicos e enfermeiros especializados possam acompanhar, o colaborador possa ser assistido.

 A empresa possui um caderno de registros em relação às assistências de primeiros socorros que são dadas, para certificar e documentar que as mesmas foram realizadas.

 Caso o acidente seja mais grave, o funcionário é levado a algum centro especializado em saúde para que seja atendido, e a empresa faz o acompanhamento assumindo todos os gastos relacionados ao acidente.

Elaboração dos Checklists

Os checklists elaborados foram baseados na NR 36, como forma de identificar as atividades como próprias ou impróprias. Foram observados os trabalhadores diretamente envolvidos no processo do abate, desossa e pexpedição dos bovinos na área dos matadouros previamente identificados e escolhidos para a pesquisa.

Os itens levados em consideração da NR 36 foram:

  Item 36.2

Este item trata sobre o mobiliário e os postos de trabalho dentro da indústria frigorífica e é bastante abrangente, onde trata desde a posição em que o trabalhador pode permanecer (sentado ou em pé), até instalações, tratando de pisos antiderrapantes, sistema de escoamento de água e resíduos, circulação de pessoas e limpeza e higienização constantes.

  Item 36.2.10.1

 Este item trata sobre as câmaras frias. As mesmas devem possuir dispositivo que possibilite abertura das portas pelo interior sem muito esforço, e alarme ou outro sistema de comunicação, que possa ser acionado pelo interior, em caso de emergência.

  Item 36.3

 Este item trata sobre estrados, passarelas e plataformas, as quais são as estruturas as quais os trabalhadores irão permanecer e se movimentar durante maior parte do tempo de suas atividades. Os mesmos devem estar dentro de uma altura segura, sem improvisações e devem atender ao que propõe a NR-12, a qual trata especificamente sobre Segurança e Saúde no Trabalho de Máquinas e Equipamentos.

  Item 36.9

Este item trata sobre condições ambientais de trabalho, as quais envolvem ruído, qualidade do ar em ambientes artificialmente climatizados, agentes químicos, agentes biológicos e conforto térmico e têm finalidade de eliminar, minimizar ou reduzir o contato direto do trabalhador com estes produtos ou resíduos. Destes itens, os que foram escolhidos a compor o checklist foram agentes biológicos e conforto térmico.

  Item 36.10

O item em questão trata especificamente sobre Equipamentos de Proteção Individual e os mesmos devem ser usados para ajudar a evitar que acidentes de trabalho venham acontecer. Dentre os EPI necessários dentro de uma empresa frigorífica, estabeleceram-se luvas, protetor auricular, avental, botas impermeáveis, toucas, óculos de proteção e capacete com óculos e/ou proteção auditiva.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados estão apresentados de acordo com as diferentes fases dentro de um matadouro, neste caso, abate, desossa e expedição. Todos os itens que compõem os checklists da empresa foram baseados na NR 36 e definidos como cumprimento e não cumprimento.

Setor de Abate

No checklist realizado neste setor, as vias de circulação estavam desobstruídas, ou seja, não havia nenhum impedimento para a realização das tarefas pelos colaboradores.

 As ferramentas estavam apropriadas e arrumadas, assim como as polias e engrenagens protegidas.

 Os extintores desimpedidos e com carga, a fim de evitar algum acidente de sua finalidade.

 Foram checados os materiais como luvas, aventais, óculos, protetores auriculares e ambos estavam adequados e limpos.

 Na parte da elétrica, as instalações estavam corretas e o ambiente tinha luminosidade e aterramento.

 O ar comprimido estava sendo utilizado da maneira correta e a temperatura se encontrava adequada de acordo com a legislação. Todo o vestuário dos colaboradores se encontravam adequados e limpos e os hidrantes funcionando em perfeito estado.

 Não houve o cumprimento do treinamento e autorização para utilização das máquinas de alguns funcionários, o que pode acarretar gravíssimos acidentes pela falta de conhecimento durante o manuseio dos maquinários.

 É notório de que a empresa, juntamente com seus técnicos da SST, deve imediatamente disponibilizar o treinamento correto para que a segurança dos funcionários seja preservada, assim como prevê a NR 12, relacionada à máquinas.

 Os bebedouros estavam adequados, as máquinas manuais tinham proteção, assim como as serras. Os produtos químicos inflamáveis se encontravam no local correto e em embalagem própria, evitando quaisquer acidentes.

 Por todo o setor, sinais e avisos estavam afixados, orientando e preservando a saúde e segurança do trabalhador do local, assim como as condições para ambos na parte térrea do setor era segura.

