A-1 – FARMACOLOGIA

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA)

Enfermagem

A-1 - FARMACOLOGIA

GABRIEL ISSA - 20201102194

PILOCARPINA.

- Farmacocinética;

A pilocarpina pode ser administrada em uso tópico ocular, sublingual, subcutânea e intravenosa como não sofre efeito de primeira passagem a sua biodisponibilidade é completa, pois o fármaco é absorvido e entra na circulação sistêmica por vasos que irrigam a cabeça; estes desembocam na veia cava superior e no coração. Isso quer dizer que o fármaco primeiro se distribui para todo o corpo para depois passar pelo fígado e sendo excretada nas glândulas exócrinas e na urina ácida. Já na via oral o fármaco ele passa por efeito de primeira passagem (metabolização) segue para o coração onde vai ser distribuído. (PINHEIRO et al., 1997 – PAPPANO et al., 2005).


- Mecanismo de ação;

A pilocarpina é um fármaco colinomimético ativando o sistema parassimpático para aumentar a produção de secreções das glândulas exócrinas no organismo, além disso sua ação colinérgica age diminuindo a pressão intraocular elevada (glaucoma). (VIVINO et al., 1999)


A pilocarpina é um agente agonista colinérgico que age nos receptores muscarínicos, e seu uso principal é como hipotensor ocular tópico; sendo aprovado pela United States Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento da xerostomia. (PINHEIRO, 1997)


- Indicações e posologia;

A pilocarpina é indicada para pacientes com glaucoma e xerostomia; pode ser usada também em combinação com outros mióticos, com betabloqueadores, com inibidores da anidrase carbônica, com agentes simpatomiméticos e com hiperosmóticos. Na via tópica ocular instilar 2 a 3 gotas no saco conjuntival inferior de acordo com a indicação ou prescrição médica; por via subcutânea (10 a 15 mg); na via intravenosa (0,1 mg/kg); na via sublingual chupar 1 pastilha 2 a 3 vezes ao dia.


- Contraindicações e reações adversas;

A pilocarpina é contraindicada a pacientes com asmáticos, hipotensão/hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, hepática ou renal, úlcera péptica, epilepsia e doença de Parkinson. (NURSAIR; RUBINOW, 1999). Pode causar reações oculares e sistêmica como: espasmo ciliar e congestão vascular conjuntival; hipertensão, taquicardia, edema pulmonar, sialorreia, sudorese, náuseas, vômitos e diarreias. Em casos graves de superdosagem a atropina é usada como antagonista.


- Cuidados de enfermagem.

Explicar e demonstrar como é feita a aplicação do colírio nos pacientes com glaucoma; após a administração do colírio, pressione o saco lacrimal por um minuto para minimizar a absorção pelo organismo; orientar o paciente a não aplicar nenhum produto nos olhos durante 5 minutos e o paciente não deverá fazer atividades que exijam alerta.
Em pacientes com xerostomia deve-se realizar a estimulação do fluxo salivar e a substituição de secreções salivares com estimulantes tópicos, saliva artificial e sialogogos, além de aconselhar um dieta mole, devendo evitar alimentos duros ou secos, evitar também o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.

Referências

AndreazzaNathalia. Transporte de Pilocarpina em suspensões celulares de pilocarpus microphyllus. Repositório Unicamp. Campinas, 2009. 107 p. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/315456/1/Andreazza_NathaliaLuiza_M.pdf. Acesso em: 10 mar. 2021.

Bula Medicinanet. Pilocarpina. Bula Medicina. 1 p. Disponível em: https://bula.medicinanet.com.br/bula/4097/pilocarpina.htm. Acesso em: 11 mar. 2021.

BVS Atenção Primária em Saúde. Qual conduta adotar em pacientes com Xerostomia?. BVS Atenção Primária em Saúde. Espírito Santo, 2016. 2 p. Disponível em: https://aps.bvs.br/aps/qual-conduta-adotar-em-pacientes-com-xerostomia/. Acesso em: 12 mar. 2021.

GusmãoGeorge. Avaliação clínica de formas farmacêuticas sólidas clássicas e mucoadesivas contendo pilocarpina para tratamento da xerostomia em idosos. Repositório UFPE. Recife, 2018. 75 p. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/38397/1/TESE%20George%20M%C3%A1rio%20de%20Ara%C3%BAjo%20Silva%20Gusm%C3%A3o.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.

SantanaHildegardo. EFEITO DE DUAS FORMULAÇÕES DE PILOCARPINA, SOLUÇÃO PARA BOCHECHO E SUBLINGUAL, NO TRATAMENTO DA XEROSTOMIA INDUZIDA POR RADIAÇÃO. Repositório UFC. Fortaleza, 2009. 79 p. Disponível em: http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/2405/1/2009_dis_halsantana.pdf. Acesso em: 1 mar. 2021.

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