 No entanto, os trabalhadores em locais mais altos, não exerciam suas funções adequadamente, já que os cintos de segurança ainda não haviam sido instalados. Qualquer queda, em função de algum desiquilíbrio, pode ser letal e causar sérios problemas à empresa. Todas as atividades do setor deveriam ser suspensas até que toda a instalação dos materiais fosse feita.

 A operação e metodologia do trabalho estava correta, mas nem todos os membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) estavam presentes durante as visitas. Outrossim, é importante ressaltar que todas as vistorias e reuniões devem ser realizadas da mesma forma, e que hajam substitutos para que nenhuma função da comissão seja suspensa em decorrência da falta de algum membro.

 As demais exigências do checklist, como solda, EPI’s, proibição da prática de fumar, escadas, mesas e ferramentarias adequadas, foram obedecidas.

A figura abaixo mostra um pouco das condições do setor.

Figura 4 — Setor de Abate
Setor de AbateO autor (2021)

Abaixo segue um gráfico demonstrando a porcentagem das discriminações que foram e não foram cumpridas.

Conformidade com a NR 36 no setor de Abate

Figura 5 — Conformidade com a NR 36 no setor de Abate
Conformidade com a NR 36 no setor de AbateO autor (2021)

Setor Desossa

As discriminações existentes neste checklist, são as mesmas do setor de abate e os resultados foram:

 As vias de circulação não se encontraram desobstruídas, o espaço não era proporcional ao número de trabalhadores que ali operavam e havia caixas pelo chão impedindo também a passagem.

 Cabe à empresa ampliar o setor e manter o ambiente organizado, guardando e descartando tudo que dificulta a movimentação dos trabalhadores durante o expediente. Diminuindo assim, mesmo que ainda sejam raras as chances, de qualquer acidente decorrente desta situação.

 As ferramentas estavam arrumadas e apropriadas e as polias e engrenagens estavam protegidas.

 Os extintores desimpedidos e com carga, luvas e aventais adequados.

 Os óculos permaneciam adequados e na parte da elétrica a instalação, luminosidade e aterramento estavam corretos.

 No que tange ao uso correto do ar comprimido, temperatura adequada do ambiente, vestuários e calçados limpos e funcionamento dos hidrantes, foi corretamente cumprido.

 Assim como no setor do abate, alguns colaboradores estavam sem treinamentos para a operação de máquinas, necessitando que empresa intervenha para resolver a questão, elaborando os treinamentos necessários para que a problemática seja resolvida.

 Os bebedouros estavam adequados no setor, assim como as máquinas manuais tinham a devida proteção.

 As serras, no entanto, estavam sem sensores. O correto a ser feito seria substituir as mesmas por novas, caso a manutenção não resolva o problema. Os trabalhadores responsáveis por utilizar essas serras correm um grande risco de acidentes, pois afeta a saúde física. As funções deveriam ser suspendidas até segunda ordem.

 Os produtos químicos e inflamáveis estavam em locais e embalagens próprias.

 Os avisos e sinais estavam devidamente afixados.

 As condições de transito não estavam seguras devido ao piso escorregadio e com buracos, afligindo a NR 36 e suas exigências. Sendo necessária a intervenção da empresa em função das obras que seriam necessárias para tampar os buracos e manter a aderência dos pisos.

 Em relação as discriminações como funcionários autorizados para o trabalho em altura, cintos de segurança existentes e em bom estado, operação e metodologia de trabalho correta, membros da CIPA presentes, solda e o lugar próprio, EPI´s adequados e proibição do ato de fumar no local foram devidamente comprimidas e estão dentro dos conformes.

 Já na discriminação relacionada à escadas, mesas, ferramentarias, há um item que não cumpre com a exigência: os suportes para carregamento de produtos se encontravam sem rodas, indo contra o subitem 36.4.1.1 que retrata o manuseio causando a força excessiva por parte dos trabalhadores.

 É totalmente considerável a necessidade de que novas rodas sejam instaladas nestes suportes, para o bem físico dos colaboradores que operam o manuseio dos mesmos.

 Segue na figura abaixo uma parte do setor.

Figura 6 — Setor desossa
Setor desossaO autor (2021)

Abaixo segue gráfico que demonstra as porcentagens das discriminações que foram ou não seguidas.

Figura 7 — Conformidade com a NR 36 no setor desossa
Conformidade com a NR 36 no setor desossaO autor (2021)

Setor Expedição

Assim como nos dois setores citados e especificados acima, o checklist realizado no setor de expedição, tem as mesmas discriminações.

 As vias de circulação estavam completamente desobstruídas, não causando nenhum empecilho para o transito dos trabalhadores.

 As ferramentas estavam apropriadas e arrumadas, as polias e engrenagens protegidas. Extintores desimpedidos e com carga, luvas, aventais e óculos adequados.

 Protetores auriculares limpos e adequados e a parte da elétrica com instalação, luminosidade e aterramento corretos.

 Ar comprimido, temperatura adequada de acordo com a legislação, vestuário e calçados limpos e adequados em cada colaborador.

 Os hidrantes foram testados e funcionavam perfeitamente.

 Assim como nos outros setores, os treinamentos que são indispensáveis, não haviam sido dados aos funcionários que exerciam as funções com os maquinários.

 Os bebedouros funcionavam adequadamente e as máquinas manuais estavam com as devidas proteções.

 As serras do setor estavam funcionando também com as devidas proteções. Os produtos químicos e inflamáveis estavam em seus devidos locais e com as embalagens adequadas.

 Em relação às condições seguras, ficaram pendentes os suportes para serra fita, que devem ser imediatamente instalados.

 Os demais itens como a autorização e condições para o trabalho em altura, cintos de segurança existentes e em bom estado, operação e metodologia do trabalho correta, membros da CIPA presentes, lugar próprio para solda, EPI’s utilizados e adequados aos colaboradores, proibição do ato de fumar, escadas, mesas e ferramentarias adequadas, estavam todos dentro dos conformes com as discriminações.

Na imagem abaixo, podemos observar uma parte deste setor:

Figura 8 — Setor Expedição
Setor ExpediçãoO autor (2021)

No gráfico abaixo podemos verificar as porcentagens:

Figura 9 — Conformidade com a NR 36 no setor de Expedição
 Conformidade com a NR 36 no setor de ExpediçãoO autor (2021)

CONCLUSÃO

Este estudo demonstra a importância de uma gestão de Segurança e Saúde de qualidade para que haja o crescimento através da participação direta dos colaboradores, órgãos de gestão, poder público e normas regulamentadoras.

Os acidentes, independentemente de sua gravidade, trazem danos muitas vezes irreversíveis para o trabalhador e a empresa responsável.

Por isso é importante investir na Saúde e Segurança do Trabalho, principalmente em profissionais da área que possam garantir que todas as etapas dos procedimentos de fabricação aconteçam da forma correta, garantindo o bem estar do trabalhador assim como a qualidade do produto final do consumidor. 

O Ministério do Trabalho dá as condições necessárias através de suas normas regulamentadoras e os técnicos da SST são de extrema importância para que as mesmas sejam seguidas para que não ocorram acidentes durante a operação das funções dos colaboradores, ou seja, precisa haver um sistema de monitoramento eficiente.

Na empresa onde os estudos deste trabalho foram realizados, muitos aspectos relativos à Segurança do Trabalho precisam ser seguidos com mais rigorosidade, sendo então necessária uma maior conscientização da entidade e técnicos de investir em condições melhores em cada setor, e garantir que nos Checklists realizados diariamente não haja nenhuma pendência que possa acarretar em algum dano para os operadores das tarefas.

A presença do técnico da SST deve ser constante. O bom relacionamento e dialogo com o colaborador é de extrema importância e trarão benefícios  para o funcionamento dos setores.

A prevenção sempre deve ser priorizada. Mais do que o faturamento de uma empresa, o importante é garantir a saúde e bem estar daqueles que a fazem funcionar.

REFERÊNCIAS 

FILGUEIRAS, V. A. A Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil. 01. Ed. Brasília, Gráfica Movimento, 2017.

LOUREDO, L. A segurança do trabalho para a indústria do setor frigorifico. Consultora de alimentos, 2017. Disponível em: <https://consultoradealimentos.com.br/boas-praticas/seguranca-do-trabalho/>

FORMIGONI, I. Dados da produção mundial da carne bovina e por país produtor. Farm News, 2018. Disponível em: <http://www.farmnews.com.br/mercado/pproducao-mundial-de-carne-bovina/>

BEEFPOINT, E. Projeções do Agronegócio – Brasil 2017/18 a 2027/2028: Carnes. Beef Point, 2018. Disponível em: <https://www.beefpoint.com.br/projecoes-do-agronegocio-brasil-2017-18-a-2027-2028-carnes/>

BEECORP, B. E. E. O que é SST e qual a importância da Saúde e Segurança do Trabalho?. Beecorp, 2019. Disponível em: <https://beecorp.com.br/sst-saude-e-seguranca-do-trabalho/>

TEIXEIRA, P. Biossegurança: Uma abordagem multidisciplinar. 02. Ed. Rio de Janeiro, Fio Cruz, 2010. NORMA REGULAMENTADORA Nº 36 -SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS.

TRABALHO, M. NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS. Portaria MTE n.555, de 18 de abril de 2013.

TRABALHISTA, G. NR-12 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS . Guia Trabalhista, s.n. Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm>

TRABALHISTA, G. NR-9 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS . Guia Trabalhista, s.n. Disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm>








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